A pessoa que vive com HIV/AIDS
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Tema central: A questão aborda a interpretação do “blip” de carga viral em pessoas vivendo com HIV/AIDS em tratamento antirretroviral (TARV).
Entendendo o conceito de “blip”: Um “blip” é um aumento temporário, discreto e isolado da carga viral (tipicamente <200 cópias/mL) em paciente sob TARV, com medições anteriores e posteriores indetectáveis. Pode ocorrer devido a infecções agudas, vacinação ou flutuações laboratoriais, sem relação direta com má adesão ou falha terapêutica.
Justificativa da alternativa correta (A):
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos, “A detecção esporádica de viremia baixa (<200 cópias/mL) [...] é definida usualmente como 'blip' e não representa falha virológica.” (p. 73).
Dessa forma, não há indicação de mudança do esquema terapêutico diante de um “blip” isolado; o paciente deve ser monitorado, mas não há conduta intervencionista.
Análise das alternativas incorretas:
B) Incorreta. “Blip” não implica retomada da capacidade de transmissão sexual, já que não se configura falha virológica nem retorno significativo da viremia.
C) Incorreta. Embora a indetectabilidade na maioria dos casos (“Indetectável = Intransmissível”) seja um conceito válido, o PCDT exige carga viral indetectável por pelo menos seis meses, e não três.
D) Incorreta. Apesar de ser verdade que pacientes aderentes podem apresentar “blips”, a assertiva é incompleta e não responde ao cerne da questão (conduta terapêutica).
E) Incorreta. O “blip” não representa imunossupressão; imunodeficiência relaciona-se a queda persistente de linfócitos CD4, não a alterações pontuais de carga viral.
Ponto-chave para concursos: Em provas, atente à distinção entre transitórios “blips” (que não exigem troca terapêutica) e falha virológica persistente (mais de uma carga viral >200 cópias/mL).
Referências e protocolos: O entendimento acima segue as recomendações do PCDT HIV do Ministério da Saúde (2024, p.73), além de fontes como Harrison’s Principles of Internal Medicine e diretrizes internacionais (UpToDate).
Mensagem final: Identifique sempre os conceitos-chave e diferenciações clínicas nas alternativas, pois muitos itens de concurso exploram os detalhes normativos e fisiopatológicos!
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