Sobre a terapia periodontal de suporte (TPS), analise as ass...
I. A TPS é realizada após a fase inicial de tratamento periodontal, com o objetivo de manter a saúde periodontal a longo prazo e prevenir a progressão da doença periodontal.
II. A frequência das consultas de TPS deve ser determinada unicamente pela gravidade da doença periodontal do paciente no momento do diagnóstico.
III. A terapia de suporte periodontal é composta de profilaxia periódicas e controle de placa, sem a necessidade de reavaliações clínicas ou exames radiográficos.
IV. O acompanhamento regular durante a TPS inclui a monitoração dos índices de placa, sondagem periodontal e radiografias, para garantir que a saúde periodontal seja mantida.
Sobre as assertivas acima, é correto afirmar que
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Tema central: Terapia Periodontal de Suporte (TPS) é a fase de manutenção após o tratamento ativo da periodontite, com consultas periódicas para manter a estabilidade clínica, prevenir recidivas e detectar precocemente sinais de reativação (sangramento à sondagem, aumento de profundidade, perda óssea).
Alternativa correta: B — apenas duas assertivas são verdadeiras (verdadeiras: I e IV; falsas: II e III).
Por que I é verdadeira: A TPS ocorre após a fase inicial/ativa (raspagem e alisamento radicular, controle de fatores de risco) e visa manter a saúde periodontal a longo prazo e evitar progressão. Essa é a definição operacional adotada pela AAP/World Workshop 2017 e pelas Diretrizes S3 da EFP (2020) para periodontite estágios I–III.
Por que IV é verdadeira: O acompanhamento regular na TPS inclui monitoramento clínico e, quando indicado, radiográfico: índices de placa, sangramento à sondagem, profundidade de sondagem, nível clínico de inserção, mobilidade, furcas, e radiografias interproximais conforme necessidade. Esse pacote assegura detecção precoce de reativação. Referências: Lindhe – Clinical Periodontology; EFP S3 (2020).
Por que II é falsa: A periodicidade não depende apenas da gravidade inicial. É individualizada por risco: tabagismo, diabetes/controle glicêmico, higiene (índice de placa), sangramento residual, profundidades ≥4–5 mm, perda de inserção prévia, adesão, histórico de progressão. Intervalos típicos variam de 3 a 12 meses. Modelos de avaliação de risco (Lang & Tonetti, Periodontal Risk Assessment) e EFP S3 recomendam essa abordagem multifatorial.
Por que III é falsa: TPS não é apenas “profilaxia e controle de placa”. Deve incluir reavaliações clínicas periódicas, instrumentação de bolsas residuais quando necessário, atualização de anamnese e fatores de risco, reforço de higiene, e exames radiográficos quando clinicamente indicados. Excluir reavaliação e radiografia contradiz protocolos clássicos (Axelsson & Lindhe) e diretrizes atuais.
Estratégia para a prova:
- Desconfie de termos absolutos como “unicamente” e “sem necessidade” (II e III): em Periodontia, decisões são individualizadas e baseadas em risco.
- “Radiografias” na TPS não significam em toda consulta, mas fazem parte do monitoramento sob critério clínico — isso valida a assertiva IV.
Referências essenciais: AAP/World Workshop 2017 (Manutenção Periodontal); EFP S3 Clinical Practice Guideline 2020 (Sanz et al.); Lang & Tonetti, J Clin Periodontol 2003/2015 (avaliação de risco); Lindhe, Clinical Periodontology and Implantology; estudos de manutenção de Axelsson & Lindhe.
Gabarito: B
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