Domingas, gestante com 38 semanas de gestação, é diagnostica...
Domingas, gestante com 38 semanas de gestação, é diagnosticada com dilatação ureteral esquerda após ultrassom obstétrico, o que é confirmado após o nascimento. Após um mês de vida, no bebê, foram realizados uretrocistografia miccional e estudo dinâmico com radioisótopos (DTPA), que não evidenciaram refluxo vesicoureteral e mostraram função renal normal, sem sinais de obstrução.
Com base nesse caso hipotético, qual é o diagnóstico mais provável e qual a conduta mais apropriada a ser adotada?
Gabarito comentado
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TEMA CENTRAL: O caso aborda megaureter primário não-obstrutivo e não-refluxivo em recém-nascidos, condição caracterizada pela dilatação ureteral sem sinais de obstrução ou refluxo vesicoureteral, frequentemente diagnosticada em exames pré-natais ou logo após o nascimento.
ANÁLISE CLÍNICA E EXAMES: O enunciado destaca ausência de refluxo na uretrocistografia miccional e função renal preservada sem sinais de obstrução no estudo com DTPA. Esses achados afastam as formas obstrutivas e as associadas a refluxo, confirmando o diagnóstico mais provável.
ALTERNATIVA CORRETA: A
Segundo o Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira (AMB) – Seção: "Megaureter não-obstrutivo, não-refluxivo":
“O megaureter não-obstrutivo, não-refluxivo é normalmente observado no recém-nascido e a maioria dos casos resolve-se espontaneamente. O tratamento inicial é conservador, com acompanhamento clínico e ultrassonográfico periódico.”
Portanto, a conduta correta é:
- Vigilância clínica e ultrassonográfica periódica
- Não usar profilaxia antibiótica de rotina, pois não há infecção urinária nem fatores de risco associados
- Análises de urina e cultura como rotina de acompanhamento
ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS:
- B: Erra por indicar profilaxia antibiótica, que não é recomendada sem episódios de ITU. Diretrizes apontam para abordagem sem antibiótico.
- C: Desconsidera o diagnóstico correto ao mencionar “com refluxo”; o exame descartou refluxo.
- D: Errada por supor etiologia obstrutiva secundária e associação com anomalias (válvula de uretra posterior, etc.), não evidentes clinicamente e descartadas pelo exame funcional/DTPA.
- E: Erroneamente supõe bexiga neurogênica e já indica cirurgia primária. O manejo cirúrgico é restrito a casos sintomáticos ou progressivos.
PONTOS DE INTERPRETAÇÃO EM PROVAS:
- Leia atentamente os resultados dos exames: ausência de refluxo e obstrução afasta necessidade de cirurgia ou antibióticos profiláticos.
- Atente a termos como “não obstrutivo” e “não refluxivo”. Pegadinhas de prova envolvem confundir essas definições.
RESUMO FINAL: No megaureter primário não-obstrutivo e não-refluxivo, a conduta inicial deve ser conservadora, sem antibiótico de rotina, com acompanhamento clínico e ultrassonografia – conforme as normas das principais diretrizes brasileiras.
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