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Q3450508 Odontologia
O envolvimento de furca em dentes multirradiculares apresenta desafios significativos no diagnóstico e tratamento periodontal. Considerando as classificações e abordagens terapêuticas para lesões de furca, marque a opção correta.
Alternativas

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Tema central: envolvimento de furca em molares, sua classificação e abordagens terapêuticas. O correto enquadramento (Grau I, II, III) orienta a escolha entre terapias regenerativas, ressectivas (tunelização, ressecção radicular, hemissecção) ou exodontia.

Alternativa correta: DHemissecção é a separação de um molar em duas unidades, com remoção de uma raiz e da porção correspondente da coroa. É clássica em molares inferiores, quando uma raiz está comprometida e a outra tem suporte ósseo/restaurador favorável, especialmente em lesões de furca Grau II ou III. Indicação exige: suporte periodontal adequado na raiz remanescente, anatomia radicular favorável e possibilidade reabilitadora. Referências: Carranza’s Clinical Periodontology; Lindhe’s Clinical Periodontology; AAP Parameters of Care.

Por que as outras estão incorretas?

A — A classificação de Hamp et al. define: Grau I (penetração horizontal ≤3 mm), Grau II (>3 mm, sem comunicação completa), Grau III (comunicação total, “de lado a lado”). A descrição da alternativa corresponde ao Grau III, não ao II. A exposição clínica depende da recessão, mas a classificação é pela sondagem com sonda de Nabers. (Carranza; AAP)

BTunelização visa criar/abrir o trajeto da furca para higiene com escovas interproximais. É indicada sobretudo em molares inferiores com Grau III, tronco radicular curto e raízes divergentes. Não é para Grau I e é rara em molares superiores por limitação anatômica (raiz palatina). (Lindhe; UpToDate)

CRessecção radicular (amputação radicular) remove apenas a raiz mantendo a coroa; é mais comum em molares superiores (ex.: remoção da raiz distovestibular). Contudo, não é “frequentemente indicada” para todas as lesões Grau III; nesses casos, a escolha depende de suporte residual, anatomia e prognóstico. Muitas vezes prefere-se hemissecção (em inferiores), tunelização selecionada ou mesmo exodontia com reabilitação quando o prognóstico é desfavorável. (Carranza; AAP)

Como raciocinar na prova:

  • Classificação de Hamp: foque na penetração horizontal medida pela sonda de Nabers (≤3 mm; >3 mm sem atravessar; atravessa).
  • Procedimentos: Grau I — TTO causal, odontoplastia; Grau II — regeneração (GTR/enxertos, melhor em inferiores), recontorno; Grau III — ressectivos (tunelização, hemissecção/ressecção radicular) ou exodontia conforme prognóstico.
  • Anatomia importa: hemissecção → inferiores; ressecção radicular → superiores; tunelização → inferiores com raízes divergentes.

Diagnóstico essencial: sondagem com sonda de Nabers, radiografias periapicais; CBCT em casos selecionados para avaliar divergência radicular e remanescente ósseo. (AAP; UpToDate)

Referências: Carranza’s Clinical Periodontology; Lindhe’s Clinical Periodontology and Implant Dentistry; American Academy of Periodontology – Parameters of Care; UpToDate (Periodontal treatment of molars with furcation involvement).

Gabarito: D

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