O principal diagnóstico diferencial é
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Comentário do Gabarito:
Tema central: A questão aborda o diagnóstico diferencial de síndromes febris prolongadas em regiões endêmicas, particularmente no Nordeste brasileiro, integrando análise clínica e epidemiológica.
Discussão do caso: O paciente apresenta febre prolongada, emagrecimento acentuado, hepatoesplenomegalia, adenomegalia, manifestações hemorrágicas (petéquias, gengivorragia) e edema. Esses achados configuram um quadro infeccioso sistêmico crônico com envolvimento hematológico, hepatoesplênico e hemorrágico.
Alternativa correta: D) Enterobacteriose septicêmica prolongada (febre tifoide)
A febre tifoide, causada por Salmonella enterica sorotipo Typhi, caracteriza-se por febre prolongada, inapetência, adinamia, perda ponderal, hepatoesplenomegalia e sinais hemorrágicos (petéquias/gengivorragia). É especialmente relevante em áreas rurais com saneamento precário, como o interior do Ceará.
Segundo o Manual de Leishmaniose Visceral – Recomendações Clínicas para a Redução da Letalidade (Ministério da Saúde): "As doenças que podem ser confundidas com a Leishmaniose Visceral são a Malária, Febre tifoide, Tuberculose miliar, Esquistossomose mansônica crônica..." (p. 12). A febre tifoide, justamente, está nesse rol de diagnósticos diferenciais pela grande sobreposição clínica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Esquistossomose hepatoesplênica: Não cursa com febre prolongada nem manifestações hemorrágicas. Hepatoesplenomegalia ocorre, mas o quadro é predominantemente vasculopático/portal, sem sintomas infecciosos marcados.
B) Malária por P. vivax: A febre é intermitente e não costuma durar meses, nem se associa a manifestações hemorrágicas importantes ou adenopatia generalizada.
C) Leishmaniose tegumentar: Produz lesões cutâneas ou mucosas, não sistematizadas como neste caso (sem hepatoesplenomegalia expressiva).
E) Leishmaniose visceral: Apesar de febre, anemia e hepatoesplenomegalia serem comuns, manifestações hemorrágicas (petéquias/gengivorragia) são mais raras e adenopatia generalizada marcante não é típica.
Dica para provas: Observe sempre características epidemiológicas (procedência); sintomas hemorrágicos sistêmicos e se há manifestação cutânea/mucosa para afinar o diagnóstico. Pegadinhas comuns são confundir leishmaniose visceral (hemograma baixo, hepatoesplenomegalia) com febre tifoide (mais hemorrágica, dura meses, pode haver linfonodomegalia).
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