Na evolução natural da sífilis, a paciente encontra-se no p...
Gabarito comentado
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Gabarito comentado:
Tema central: Classificação dos estágios da sífilis com base nos achados clínicos e sorológicos e sua repercussão no manejo e tratamento da doença.
Justificativa para a alternativa correta (D – Latente tardia):
A paciente apresenta teste rápido para sífilis positivo e VDRL com título elevado (1/64) durante o pré-natal, porém encontra-se assintomática e nega sinais e sintomas prévios ou história clínica compatível com sífilis recente. Em situações do tipo, é fundamental reconhecer o conceito de sífilis latente — fase em que não há manifestação clínica evidente, apenas sorologia reagente.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis, do Ministério da Saúde: “Diante de um indivíduo com diagnóstico confirmado, em que não é possível inferir a duração da infecção (sífilis de duração ignorada), trata-se como sífilis latente tardia.”
Isso ocorre porque, na ausência de sinais clínicos e sem informação confiável sobre o início da infecção, a conduta padrão é classificar como latente tardia.
Análise das Alternativas Incorretas:
A) Latente precoce: Reservada para situações em que se confirma exposição há menos de um ano. Nesse caso, não há dados que permitam atestar a duração da infecção.
B) Secundária: Caracteriza-se por manifestações clínicas evidentes (exantema, lesões mucocutâneas), ausentes no caso.
C) Primária: Espera-se presença de cancro duro, lesão ulcerada, também não relatada nem no passado.
E) Terciária: Fase rara, marcada por lesões cutâneas graves, neurossífilis e comprometimento de órgãos, incompatível com quadro apenas sorológico e assintomático.
Pontos de atenção na prova: Fique atento ao termo “duração ignorada”: sempre classifique como latente tardia. Questões podem tentar induzir ao erro com títulos elevados de VDRL ou informações pouco claras sobre sintomas — foque na ausência de manifestação clínica e no dado sobre a impossibilidade de definir o tempo da infecção.
Referências e diretrizes: O raciocínio está alinhado às recomendações do Ministério da Saúde e de livros texto como Harrison’s Principles of Internal Medicine e Infectologia Clínica da Sociedade Brasileira de Infectologia. Ambos reforçam a conduta para sífilis latente de duração ignorada ser considerada como tardia para fins de tratamento e vigilância.
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