Sobre os parâmetros clínicos utilizados para avaliar a saúde...
Gabarito comentado
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Tema central: a profundidade de sondagem (PS) é um parâmetro clínico que, isoladamente, não define periodontite, mas quando associada ao sangramento à sondagem (BOP) ajuda a estimar o risco de progressão em nível de sítio. Em geral: PS ≤3 mm indica sulco saudável; PS 4–5 mm sugere bolsa rasa/moderada; PS ≥6 mm indica bolsa profunda. O BOP sinaliza inflamação ativa; sua ausência tem alto valor preditivo negativo para progressão.
Alternativa correta: B — PS > 6 mm + BOP indica alto risco de progressão da periodontite no sítio, pois bolsos profundos retêm biofilme e dificultam controle mecânico, perpetuando inflamação e perda de inserção. Evidências de revisões e diretrizes (World Workshop AAP/EFP 2018; Carranza; Lindhe; UpToDate) mostram que o risco de perda futura é maior em sítios com bolsas profundas e sangrantes. Observação: fatores sistêmicos (tabagismo, diabetes) modulam risco global, mas, em nível de sítio, essa combinação é um marcador robusto de atividade.
Análise das incorretas
A — Afirma que PS serve para gengivite e não reflete gravidade da periodontite. Incorreta. Gengivite é definida por BOP sem perda de inserção; PS pode aumentar por edema (pseudobolsa), mas na periodontite a profundidade reflete complexidade e atividade. A gravidade/estadiamento requer nível de inserção clínica (NIC/CAL) e perda óssea (AAP/EFP 2018).
C — Defende interpretar PS isoladamente. Incorreta. O diagnóstico periodontal integra PS, BOP, NIC/CAL, recessão, supuração, mobilidade e radiografia. PS isolada pode levar a erro (pseudobolsa, alterações gengivais).
D — Diz que PS >4 mm com mobilidade ou perda óssea sugere periodontite, mas não define gravidade. Parcial, porém fora do foco da questão. A pergunta exige relação entre PS e risco de progressão; a alternativa aborda presença/gravidade. Além disso, a gravidade é determinada primariamente por CAL e perda óssea (estadiamento), enquanto a PS contribui para complexidade e risco, não apenas para gravidade.
Estratégia de prova: ao ler “risco de progressão”, procure a combinação bolsa profunda + BOP. Desconfie de opções que usem PS isolada para diagnóstico ou que confundam gengivite (sem perda de inserção) com periodontite.
Referências essenciais: World Workshop AAP/EFP 2018 (classificação da periodontite); Carranza’s Clinical Periodontology; Lindhe’s Clinical Periodontology; UpToDate – Overview of periodontal disease.
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