Como as coisas mudam rápido. Sempre
tivemos fofocas de família, trabalho e vizinhança, e a
missa dominical para nos manter na linha. Depois
surgiram as falas dos governantes no rádio, uma
forma de comunicação em massa. Mais tarde, a TV, a
internet, e depois a bagunça global: “Se perguntarmos
ao ChatGPT sobre as principais tecnologias que
impulsionam essa revolução, ele mencionará
Inteligência Artificial(IA) e aprendizado de máquina;
robótica e automação; Internet das Coisas; impressão
3D; blockchain; realidade virtual e aumentada; redes
5G; computação quântica; big data e cibersegurança.”
Dizer que tudo isso é de tirar o fôlego é um
comentário preciso. Nossa atenção é invadida por
todos os sentidos, estamos grudados em todos os tipos
de telas. Posso tentar ler um artigo sensato sobre um
assunto que me interessa, mas vou ter pequenas telas
aparecendo, estorvando meus esforços para me
concentrar. Não são interesses econômicos tentando
chamar minha atenção para coisas úteis: é a batalha
econômica pelo meu tempo. E não é apenas a
Revolução Industrial 4.0, é outro sistema. A
conectividade em massa e global está gerando uma
nova civilização. Não são General Motors ou Toyota
que estão no centro das corporações mais valiosas do
mundo: Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon e
algumas outras gerenciam o que ouvimos e vemos.
Estão criando, com informações privadas invasivas,
uma nova economia de atenção.
(...)
Não devemos subestimar a absorção do
tempo de nossas vidas – é nosso ativo não renovável
mais importante – pelos videogames. Bilhões de
usuários, entretenimento móvel, atingindo diferentes
gerações (a idade média é de 38 anos)
predominantemente masculino (59%), o setor
realmente nos pega pelos olhos. Aqui novamente
encontramos Amazon, Apple, Google, mas também
Tencent e outros na Ásia. O uso se tornou obsessivo
para tantos, nos afastando da cultura, da arte, da criatividade e do tempo livre para deixar nossa atenção
vaguear.
Esta breve visão geral visa chamar nossa
atenção precisamente para a questão-chave: estamos
perdendo o controle sobre nossa atenção, e isso
significa o tempo e o sentido de nossas vidas. Max
Fisher, em seu livro The Chaos Machine: how the
social media rewired our minds and our world [“A
máquina do caos: como as redes sociais
reconfiguraram nossas mentes e o nosso mundo”],
trouxe uma descrição detalhada do grau de controle
que o sistema permite: “O fato de eles terem
conseguido analisar e organizar bilhões de horas de
vídeo em tempo real, e depois direcionar bilhões de
usuários pela rede, com esse nível de precisão e
consistência, foi incrível para a tecnologia e
demonstrou a sofisticação e poder dos algoritmos.”
O progresso tecnológico é positivo em si
mesmo. A revolução digital abre enormes
oportunidades para a humanidade, mas não nas mãos
das gigantes corporativas. A atenção é o elementochave do que somos, do que escolhemos ser. Gosto de
deixar minha mente vagar um pouco, e um sistema
global que direciona nossas mentes de acordo com os
interesses globais se tornou um enorme desafio a
enfrentar.
A expressão “bagunça global” utilizada no texto, em
oposição a “fofocas de família”, “missa dominical” e
“falas dos governantes no rádio”, evidencia que o
autor considera a evolução da comunicação como um
processo de:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Treine mais com um simulado focado no seu concurso. Criar simulado
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Parabéns! Você acertou!
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