Mulheres com fenilcetonúria (fenilalamina sanguínea > 1.2...
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Tema central: Fenilcetonúria materna não tratada e as complicações fetais
A fenilcetonúria (PKU) é uma endopatia metabólica hereditária, causada pela ausência ou deficiência da enzima fenilalanina hidroxilase, levando ao acúmulo de fenilalanina no sangue. Quando uma mulher com PKU não controlada engravida, a elevação da fenilalanina atravessa a placenta e é especialmente tóxica ao desenvolvimento do SNC e de outros órgãos do feto.
Justificativa da alternativa correta (D – Cardiopatia congênita):
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Fenilcetonúria do Ministério da Saúde (p. 31): “Retardo mental ocorrerá em 90% destas crianças e malformações congênitas em 25%, dentre as quais malformações cardíacas, microcefalia, anomalias vertebrais e estrabismo.”
Portanto, microcefalia e retardo mental apresentam frequência muito superior às cardiopatias congênitas na prole de mães com PKU sem controle. Embora as malformações cardíacas sejam um dos riscos, elas não superam os índices dos distúrbios neurológicos.
Análise das alternativas incorretas:
A) Abortos espontâneos: Sabemos que pode haver risco discretamente aumentado de aborto, porém não é a complicação mais relevante ou prevalente no contexto da PKU materna não tratada. O principal impacto é sobre o desenvolvimento fetal.
B) Retardamento mental: Esta é a complicação mais frequente (cerca de 90% dos casos sem tratamento), devido à toxicidade direta da fenilalanina para o cérebro em desenvolvimento, causando dano neurológico irreversível.
C) Microcefalia: Também figura entre as complicações mais recorrentes (alta prevalência), precedendo a incidência das cardiopatias.
D) Cardiopatia congênita: Apesar de ser reconhecidamente possível, a cardiopatia congênita ocorre em menor frequência (aproximadamente 25%) em comparação ao retardamento mental e à microcefalia.
Estratégia para provas: Atenção aos termos relativos à ordem de prevalência das complicações. Questões desse tipo costumam cobrar o diferencial epidemiológico apontado em protocolos e diretrizes, não apenas o conhecimento das possíveis manifestações clínicas.
Referências:
• Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Fenilcetonúria – Ministério da Saúde
• UpToDate: “Maternal phenylketonuria and fetal sequelae”
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