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Q737860 Medicina
Na avaliação de massas tumorais ovarianas é fundamental diferenciar as massas ovarianas benignas, que podem receber uma conduta expectante, das massas tumorais malignas, que necessitam de intervenções imediatas. Nesse sentido, verifica-se que
Alternativas

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Tema central: A avaliação de massas tumorais ovarianas envolve distinguir entre lesões benignas e malignas, orientando a conduta adequada. Isso frequentemente exige análise de marcadores tumorais, como o CA 125 e o HE4, e a aplicação de escores diagnósticos para estimar risco de malignidade de acordo com o status menopausal.

Justificativa – Alternativa correta (C): O HE4 destacou-se como marcador tumoral mais específico que o CA 125, especialmente em mulheres pré-menopáusicas. Enquanto o CA 125 eleva-se em situações benignas, como endometriose, miomas e infecções pélvicas, o HE4 sofre menos influência desses quadros, reduzindo falsos positivos. Revisões sistemáticas mostram que o HE4 possui especificidade superior a 90% para câncer de ovário (UpToDate, Fleury, 2014). Assim, sua dosagem em pré-menopáusicas é útil para diferenciar processos malignos de benignos, otimizando a abordagem clínica.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. O CA 125 tem baixa especificidade em mulheres pré-menopáusicas, pois diversas condições benignas elevam seus valores. Segundo diretrizes do Ministério da Saúde e consensos internacionais, seu uso isolado não é suficiente para discriminar malignidade.

B) Incorreta. A endometriose interfere ao elevar o CA 125 e causar falsos positivos, não falsos negativos. Portanto, dificulta a exclusão de neoplasias pelo aumento indevido do marcador.

D) Incorreta. O Índice de ROMA utiliza apenas os marcadores CA 125, HE4 e o status menopausal; não integra achados ultrassonográficos. Essa é uma pegadinha comum em provas: atenção para não confundir ROMA com outros algoritmos.

Dica de prova: Repare nas palavras-chave e em informações que diferenciam protocolos: características ultrassonográficas são usadas em escores como o IOTA ou Risk of Malignancy Index, mas não no ROMA.

Referências clínicas: Destaco que, mesmo sem menção ao HE4 nas diretrizes do MS de 2019, consensus internacionais (UpToDate, Fleury, 2014) ressaltam sua importância na população pré-menopáusica, como visto nesta alternativa correta.

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Na avaliação de massas tumorais ovarianas, é importante distinguir as massas benignas das malignas para determinar a conduta clínica adequada. A afirmação correta é a alternativa C, que afirma que o marcador tumoral HE4 é mais específico que o CA 125 na pré-menopausa. Isso ocorre porque o CA 125 pode estar elevado em outras condições, como endometriose e gravidez, o que pode levar a resultados falso-positivos, enquanto o HE4 é menos afetado por essas condições e é mais específico para câncer ovariano. Portanto, o HE4 é um marcador mais confiável para avaliar a malignidade de massas ovarianas em mulheres pré-menopáusicas.

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