O espectro do tromboembolismo venoso (TEV) compreende a trom...

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Q4156930 Medicina
O espectro do tromboembolismo venoso (TEV) compreende a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (TEP). A doença tromboembólica é a terceira doença cardiovascular aguda mais comum depois das síndromes isquêmicas cardíacas e do acidente vascular encefálico. Assinale a alternativa correta sobre a TEP.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é reconhecer que a alternativa B traz um achado anatomopatológico compatível com séries de autópsia em covid-19 grave, nas quais a TEP foi descrita em frequência relevante, por volta de 25% em algumas casuísticas. Esse dado sustenta o gabarito e exclui as demais alternativas, que contrariam fatores de risco clássicos, prognóstico ou sequelas da TEP.

Tema central: Epidemiologia da TEP
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque contradiz a epidemiologia básica do TEV. Câncer é fator de risco clássico e importante para TVP/TEP por estado pró-trombótico ligado ao tumor, inflamação, imobilização e tratamentos oncológicos. Tabagismo também se associa a maior risco trombótico. O erro da alternativa é transformar diferença de magnitude entre fatores em falsa ausência de relevância clínica.
B
Certa
A alternativa B está correta porque a covid-19 grave se associa a inflamação endotelial, hipercoagulabilidade e trombose/embolização pulmonar, e séries de autópsia demonstraram ocorrência elevada de TEP, em algumas casuísticas ao redor de 25%. O ponto decisivo é que esse número é aceitável como dado anatomopatológico de casos graves e não contradiz a fisiopatologia nem a epidemiologia conhecidas da doença.
C
Errada
Está errada por generalização absoluta sem sustentação. Não se pode afirmar que o coeficiente de mortalidade por TEP vem caindo em todos os países ocidentais, porque tendências populacionais variam conforme país, período, método diagnóstico, acesso ao cuidado e forma de registro. O termo "em todos" é o ponto que invalida a alternativa.
D
Errada
Está errada por incompatibilidade fisiopatológica. TEP extensa pode ter alta letalidade, não baixa, porque o determinante agudo do óbito é o aumento abrupto da resistência vascular pulmonar com sobrecarga e falência do ventrículo direito, levando a colapso hemodinâmico. A justificativa da alternativa é tecnicamente inadequada: o prognóstico agudo não depende de "capacidade de regeneração" do pulmão.
E
Errada
Está errada porque nega sequelas funcionais reconhecidas após TEP. O evento não se limita à fase aguda: pode haver dispneia persistente, limitação funcional, intolerância ao exercício e, em alguns casos, hipertensão pulmonar tromboembólica crônica. Portanto, não é correto dizer que raramente deixa sequelas com impacto na qualidade de vida.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: usar afirmações absolutas para induzir erro nas alternativas incorretas e fazer o candidato subestimar a gravidade e as sequelas da TEP ao focar apenas no parênquima pulmonar, quando o componente decisivo na TEP grave é hemodinâmico.
Dica para questões semelhantes
  • Em TEP, elimine alternativas que neguem fatores de risco clássicos como câncer ou que descartem associação trombótica relevante.
  • Se a alternativa minimizar TEP extensa, confronte com a fisiopatologia: o risco imediato vem da sobrecarga aguda do ventrículo direito e do colapso circulatório.
  • Não trate resolução do evento agudo como sinônimo de recuperação completa: síndrome pós-TEP e hipertensão pulmonar tromboembólica crônica existem.
  • Quando houver dado numérico em covid-19, verifique o contexto: achado de autópsia em casos graves não equivale a prevalência geral, mas pode estar correto naquele cenário.

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