Paciente de 54 anos, assintomática, realiza mamografia de ...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q4192374 Medicina
Paciente de 54 anos, assintomática, realiza mamografia de rastreamento, que evidencia microcalcificações pleomórficas agrupadas (BI-RADS 4). É submetida a mamotomia com remoção completa da lesão. Anatomopatológico: carcinoma lobular in situ pleomórfico (PLCIS), com necrose focal. Controle radiológico sem lesão residual.

A melhor conduta consiste em indicar
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: A

Fundamento decisivo: O decisivo é que se trata de PLCIS, com pleomorfismo e necrose focal após mamotomia por microcalcificações BI-RADS 4; pelas diretrizes citadas na base, essa variante lobular não clássica deve ser tratada com exérese cirúrgica para obtenção de margens negativas/adequadas, porque a remoção percutânea e a ausência de resíduo radiológico não excluem doença microscópica residual.

Tema central: Conduta no PLCIS
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o PLCIS é variante lobular não clássica, com pleomorfismo e necrose, de comportamento mais próximo ao DCIS do que ao LCIS clássico. Por isso, não basta observar nem considerar a mamotomia como tratamento definitivo. O objetivo da exérese cirúrgica é avaliar a extensão real da lesão, excluir doença associada mais avançada e obter margens adequadas/negativas. A própria base destaca que, segundo NCCN v4.2024, para LCIS pleomórfico considera-se excisão completa com margens negativas, e a ESMO 2019 aponta manejo semelhante ao do DCIS.
B
Errada
Ressonância magnética é exame complementar e não tratamento local oncológico. Ela não substitui a necessidade de excisão quando há PLCIS com necrose diagnosticado por biópsia percutânea. O problema central aqui não é apenas detectar melhor a lesão, mas obter ressecção adequada e avaliação de margens.
C
Errada
Seguimento clínico-radiológico é a armadilha de tratar PLCIS como se fosse LCIS clássico. A base é explícita ao separar essas entidades: o PLCIS, especialmente com necrose e microcalcificações pleomórficas, tem maior relevância oncológica e risco de subestimação, o que sustenta excisão cirúrgica, não observação isolada.
D
Errada
Quimioprevenção isolada pode ser estratégia de redução de risco em cenários apropriados, mas não resolve o controle local da lesão já diagnosticada. No PLCIS, a questão pede a conduta diante da lesão atual; portanto, medida de prevenção não substitui a exérese necessária.
E
Errada
Radioterapia não é a melhor conduta isolada antes da exérese definitiva. A base admite que seu papel pode ser discutido em contextos semelhantes ao DCIS após cirurgia conservadora, mas deixa claro que ela não substitui o passo decisivo, que é a ressecção cirúrgica com margens adequadas/negativas.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre LCIS clássico e PLCIS: o termo "lobular in situ" e a ausência de resíduo radiológico após mamotomia induzem ao erro de achar que seguimento basta, mas no PLCIS com necrose isso não exclui doença residual microscópica nem substitui a necessidade de margens histológicas.
Dica para questões semelhantes
  • Separe sempre LCIS clássico de variantes não clássicas: PLCIS não entra automaticamente na lógica de observação.
  • Se houver pleomorfismo e necrose, o raciocínio deve ser mais intervencionista, aproximando-se do manejo de lesão in situ de maior agressividade.
  • Remoção percutânea aparentemente completa e imagem sem resíduo não provam ausência de doença microscópica nem definem margens.
  • Quando a base citar NCCN/ESMO para PLCIS, o ponto transferível é: excisão completa com margens adequadas/negativas, embora a largura ideal da margem não esteja uniformemente definida.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo