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Q737866 Medicina
Uma paciente de 36 anos, G2P2A0, procura atendimento ambulatorial em unidade de atenção secundária após ter sido submetida a exame colpocitológico que revelou a presença de lesão de alto grau segundo a classificação de Bethesda. Dentre as condutas mencionadas a seguir, qual a correta?
Alternativas

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Tema central: O manejo de lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (HSIL) diagnosticadas por colpocitologia envolve a correta sequência de investigação e tratamento, conforme as diretrizes brasileiras de rastreamento do câncer do colo do útero.

Justificativa para a alternativa correta (B):
Quando o exame colpocitológico identifica HSIL, a conduta inicial deve ser realizar colposcopia. Se esta mostrar lesão totalmente visível, restrita ao colo do útero e até o 1º cm do canal endocervical, recomenda-se a exérese da zona de transformação no mesmo momento (“ver e tratar”). Essa estratégia é respaldada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), que orienta: “O procedimento deve ser realizado ambulatorialmente, permitindo o tratamento imediato das lesões - prática chamada 'Ver e Tratar'.”

Além de alinhar-se às melhores práticas, esse manejo reduz os riscos de abandono do seguimento, ansiedade da paciente e duplicidade de procedimentos, com evidências demonstrando sua eficácia (ver: INCA, 2016; UpToDate, 2023).

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. Diante de HSIL, não se repete a colpocitologia. Deve-se prosseguir para a colposcopia, pois o risco de lesão grave é elevado.

C) Incorreta. Se a colposcopia for insatisfatória (zona de transformação não visualizada), o correto é realizar conização diagnóstica e não aguardar seis meses para nova citologia. O atraso pode comprometer o diagnóstico de lesão invasora.

D) Incorreta. Se houver suspeita de carcinoma invasor na colposcopia, a confirmação histopatológica por biópsia dirigida é obrigatória antes do encaminhamento. Encaminhar sem o diagnóstico anatomo-patológico é erro grave.

Estratégias de prova:
Fique atento ao termo “alto grau” e à recomendação expressa nas diretrizes oficiais do INCA/MS. Cuidado com pegadinhas que sugerem “repetir exames” ou “postergar a investigação” diante de lesões de risco, pois isso contradiz as melhores práticas clínicas.

Em resumo, alternativa B está de acordo com protocolos atuais e assegura manejo eficiente e seguro para a paciente.

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Comentários

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Nessa questão, a alternativa correta é a letra B, que indica que a conduta recomendada é a exérese da zona de transformação (ver-e-tratar) se a colposcopia evidenciar alterações sugestivas de lesão de alto grau, restritas ao colo do útero e não se estendendo além do primeiro centímetro do canal. Isso é correto porque, de acordo com a classificação de Bethesda, a presença de lesão de alto grau indica uma possível neoplasia intraepitelial cervical (NIC II ou III), que requer uma avaliação mais detalhada do colo do útero. A colposcopia é a técnica mais indicada para isso, sendo que, se houver indicação, é necessário realizar a exérese da zona de transformação, que é a região com maior probabilidade de desenvolvimento de lesões pré-malignas e malignas. Portanto, a opção B é a resposta correta.

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