Paciente de 32 anos com histórico de litíase renal recorrent...

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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: EsFCEx Prova: VUNESP - 2024 - EsFCEx - Oficial - Urologia |
Q3255845 Medicina

Paciente de 32 anos com histórico de litíase renal recorrente. Já realizou 2 ureterolitotripsias transureteroscópicas nos últimos 3 anos. Depois de avaliação detalhada, constatou-se que o paciente é portador de acidose renal tubular distal com excreção de cálcio menor que 8 mmol/dia.



Nesse cenário, o tratamento adequado para esse paciente inclui

Alternativas

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O tema central desta questão é o tratamento da acidose tubular renal distal, uma condição que, neste contexto, está associada à litíase renal recorrente. A acidose tubular renal distal é um distúrbio em que os rins não conseguem excretar adequadamente o ácido na urina, levando à acidificação do sangue e a distúrbios eletrolíticos.

Justificativa para a alternativa correta (D - citrato de potássio):

O citrato de potássio é usado para alcalinizar a urina, ajudando a aumentar o pH urinário e a diminuir a formação de cálculos renais. Pacientes com acidose tubular renal distal possuem um risco aumentado de formação de cálculos de cálcio devido à acidificação inadequada da urina. O citrato de potássio, ao aumentar o pH urinário, ajuda a prevenir a precipitação dos cristais de cálcio, além de fornecer citrato, que é um inibidor da cristalização de oxalato e fosfato de cálcio. Isso está de acordo com diretrizes médicas, como as presentes no Harrison's Principles of Internal Medicine.

Análise das alternativas incorretas:

A - suplemento de magnésio: O magnésio pode ser usado em alguns casos de litíase urinária para inibir a cristalização, mas não corrige a acidose tubular renal distal ou altera significativamente o pH urinário. Assim, não aborda o problema primário neste paciente.

B - piridoxina: A piridoxina (vitamina B6) é utilizada em algumas condições metabólicas, como a hiperoxalúria primária, mas não é eficaz para tratar a acidose tubular renal distal ou influenciar o pH urinário.

C - diurético tiazídico: Diuréticos tiazídicos podem reduzir a excreção de cálcio na urina e são usados em alguns tipos de hipercalciúria. No entanto, neste caso específico de acidose tubular renal distal, o problema principal não é a hipercalciúria isolada, mas sim a acidificação urinária inadequada.

E - ácido aceto-hidroxâmico: Este composto é um inibidor da urease usado no tratamento de infecções renais por bactérias produtoras de urease, como no caso de cálculos de estruvita. Não tem aplicação no tratamento da acidose tubular renal distal.

É importante lembrar que, ao lidar com questões clínicas, a compreensão dos mecanismos fisiopatológicos é essencial para a escolha do tratamento adequado. O tratamento com citrato de potássio, neste caso, é baseado na necessidade de corrigir o desequilíbrio ácido-base e prevenir a formação de novos cálculos.

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