Paciente jovem procura a emergência com quadro de atraso men...

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Q679476 Medicina
Paciente jovem procura a emergência com quadro de atraso menstrual, dor pélvica e sangramento vaginal. Apresenta sinais vitais estáveis, B-HCG positivo e ultrassom transvaginal com uma massa tubária > 3,5cm. Qual a conduta mais adequada para esta paciente?
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Tema central: Esta questão aborda o manejo da gravidez ectópica – uma condição na qual a gestação se desenvolve fora da cavidade uterina, sendo a tuba uterina o local mais frequente. O reconhecimento das indicações para intervenção cirúrgica é essencial para evitar complicações graves, como ruptura e choque hemorrágico.

Justificativa da alternativa correta (B - Laparoscopia de emergência):
Segundo o Manual Técnico: Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde, paciente com massa anexial > 3 cm deve ser submetida a tratamento cirúrgico. A laparoscopia é o método de escolha para pacientes estáveis, oferecendo menor morbidade, rápida recuperação e menor risco de aderências. Estudos reforçam que o metotrexato se restringe a casos selecionados, e o aumento do tamanho da massa (>3,5 cm) reduz dramaticamente o sucesso da terapia medicamentosa.

Análise das alternativas incorretas:

A) Laparotomia exploradora de emergência:
Conduta reservada para situações com instabilidade hemodinâmica ou suspeita de ruptura tubária. Nesta questão, a paciente está estável, o que favorece o procedimento videolaparoscópico.

C) Tratamento medicamentoso com metotrexato:
Inadequado para massas tubárias maiores que 3,5 cm. O próprio manual do Ministério da Saúde destaca o risco de fracasso com esta abordagem nesses casos. Critérios clássicos de indicação incluem massa pequena, ausência de batimentos cardíacos embrionários, níveis baixos de β-hCG e sinais vitais estáveis.

D) Tratamento expectante:
Indicado apenas para casos muito selecionados: massas pequenas, β-hCG em queda, ausência de sintomas e estabilidade completa da paciente. Não recomendado para massas volumosas.

Dica essencial para concursos:
Atente-se a critérios-chave no enunciado, como tamanho da massa, sinais vitais e valores laboratoriais. Pegadinhas comuns incluem ignorar limites para tratamento medicamentoso e não perceber a estabilidade clínica da paciente.

Protocolos e diretrizes:
Como exposto no Manual Técnico: Gestação de Alto Risco (Ministério da Saúde, seção Tratamento da Gravidez Ectópica):
"O tratamento cirúrgico é indicado para massas anexiais > 3cm."

Resumo para a prova:
Massa tubária grande (>3,5 cm) em paciente estável = laparoscopia de emergência. Isso reflete o padrão ouro atual.

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Comentários

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A resposta correta para a questão é a alternativa B: Laparoscopia de emergência. Isso ocorre porque a paciente apresenta sinais de gravidez ectópica, que é uma emergência médica que deve ser tratada com rapidez. A laparoscopia de emergência é a opção mais indicada, pois permite a visualização direta das estruturas pélvicas, possibilitando a identificação e tratamento imediato da gravidez ectópica. A laparotomia exploradora de emergência é uma opção mais invasiva e pode levar a maiores complicações. O tratamento medicamentoso com metotrexato é uma opção menos invasiva, mas não é indicado para casos com massa tubária > 3,5cm. Já o tratamento expectante não é recomendado em casos de gravidez ectópica, pois pode levar a complicações graves.

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