Sobre o tratamento do câncer de testículo, é correto afirmar:
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O tema central da questão é o tratamento do câncer de testículo, uma condição maligna que afeta principalmente homens jovens. O tratamento e manejo dessa neoplasia dependem do tipo histológico, estágio da doença e outros fatores prognósticos. Vamos analisar a questão e as alternativas para entender por que a opção A é a correta.
Alternativa A: Em pacientes com seminoma estágio IIA, a radioterapia retroperitoneal e ilíaca ipsilateral pode ser realizada no seguimento. Justificativa: O seminoma é um tipo de câncer de testículo que geralmente responde bem à radioterapia. No estágio IIA, onde há metástases linfonodais limitadas, a radioterapia direcionada ao retroperitônio e área ilíaca ipsilateral é uma opção terapêutica adequada e recomendada nas diretrizes, como o National Comprehensive Cancer Network (NCCN).
Alternativa B: Para pacientes com tumores não-seminoma estágio IA, a linfadenectomia retroperitoneal não é o tratamento de eleição após a orquiectomia. Justificativa: No estágio IA de tumores não-seminomatosos, a vigilância ativa é frequentemente recomendada, já que muitos pacientes não terão recaída. A linfadenectomia retroperitoneal pode ser considerada em casos específicos, mas não é a escolha padrão inicial.
Alternativa C: Para reestadiamento de pacientes com tumores não-seminoma, o PET-FDG não é ideal. Justificativa: O PET-FDG tem utilidade limitada no câncer de testículo não-seminomatoso, especialmente em estágios iniciais, pois falsos negativos podem ocorrer. A TC e marcadores tumorais são preferidos para avaliação e reestadiamento.
Alternativa D: Tumor retroperitoneal primário classifica os pacientes como de prognóstico ruim. Justificativa: Essa afirmação é imprecisa. Um tumor retroperitoneal primário pode ter diferentes prognósticos dependendo de sua histologia. No contexto de câncer de testículo, a localização retroperitoneal não por si só define o prognóstico ruim, mas sim a presença de metástases ou a resposta ao tratamento.
Alternativa E: A orquiectomia parcial de rotina não deve ser realizada em pacientes com neoplasia maligna. Justificativa: Em casos de câncer de testículo, a orquiectomia radical (remoção completa do testículo afetado) é o padrão para evitar disseminação e garantir diagnóstico preciso. A orquiectomia parcial não é indicada devido ao risco de deixar tecido tumoral residual.
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