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Q679461 Medicina
Gestante de 32 semanas,Gesta II/Para I, apresentou quadro de prurido intenso, seguido de icterícia, desconforto epigástrico e esteatorréia. Encaminhada à maternidade, foi diagnosticada com colestase intra hepática. Quanto ao diagnóstico, pode se afirmar:
Alternativas

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Tema central: O tema abordado na questão é a colestase intra-hepática da gestação (CIHG), uma complicação específica do período gestacional. É caracterizada clinicamente por prurido intenso (costuma iniciar nas palmas e plantas), icterícia, desconforto epigástrico e esteatorreia. Um ponto central é o risco principalmente fetal: apesar de frequentemente cursar de modo benigno para a mãe, há riscos consideráveis de sofrimento fetal agudo, parto prematuro e morte fetal intrauterina.

Justificativa da alternativa correta (C):
O melhor manejo terapêutico inclui o uso do ácido ursodesoxicólico (AUDC) como tratamento de escolha, que alivia os sintomas maternos e pode auxiliar na redução dos ácidos biliares. Prevalece na literatura e em protocolos atuais a recomendação de antecipação da via de parto — geralmente por volta de 36 a 37 semanas — evitando-se conduzir até 38 semanas pelo risco de desfechos fetais adversos súbitos. Segundo o Manual MSD e o BMJ Best Practice, esse manejo busca prevenir natimortalidade e síndrome de aspiração meconial.
Portanto, a alternativa C está correta.

Análise das alternativas incorretas:

A) Afirma que a doença não é grave e que a gestação pode ser conduzida normalmente até o termo. Errado! O risco fetal é significativo e a condução habitual até o termo é contraindicada.

B) Exagera o risco materno e indica interrupção imediata. Incorreto. O risco materno, de fato, é baixo; quem mais sofre repercussão são os fetos e a interrupção precoce deve ser individualizada, não sendo “imediata”.

D) Limita-se ao acompanhamento laboratorial. Equívoco! Não basta monitorar: é necessário tratar (com AUDC) e programar o parto, além do acompanhamento laboratorial.

Pegadinhas na questão: Atenção para termos como “não grave”, “interrupção imediata” e “apenas acompanhamento laboratorial”. Busque sempre os pontos focais: quem está mais sob risco na CIHG é o feto, e o “conduzir normalmente até o termo” se opõe ao conhecimento atual.

Referências: Manual MSD (Hepatopatias na gestação), BMJ Best Practice (Colestase intra-hepática gestacional), UpToDate e Febrasgo.

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Comentários

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O quadro clínico apresentado pela gestante sugere um diagnóstico de colestase intra-hepática, uma condição que pode levar ao sofrimento fetal e morte. Por isso, o tratamento deve ser iniciado com ácido ursodeoxicólico e o parto pode ser realizado antes de 38 semanas, o que reduzirá o risco para o feto e para a mãe. As dosagens de bilirrubinas, transaminases e coagulograma são importantes para monitorar a evolução do quadro, mas não são suficientes para o manejo da condição. A alternativa correta, portanto, é a C.

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