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A hipótese diagnóstica mais provável no caso clínico em questão é de endomiocardiofibrose — uma forma idiopática de miocardiopatia hipertrófica.
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Tema central: Diagnóstico diferencial das cardiomiopatias restritivas e pericardite constritiva, com ênfase em endomiocardiofibrose (EMF) e interpretação do quadro clínico-hemodinâmico apresentado.
O caso estimula o raciocínio clínico baseado em insuficiência cardíaca direita progressiva, manifestada por dispneia, ascite, hepatomegalia pulsátil e edema periférico. No exame físico, evidenciam-se sinais clássicos (turgência jugular, sopros, hepatoesplenomegalia, ascite). O eletrocardiograma reforça o diagnóstico com baixa voltagem periférica e sobrecarga biatrial.
O elemento decisivo está no resultado da manometria cardíaca: uma curva "dip-and-plateau" (ou "raiz quadrada") indica forte restrição ao enchimento diastólico em ambos ventrículos, típico de pericardite constritiva. Na ventriculografia, a "amputação" das pontas ventriculares e regurgitação valvar decorrem do mesmo mecanismo restritivo.
Análise do erro na alternativa "Certo":
A alternativa é incorreta. A endomiocardiofibrose é uma miocardiopatia restritiva, não hipertrófica. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a EMF cursa com fibrose endocárdica, obliteração apical e pode causar regurgitação valvar, mas as alterações hemodinâmicas e ecocardiográficas predominam na extensa fibrose apical, o que não foi destacado nos dados fornecidos. Além disso, o termo "miocardiopatia hipertrófica" refere-se a outra entidade patológica, caracterizada por hipertrofia de parede com obstrução do trato de saída, ausente no quadro exposto.
Justificativa da alternativa "Errado":
A hipótese diagnóstica mais plausível é pericardite constritiva. Nos protocolos e literatura, a pericardite constritiva apresenta sintomas de insuficiência cardíaca direita com sinais de restrição diastólica (padrão dip-and-plateau), hepatomegalia pulsátil e ascite, com regurgitação valvar funcional. O Protocolo Clínico da SBC detalha: “A manometria cardíaca com padão ‘raiz quadrada’ é característica da pericardite constritiva, distinguindo-a de outras cardiomiopatias restritivas.” (SBC, 2020).
Estratégia para provas: Nas questões de diagnóstico diferencial, priorize os achados hemodinâmicos e a associação dos sintomas com exames complementares, atentos a pegadinhas como a confusão entre EMF e miocardiopatia hipertrófica. Palavras como “hipertrófica”, quando mal aplicadas, tendem a indicar erro conceitual.
Resumo: Trata-se de pericardite constritiva. Endomiocardiofibrose não é miocardiopatia hipertrófica, e não se encaixa plenamente no quadro hemodinâmico descrito.
Gabarito: E (Errado)
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