Mulher de 42 anos, com artrite reumatoide, em uso prévio de...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q4156668 Medicina
Mulher de 42 anos, com artrite reumatoide, em uso prévio de cloroquina, metotrexato e prednisona, mantém quadro de poliartrite de mãos e punhos e irá iniciar terapia imunobiológica com droga anti-TNF. Nega queixas respiratórias e não tem história de contato próximo com pessoa com tuberculose. Realiza teste tuberculínico com o resultado de PPD de 6 mm. Segundo as recomendações atuais do manejo do tratamento de tuberculose latente em pacientes com doenças inflamatórias imunomediadas, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: B

Fundamento decisivo: Candidatos ao uso de anti-TNF devem ser rastreados para tuberculose latente; nesse grupo, PPD >= 5 mm é positivo. Como a paciente tem PPD de 6 mm e vai iniciar anti-TNF, após excluir TB ativa há indicação de tratamento da ILTB, e a alternativa B traz um esquema aceito nas recomendações atuais.

Tema central: ILTB antes do anti-TNF
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque transforma o IGRA em monitorização obrigatória semestral universal, o que não é sustentado pela base. O critério cobrado é rastreio prévio para ILTB antes do anti-TNF, com PT/PPD ou IGRA, imagem torácica e avaliação clínica/epidemiológica; repetição fixa a cada 6 meses para toda paciente em anti-TNF não é regra geral.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve um esquema reconhecido nos protocolos atuais para tratamento da infecção latente por tuberculose: rifapentina 900 mg 1 vez por semana associada à isoniazida 900 mg 1 vez por semana por 12 semanas, correspondente ao regime 3HP. Isso se aplica ao caso porque a paciente é candidata a terapia anti-TNF, grupo de alto risco para reativação de tuberculose, e o PPD de 6 mm é positivo nesse contexto de imunossupressão/candidatura a imunobiológico, desde que TB ativa seja excluída antes do tratamento preventivo.
C
Errada
Errada por erro técnico do esquema. Rifampicina em monoterapia é alternativa para ILTB, mas o protocolo citado na base a define por 4 meses, e não por 180 doses. A alternativa mistura esquemas e erra a duração/posologia.
D
Errada
Errada porque contradiz o ponto central da questão. Antes de iniciar anti-TNF é necessário rastrear ILTB, já que o bloqueio do TNF aumenta o risco de reativação da tuberculose latente. Ausência de sintomas respiratórios ou de contato conhecido não dispensa esse rastreio.
E
Errada
Errada porque fixa 15 dias como intervalo geral para iniciar o imunobiológico após começar o tratamento da ILTB, e a própria base afirma que esse intervalo varia conforme diretriz/época e que 15 dias não pode ser validado como regra universal. Portanto, a assertiva é inadequada como recomendação categórica.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que PPD de 6 mm seria baixo demais para indicar tratamento e esquecer que, em imunossuprimidos/candidatos a anti-TNF, o ponto de corte é >= 5 mm; além disso, cobra atualização ao usar um esquema curto válido com rifapentina, não apenas isoniazida isolada.
Dica para questões semelhantes
  • Em candidato a anti-TNF, primeiro pense em rastreio obrigatório para ILTB antes do imunobiológico.
  • No contexto de imunossupressão ou uso planejado de anti-TNF, PPD >= 5 mm muda a conduta e pode indicar tratamento preventivo após excluir TB ativa.
  • Decore os esquemas atuais corretos de ILTB: 3HP é isoniazida + rifapentina semanal por 12 semanas.
  • Quando a alternativa traz esquema com rifampicina, confira a duração exata: rifampicina isolada não corresponde a 180 doses.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo