A respeito da doença leishmaniose visceral, marque a alterna...

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Q3874062 Medicina
A respeito da doença leishmaniose visceral, marque a alternativa CORRETA.
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A alternativa D é a correta porque a coinfecção Leishmania-HIV é indicação ministerial de anfotericina B lipossomal na leishmaniose visceral.

Tema central: Tratamento da leishmaniose visceral
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque sorologia não é critério confiável de cura nem de recidiva na leishmaniose visceral. Os anticorpos podem permanecer detectáveis por tempo prolongado após o tratamento, de modo que a positividade sorológica não serve isoladamente para esse seguimento.
B
Errada
Está errada porque o distúrbio hidroeletrolítico classicamente associado ao tratamento, especialmente com anfotericina B, é hipocalemia, por toxicidade tubular renal com perda urinária de potássio. Hipercalemia não é a associação típica cobrada.
C
Errada
Está errada por erro de etiologia. No Brasil, o agente da leishmaniose visceral é Leishmania infantum, historicamente também chamada de L. chagasi, e não L. donovani.
D
Certa
A alternativa D está correta porque, segundo a Nota Técnica nº 66/2021-CGZV/DEIDT/SVS/MS e o Manual de Recomendações para Diagnóstico, Tratamento e Acompanhamento de Pacientes com a Coinfecção Leishmania-HIV, a coinfecção Leishmania-HIV é situação em que se recomenda anfotericina B lipossomal. Assim, o item descreve um cenário terapêutico reconhecido pelos documentos do Ministério da Saúde, e a referência a crianças não invalida essa indicação.
Pegadinha da questão
A banca misturou seguimento sorológico, efeito adverso eletrolítico do tratamento, etiologia no Brasil e a indicação de anfotericina B lipossomal na coinfecção HIV.
Dica para questões semelhantes
  • Em leishmaniose visceral, diferencie exame útil para diagnóstico de exame útil para seguimento: sorologia positiva não define cura nem recidiva.
  • Quando a questão cobrar toxicidade da anfotericina B, pense em hipocalemia como associação clássica.
  • Para etiologia da LV no Brasil, memorize Leishmania infantum, com sinonímia histórica de L. chagasi.
  • Se aparecer coinfecção Leishmania-HIV, a anfotericina B lipossomal é o ponto decisivo segundo os documentos do Ministério da Saúde.

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