Paciente de 63 anos, pós-menopausa, sem comorbidades relevan...

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Q4192381 Medicina
Paciente de 63 anos, pós-menopausa, sem comorbidades relevantes, é diagnosticada com carcinoma ductal invasivo da mama direita, 2,1 cm (pT2), grau histoló gico 2, receptor de estrogênio positivo (90%), receptor de progesterona positivo (20%), HER2 negativo, Ki-67 de 18%. É submetida a cirurgia conservadora com biópsia do linfonodo sentinela, que evidenciou 1 de 3 linfono dos positivos com macrometástase (4 mm), sem extra vasamento extracapsular. É realizado teste genômico Oncotype DX com recurrence score igual a 18.

A melhor conduta sistêmica adjuvante é indicar
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No cenário de câncer de mama inicial RH positivo/HER2 negativo, com 1-3 linfonodos positivos, a decisão sobre quimioterapia pode ser guiada pelo Oncotype DX; em paciente pós-menopausa com recurrence score 18, a base médica aponta ausência de benefício relevante de quimioterapia adjuvante pelo RxPONDER/ASCO, o que favorece hormonioterapia isolada.

Tema central: Oncotype em N1
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. A adição de quimioterapia contraria o critério decisivo do caso: no cenário pós-menopausa + RH positivo/HER2 negativo + 1-3 linfonodos positivos + RS 18, o RxPONDER não demonstrou ganho com quimioterapia. O erro é tratar o linfonodo positivo como indicação automática de quimioterapia, ignorando o valor preditivo do teste genômico nesse contexto.
B
Errada
Incorreta. Basear a decisão apenas no status linfonodal aplica um paradigma superado para este perfil biológico. A presença de 1 linfonodo com macrometástase aumenta risco, mas não define sozinha benefício de quimioterapia em paciente pós-menopausa RH+/HER2- quando o Oncotype DX é 18. Aqui, o dado decisivo é a combinação N1 + pós-menopausa + RS baixo/intermediário.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a evidência do RxPONDER, incorporada à atualização da ASCO, mostra que pacientes pós-menopáusicas com câncer de mama RH positivo/HER2 negativo, 1-3 linfonodos positivos e recurrence score até 25 não obtêm benefício de acrescentar quimioterapia à terapia endócrina. Assim, neste caso, o teste genômico sustenta omissão de quimioterapia e manutenção de hormonioterapia adjuvante.
D
Errada
Incorreta. Quimioterapia isolada falha por dois motivos técnicos: primeiro, não há benefício demonstrado de quimioterapia neste perfil; segundo, em tumor fortemente receptor hormonal positivo, a endocrinoterapia é a base do tratamento sistêmico adjuvante e não pode ser omitida como estratégia única substituída por quimioterapia.
E
Errada
Incorreta. Observação ignora a indicação de terapia sistêmica endócrina em câncer de mama invasivo RH positivo. O RS 18 sustenta omitir quimioterapia, não omitir tratamento sistêmico. A positividade importante para receptores hormonais é fundamento suficiente para indicar hormonioterapia adjuvante.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de indicar quimioterapia automaticamente porque há macrometástase em linfonodo sentinela; neste caso, isso está errado porque o status menopausal e o Oncotype DX 18 deslocam a decisão para hormonioterapia isolada.
Dica para questões semelhantes
  • Em RH positivo/HER2 negativo com 1-3 linfonodos positivos, não decida pela quimioterapia olhando só o N; incorpore status menopausal e assinatura genômica.
  • No cenário do RxPONDER, pós-menopausa com RS até 25 não tem benefício demonstrado de quimioterapia adjuvante.
  • RS baixo/intermediário nesse contexto não significa ausência de tratamento sistêmico; significa omissão de quimioterapia, mantendo endocrinoterapia.
  • Não use macrometástase nodal, ausência de extravasamento extracapsular ou Ki-67 isoladamente como fator decisivo quando a base da questão é o Oncotype DX.

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