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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: EsFCEx Prova: VUNESP - 2024 - EsFCEx - Oficial - Urologia |
Q3255856 Medicina

Paciente do sexo masculino, 64 anos, portador de diabetes tipo II, após tratamento clínico para disfunção erétil sem sucesso, realizou implante de prótese peniana maleável há 1 ano. Nos últimos 6 meses, apresenta piora do quadro miccional com jato fraco, entrecortado, e sensação de esvaziamento vesical incompleto. Nega sintomas de urgência e quadros de infecção urinária. Ao exame, prótese bem locada. Toque retal com próstata fibroelástica, sem nódulos, e volume estimado de 60 g. Passada sonda uretral 16 Fr sem resistência. Exames complementares: PSA 2,3 ng/dL. Ultrassonografia com próstata de 80 g e resíduo pós-miccional de 70 mL.


Assinale a alternativa correta sobre o segmento do caso. 

Alternativas

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Esta questão aborda o manejo de um paciente com hiperplasia prostática benigna (HPB) que também possui uma prótese peniana. Vamos analisar cada alternativa e entender o raciocínio clínico por trás das opções.

A - O tratamento medicamentoso deve se iniciar com alfa-bloqueador combinado com inibidores da 5 alfa-redutase.

Esta é a alternativa correta. Em pacientes com sintomas significativos de HPB, especialmente aqueles com próstata volumosa (neste caso, 80 g), a combinação de um alfa-bloqueador (que relaxa a musculatura do colo vesical e da próstata, melhorando o fluxo urinário) com um inibidor da 5 alfa-redutase (que reduz o tamanho da próstata ao longo do tempo) é uma abordagem eficaz. De acordo com as diretrizes urológicas, esta combinação é recomendada quando a próstata é maior que 40 g e o PSA é superior a 1,5 ng/dL, o que se aplica a este paciente.

B - O paciente não apresenta fatores de risco significativos de progressão de HPB.

Esta alternativa está incorreta. O paciente apresenta fatores de risco para a progressão da HPB, incluindo idade avançada, próstata volumosa (80 g) e presença de sintomas urinários significativos. Estes fatores indicam maior probabilidade de progressão da doença.

C - Em caso de cirurgia, o HoLEP é a técnica de escolha para esse paciente.

HoLEP (Holmium Laser Enucleation of the Prostate) é uma técnica cirúrgica para tratamento de HPB, adequada para próstatas de grande volume. Embora seja uma opção válida, a questão não exige a escolha de uma técnica cirúrgica, mas sim de um tratamento medicamentoso inicial. Além disso, a decisão cirúrgica dependeria de outros fatores clínicos que não são discutidos no cenário da questão.

D - A colocação de prótese peniana aumenta o risco de progressão da HPB.

Esta afirmação é incorreta. A colocação da prótese peniana não está relacionada com a progressão da HPB. A prótese é um tratamento para disfunção erétil e não afeta diretamente a fisiopatologia da hiperplasia prostática benigna.

E - Os inibidores da fosfodiesterase estão bem indicados nesse paciente pois aumentam o fluxo máximo.

Os inibidores da fosfodiesterase, como o tadalafil, podem ser utilizados em alguns casos de HPB, especialmente quando há concomitância de disfunção erétil. No entanto, eles não são o tratamento de primeira linha para os sintomas urinários significativos deste paciente, com próstata volumosa. A combinação de alfa-bloqueadores e inibidores da 5 alfa-redutase tem uma indicação mais forte aqui.

A questão exigia análise cuidadosa dos sintomas e achados clínicos para determinar o tratamento mais adequado. A combinação de terapias abordada na alternativa A está respaldada por diretrizes urológicas, tornando-a a escolha mais apropriada.

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