Em pacientes idosos com síndrome metabólica, HA e hipercoles...
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Tema central: O foco da questão é a escolha do tratamento inicial para hipertensão arterial (HA) em idosos com síndrome metabólica e hipercolesterolemia. Nessas circunstâncias clínicas, a seleção do antihipertensivo deve considerar fatores metabólicos, risco cardiovascular e interações medicamentosas, muito comuns nesta população.
Justificativa para a alternativa correta – IECA (D):
Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) apresentam propriedades únicas para pacientes com síndrome metabólica, especialmente idosos. Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020, o tratamento deve considerar comorbidades associadas (p. ex., dislipidemia e resistência à insulina). Além do controle da pressão arterial, os IECA melhoram a sensibilidade à insulina, favorecem o perfil glicêmico e apresentam efeito protetor sobre o endotélio vascular. Estudos reforçam o benefício extra dos IECA na redução do risco cardiovascular global em pacientes com múltiplos fatores de risco.
Segundo a Revista Médica de Minas Gerais: “Os IECA melhoram a sensibilidade à insulina e a tolerância à glicose”, o que é fundamental em pacientes com síndrome metabólica.
Análise das alternativas incorretas:
Alternativa A) Hidralazina: Embora seja vasodilatador potente, não possui efeito protetor metabólico e pode causar ativação simpática e retenção hídrica. Não é indicada como monoterapia de primeira escolha.
Alternativa B) Metildopa: Agente anti-hipertensivo de segunda escolha, mais utilizada em gestantes. Associada a efeitos adversos centrais e metabólicos, não recomendada como primeira linha em idosos ou pacientes com síndrome metabólica.
Alternativa C) Betabloqueadores: Apesar de eficazes em HA associada a doença cardíaca, podem piorar a resistência à insulina e o perfil lipídico, o que é indesejado em pacientes com síndrome metabólica ou dislipidemia.
Estratégia para provas: Palavras-chave como “síndrome metabólica” e comorbidades devem direcionar a escolha para fármacos com benefícios metabólicos adicionais, rejeitando aqueles que possam agravar o quadro metabólico.
Protocolos oficiais (como da SBC e da Revista Médica de Minas Gerais) reafirmam o uso dos IECA diante de fatores metabólicos e risco cardiovascular.
Resumo: A alternativa D) IECA é a escolha fundamentada, pois une eficácia, segurança e benefícios metabólicos comprovados por evidências científicas e recomendações de diretrizes brasileiras.
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