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Q1008369 Medicina
Homem de 63 anos, tabagista, diabético e dislipidêmico apresentou dor torácica intensa durante 8 horas e chamou o serviço de emergência. A equipe assistencial encontrou o paciente em assistolia e optou-se por cessar esforços após adequado prolongamento das medidas de RCP sem sucesso. Observou-se necrose de coagulação e infiltrado inflamatório neutrofílico no miocárdio em avaliação necroscópica. A causa mais provável para o óbito deste paciente é:
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Tema central: Esta questão aborda morte súbita em paciente com infarto agudo do miocárdio (IAM), relacionando achados clínicos, anatomopatológicos e as principais causas de óbito imediato nesta situação.

Comentário e justificativa da alternativa correta (E – Arritmia Ventricular):

O paciente apresenta múltiplos fatores de risco clássico (idade, tabagismo, diabetes, dislipidemia) e quadro clínico de dor torácica prolongada, indicando infarto agudo do miocárdio (IAM). Nos casos de IAM, a isquemia intensa predispõe a uma série de complicações fatais, sendo a arritmia ventricular (especialmente fibrilação ventricular) a principal causa de morte súbita nas primeiras horas do evento, frequentemente manifestando-se como assistolia refratária.

Segundo a Diretriz de Síndromes Coronarianas da ESC (2023, p. 54): “A administração precoce de betabloqueadores (…) reduz a incidência de arritmias malignas”, destacando a gravidade e letalidade destas arritmias no IAM.

Achados histopatológicos como necrose de coagulação e infiltrado neutrofílico confirmam infarto recente (24-72 horas). Na prática, a arritmia ventricular é responsável por até 50% das mortes em IAM precoce (UpToDate – Sudden cardiac death in acute myocardial infarction).

Análise das alternativas incorretas:

A) Insuficiência mitral aguda: Complicação grave do IAM (por ruptura de músculo papilar ou cordoalha), porém causa predominantemente choque cardiogênico e edema agudo de pulmão, não sendo típica de morte súbita precoce.

B) Coagulação intravascular disseminada (CIVD): Condição sistêmica rara no IAM e não relacionada à fisiopatologia principal de óbito imediato nesta situação.

C) Trombose mural: Trombos se formam sobre áreas infartadas, podendo causar eventos embólicos, mas não causam morte súbita imediata.

D) Ruptura ventricular: Catástrofe mecânica típica após 3-7 dias de IAM. O caso descreve dor torácica aguda e óbito súbito, sem tempo hábil para formação do processo de enfraquecimento da parede que culminaria na ruptura.

Dica de prova: Fique atento às complicações elétricas (arritmias) versus complicações mecânicas (rupturas, insuficiência mitral) e ao tempo evolutivo do IAM para evitar pegadinhas comuns em concursos!

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A causa mais provável para o óbito deste paciente é a alternativa E - Arritmia Ventricular. A presença de dor torácica intensa em um paciente com múltiplos fatores de risco cardiovasculares como tabagismo, diabetes e dislipidemia sugere uma possível obstrução coronariana e, consequentemente, uma isquemia miocárdica. A necrose de coagulação e o infiltrado inflamatório neutrofílico no miocárdio encontrados na avaliação necroscópica corroboram com essa hipótese. A assistolia, ou seja, a ausência de atividade elétrica no coração, é uma consequência da arritmia ventricular, que pode ocorrer como uma complicação da isquemia miocárdica. Portanto, a alternativa E é a resposta mais adequada para a causa mais provável do óbito deste paciente.

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