Paciente, sexo feminino, 24 anos, sem comorbidades ou uso co...
Gabarito comentado
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Tema central: O enunciado aborda alterações maculares agudas em pacientes jovens, com ênfase em lesões sugestivas de Neurorretinopatia Macular Aguda (AMN). O conhecimento dos quadros clínicos que cursam com escotoma paracentral, lesões maculares específicas e possíveis associações etiológicas é fundamental para o médico oftalmologista no contexto do SUS e dos concursos da área.
Justificativa da alternativa correta (C): A Neurorretinopatia Macular Aguda (AMN) afeta tipicamente mulheres jovens e se manifesta por baixa acuidade visual súbita, escotomas paracentrais e lesões em cunha na mácula (marrom-avermelhadas, apontadas para a fóvea), como descrito no caso. A Tomografia de Coerência Óptica (OCT) ajuda a confirmar, mostrando lesão hiper-reflectiva ao longo do feixe papilomacular. Associação com quadros virais, especialmente dengue, vem sendo relatada na literatura científica (Revista Brasileira de Oftalmologia, 2023; Journal of Ophthalmology, 2024), justificando o vínculo etiológico com o vírus da dengue.
De acordo com Wills Eye Manual e revisões sistemáticas disponíveis no UpToDate, a AMN cursa, na maioria dos casos, sem relação com miopia, alterações genéticas específicas ou uso de contraceptivos, sendo o histórico de infecção viral recente o principal fator associado.
Análise das alternativas incorretas:
A) Coroidopatia ponteada interna; miopia: Descrita por lesões sub-retinianas e maior relação com miopia patológica, não apresenta lesões maculares em cunha nem escotomas paracentrais típicos do caso.
B) Coroidopatia serpiginosa; mutação do gene HLA-B7: Cursa geralmente em adultos de meia idade, com lesões de evolução mais indolente e padrão serpiginoso, frequentemente bilateral, mas não cursa com lesões maculares em cunha.
D) Retinopatia aguda zonal exterior; uso de contraceptivos orais: Embora o uso de contraceptivos possa ocasionalmente estar ligado à retinopatia, o quadro clínico é distinto, cursando com zonas de disfunção retiniana extensa e não com lesões maculares em cunha.
Dica para a prova: Atente-se à descrição das lesões (“em cunha”, “apontadas para a fóvea”), fatores demográficos (jovem, sem comorbidades), história de início súbito e achados em exames complementares (OCT). Esses detalhes são chaves para evitar pegadinhas e escolher a alternativa condizente.
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