Se, na maternidade, no pré-parto, o VDRL da mãe for de 1/32...

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Q1827186 Medicina
Para responder à questão, considere o caso a seguir.

    Paciente do sexo feminino, 31 anos, chega com o companheiro à Unidade Básica de Saúde para fazer pré-natal. Relata que ele é o único e fixo parceiro há 3 anos. Na anamnese, negam antecedentes mórbidos e de infecções sexualmente transmissíveis. Realizado teste rápido para sífilis que revela resultado positivo. O VDRL posterior acusa uma positividade com título de 1/64.
Se, na maternidade, no pré-parto, o VDRL da mãe for de 1/32, a conduta em relação ao bebê é
Alternativas

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Comentário – Gabarito Referência: Alternativa C

Tema central: O caso foca no manejo do recém-nascido de mãe com sífilis ativa na gestação, especialmente quanto à conduta adequada frente ao resultado do VDRL do bebê. Esse é um tópico frequentemente abordado em concursos para infectologia, pois a sífilis congênita representa agravo de alta gravidade e notificação compulsória.

Justificativa da alternativa correta (C):
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde para sífilis, seção 9, página 72:

“Se o VDRL do líquido periférico do recém-nascido for igual ou superior a duas diluições (exemplo: materno 1/32, RN 1/128) do título materno no momento do parto, o recém-nascido deve receber: Penicilina G cristalina, 10 dias.”

Na prática: a presença de anticorpos não treponêmicos em título significativamente maior no bebê sugere infecção ativa (e não só transferência passiva de IgG). O tratamento deve ser penicilina G cristalina 10 dias para prevenir sequelas graves de sífilis congênita, conforme citado também no Nelson – Tratado de Pediatria.

Análise das alternativas incorretas:

A) Coletar sangue do cordão não é recomendação atual. Isso pode levar a resultados falso-positivos pelo sangue materno residual.
B) Apenas acompanhar o bebê exposto por 18 meses é inadequado; pode adiar tratamento necessário e aumentar risco de complicações.
D) Acompanhar por 24 meses só ocorre em cenários específicos e não substitui o início do tratamento caso haja critério de infecção ativa.
E) O tratamento apenas pela positividade do teste, independentemente da titulação, pode expor crianças sem infecção à antibioticoterapia desnecessária. O critério das duas diluições é o que diferencia infecção ativa da transferência passiva de anticorpos, segundo o PCDT.

Estrategia para provas: Fique atento ao número de diluições do VDRL do recém-nascido em relação ao materno, bem como ao uso do sangue periférico (e não do cordão).

Referência: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis, Ministério da Saúde, 2020; Nelson – Tratado de Pediatria, 21ª ed.

Resumo: O tratamento com penicilina G cristalina por 10 dias é indicado somente quando o título do VDRL do recém-nascido for duas diluições acima do materno.

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Comentários

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A alternativa correta é a "C - utilizar penicilina G cristalina por 10 dias caso o teste não treponêmico do sangue periférico da criança for duas diluições acima do título materno". Isso ocorre porque o aumento de duas diluições do título de VDRL em relação ao último exame da mãe indica uma possível infecção congênita pelo Treponema pallidum, o agente causador da sífilis. A penicilina G cristalina é o tratamento de escolha para a sífilis congênita, sendo administrada durante 10 dias para garantir a eliminação da bactéria. As outras alternativas estão incorretas porque não levam em consideração a titulação do exame da mãe e a possível infecção congênita do bebê.

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