Na evolução natural da sífilis, a paciente encontra-se no p...

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Q1827183 Medicina
Para responder à questão, considere o caso a seguir.

    Paciente do sexo feminino, 31 anos, chega com o companheiro à Unidade Básica de Saúde para fazer pré-natal. Relata que ele é o único e fixo parceiro há 3 anos. Na anamnese, negam antecedentes mórbidos e de infecções sexualmente transmissíveis. Realizado teste rápido para sífilis que revela resultado positivo. O VDRL posterior acusa uma positividade com título de 1/64.
Na evolução natural da sífilis, a paciente encontra-se no período
Alternativas

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Tema central: Classificação dos estágios da sífilis com base nos achados clínicos e sorológicos e sua repercussão no manejo e tratamento da doença.

Justificativa para a alternativa correta (D – Latente tardia):

A paciente apresenta teste rápido para sífilis positivo e VDRL com título elevado (1/64) durante o pré-natal, porém encontra-se assintomática e nega sinais e sintomas prévios ou história clínica compatível com sífilis recente. Em situações do tipo, é fundamental reconhecer o conceito de sífilis latente — fase em que não há manifestação clínica evidente, apenas sorologia reagente.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis, do Ministério da Saúde: “Diante de um indivíduo com diagnóstico confirmado, em que não é possível inferir a duração da infecção (sífilis de duração ignorada), trata-se como sífilis latente tardia.”
Isso ocorre porque, na ausência de sinais clínicos e sem informação confiável sobre o início da infecção, a conduta padrão é classificar como latente tardia.

Análise das Alternativas Incorretas:

A) Latente precoce: Reservada para situações em que se confirma exposição há menos de um ano. Nesse caso, não há dados que permitam atestar a duração da infecção.
B) Secundária: Caracteriza-se por manifestações clínicas evidentes (exantema, lesões mucocutâneas), ausentes no caso.
C) Primária: Espera-se presença de cancro duro, lesão ulcerada, também não relatada nem no passado.
E) Terciária: Fase rara, marcada por lesões cutâneas graves, neurossífilis e comprometimento de órgãos, incompatível com quadro apenas sorológico e assintomático.

Pontos de atenção na prova: Fique atento ao termo “duração ignorada”: sempre classifique como latente tardia. Questões podem tentar induzir ao erro com títulos elevados de VDRL ou informações pouco claras sobre sintomas — foque na ausência de manifestação clínica e no dado sobre a impossibilidade de definir o tempo da infecção.

Referências e diretrizes: O raciocínio está alinhado às recomendações do Ministério da Saúde e de livros texto como Harrison’s Principles of Internal Medicine e Infectologia Clínica da Sociedade Brasileira de Infectologia. Ambos reforçam a conduta para sífilis latente de duração ignorada ser considerada como tardia para fins de tratamento e vigilância.

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A questão está relacionada ao estágio da infecção de sífilis na qual a paciente se encontra. A sífilis tem quatro estágios principais: primário, secundário, latente e terciário. A paciente, que apresentou resultado positivo no teste rápido para sífilis e no VDRL, possui um título de 1/64, que é um indicativo de exposição prévia ao Treponema pallidum, o agente causador da sífilis. No entanto, a ausência de sintomas sugere que ela não está mais nos estágios primário ou secundário, que costumam ser sintomáticos. Além disso, a informação de que ela mantém um único parceiro há 3 anos sugere que a infecção não é recente, o que descarta o período latente precoce. Portanto, com base nestas informações, a melhor resposta é que a paciente está no período latente tardio (opção D), que é caracterizado pela ausência de sintomas e pode durar anos, mesmo na presença de anticorpos detectáveis no corpo.

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