Leia o texto a seguir: No dia 7 de maio de 1730, o governad...
No dia 7 de maio de 1730, o governador das Minas Gerais, d. Lourenço de Almeida, escreveu ao rei reclamando dos “contínuos delitos” cometidos nas Minas por “bastardos, carijós, mulatos e negros”. Nas palavras de d. Lourenço, não havia tempo em que as estadas não estivessem cheias de negros ladrões e matadores, e é preciso que se castigue com pena de morte executando-se nestas vilas para exemplo dos mais negros porque não havendo castigo podem ir crescendo então grande número que venham a dar o mesmo cuidado que deram os Palmares em Pernambuco, além das muitas mortes que fazem carijós, mulatos e bastardos.
(Carlos Magno Guimarães, “Mineração, quilombos e Palmares”, em João José Reis e Flávio dos Santos Gomes [org.], Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. Adaptado)
Na manifestação do governador das Minas Gerais, é possível constatar a
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: O elemento decisivo é a associação entre a falta de castigo e a possibilidade de os negros crescerem em número até reproduzir “o mesmo cuidado que deram os Palmares em Pernambuco”. Isso basta para identificar o medo de formação de um grande quilombo.
- Quando a fonte menciona Palmares como comparação, verifique se ela está sinalizando temor de quilombo ou de resistência negra organizada.
- Diferencie medo repressivo de rebelião de argumentos econômicos: se o texto fala em castigo, delitos e exemplo público, o foco não é escassez de mão de obra.
- Não transforme previsão ou receio da autoridade em fato já consumado; temor de que algo aconteça não prova que já aconteceu.
- Em fonte administrativa colonial, a enumeração criminalizante de grupos deve ser lida como expressão do olhar repressivo da autoridade, não como descrição neutra da realidade.
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