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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: EsFCEx Prova: VUNESP - 2024 - EsFCEx - Oficial - Urologia |
Q3255876 Medicina
Com relação ao manejo das massas residuais na neoplasia maligna testicular, é correto afirmar:
Alternativas

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Tema central: O manejo das massas residuais na neoplasia maligna testicular exige conhecimento sobre os diferentes comportamentos biológicos do seminoma e do não-seminoma e o manejo adequado conforme o estadiamento e fatores de risco.

Alternativa correta - C) “Para tumores seminoma estágio I está indicada a Carboplatina quando a quimioterapia for considerada.”

Para o seminoma estágio I, após orquiectomia radical, os caminhos possíveis incluem:

  • Vigilância ativa (preferível para aderentes e baixo risco, tumores <4cm e sem invasão de rete testis)
  • Radioterapia para-aórtica
  • Quimioterapia com ciclo único de Carboplatina – indicada em pacientes com risco aumentado de recorrência ou impossibilidade de vigilância adequada.

Segundo o Projeto Diretrizes da AMB/CFM: “Radioterapia para-aórtica ou quimioterapia com ciclo único de Carboplatina” estão indicadas quando não se opta por vigilância ativa.

Estudos mostram eficácia semelhante entre radioterapia e Carboplatina adjuvante, com menor toxicidade hematológica para Carboplatina.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) PET-FDG não é indicado para massas residuais de tumores não-seminomatosos; a conduta padrão é a ressecção cirúrgica das massas > 1 cm, pois podem conter elementos viáveis ou teratoma. O PET-FDG é indicado apenas para massas residuais em seminoma > 3 cm após quimioterapia.
  • B) Massas residuais > 3 cm em seminoma não são rotineiramente ressecadas. Nesses casos, realiza-se PET-FDG para avaliar viabilidade tumoral, e apenas PET positivo ou sustentadamente crescente orienta conduta intervencionista. Ressecção não é o padrão inicial.
  • D) Progressão de Beta HCG em pacientes com seminoma geralmente indica recidiva ou doença ativa, sendo indicada quimioterapia de salvamento sem necessidade de biópsia prévia, segundo protocolos internacionais (UpToDate, ESMO Guidelines).
  • E) Para não-seminoma estágio IIA com marcadores negativos, a opção clássica é linfadenectomia retroperitoneal ou vigilância, e não quimioterapia adjuvante inicial.

Estratégias para concursos: Atenção a termos como “deve” ou “está indicada”, bem como à diferenciação entre não-seminoma e seminoma, pois as condutas divergem significativamente e são focos comuns de pegadinhas.

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