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Leia o texto para responder a questão:
Respeito entre nações
A Copa do Mundo é muito mais do que uma competição esportiva. A cada quatro anos, ela transforma o futebol
em uma linguagem comum, capaz de ser compreendida por
pessoas de diferentes países, culturas, religiões e formas de
vida. Em um mundo cada vez mais marcado por disputas
políticas, desigualdades econômicas e demonstrações de
preconceito e separatismo, a competição oferece uma rara
oportunidade de encontro simbólico entre as nações. Dentro
e fora dos estádios, povos que muitas vezes se conhecem
apenas por estereótipos passam a se observar, torcer, admirar e reconhecer uns aos outros.
O futebol possui uma força especial porque combina
simplicidade e emoção. Suas regras básicas permitem que
crianças, trabalhadores, estudantes e idosos acompanhem
o jogo com a mesma intensidade, ainda que vivam em realidades muito distintas. Durante a Copa, bandeiras, hinos e
camisas nacionais expressam orgulho e pertencimento, mas
também revelam a diversidade do planeta. O torcedor celebra sua própria identidade ao mesmo tempo em que entra
em contato com a identidade do outro. Assim, a competição
ajuda a mostrar que a diferença não precisa ser vista como
ameaça: pode ser motivo de curiosidade, respeito e aprendizado.
Esse entendimento entre as nações não significa ausência de rivalidade. Pelo contrário, a Copa do Mundo é feita de
disputas intensas, vitórias inesquecíveis e derrotas dolorosas.
No entanto, quando a rivalidade permanece no campo do
jogo, ela se converte em uma forma civilizada de coexistência entre povos geográfica, cultural, historicamente distantes.
Onde mais, não sendo em uma competição assim, é possível encontrar tunisianos e japoneses, belgas e iranianos,
espanhóis e árabes, uruguaios e cabo-verdianos dividindo um
mesmo espaço público? E conhecer histórias de atletas de
países com os quais temos pouquíssimo contato — Jordânia,
Curaçao, Nova Zelândia —, e ainda torcer por eles?
Seleções se enfrentam segundo regras aceitas por todos,
árbitros medeiam conflitos, atletas se cumprimentam ao final
das partidas e torcedores compartilham espaços públicos. A
mensagem simbólica é poderosa: é possível competir sem
destruir, defender a própria história sem negar a humanidade
do adversário.
Por isso, o torneio tem valor para o entendimento entre
as nações: ele mostra que a humanidade compartilha emoções básicas, como alegria, frustração, esperança e orgulho.
Mostra também que as diferenças culturais podem conviver
em uma mesma celebração global. Em tempos de fronteiras rígidas, crises diplomáticas e discursos de intolerância, o
futebol recorda que o outro não é apenas rival, estrangeiro ou
desconhecido; é alguém que também sofre, vibra e sonha.
Nesse sentido, a Copa é uma metáfora do mundo possível:
plural, competitivo, imperfeito, mas capaz de reconhecer no
encontro entre povos uma oportunidade de respeito, diálogo
e paz.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao,
22.06.2026. Adaptado)
As informações do texto permitem concluir corretamente
que a Copa do Mundo