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Q4156646 Medicina
Mulher de 32 anos, com diagnóstico de doença inflamatória intestinal, em uso de droga anti-TNF, adalimumabe durante a gestação, última dose 4 semanas antes do parto. Foi submetida a parto cesariano por indicação obstétrica. A criança nasceu a termo, com 2.500 gramas. Em relação à vacinação do recém-nascido, podemos afirmar que
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A mãe usou adalimumabe, um anti-TNF que atravessa a placenta quando administrado na gestação, especialmente no fim da gravidez. Pela diretriz adotada na base da questão, recém-nascidos expostos intraútero a anti-TNF têm vacinas vivas contraindicadas por 12 meses contados da última dose materna durante a gestação; por isso, a alternativa A é a compatível com o gabarito oficial.

Tema central: Vacinação do RN exposto a anti-TNF
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o adalimumabe é um anti-TNF com passagem transplacentária, especialmente no fim da gestação, podendo permanecer no lactente após o nascimento. Por isso, a restrição vacinal recai sobre vacinas vivas/atenuadas no recém-nascido exposto. A base da questão é explícita ao adotar a recomendação de 12 meses a contar da última dose materna durante a gestação, e esse é exatamente o conteúdo da alternativa.
B
Errada
Está errada porque a BCG é vacina viva atenuada e, nesse cenário de exposição fetal ao adalimumabe no fim da gestação, entra no grupo de vacinas que devem ser adiadas. A vacina hepatite B não é viva e não sofre essa mesma restrição, mas a alternativa exige aplicação de ambas na maternidade; por incluir BCG, o item fica incorreto.
C
Errada
Está errada porque o recém-nascido não segue o calendário sem restrições. A exposição intraútero a anti-TNF cria exceção específica para vacinas vivas, segundo a diretriz adotada pela questão. Portanto, não é permitido afirmar que o calendário do PNI será seguido integralmente e sem modificações.
D
Errada
Está errada porque a liberação de vacinas atenuadas aos 3 meses contraria a recomendação que sustenta o gabarito oficial. Nesta questão, o intervalo considerado correto para vacinas vivas em expostos intraútero a anti-TNF é de 12 meses contados da última dose materna na gestação, e não 3 meses.
E
Errada
Está errada porque a restrição principal não é para vacinas inativadas. A base é clara ao diferenciar vacinas vivas de vacinas inativadas/recombinantes: o problema vacinal do recém-nascido exposto a anti-TNF recai sobre as vacinas vivas, de modo que postergar inativadas até 3 meses generaliza indevidamente uma contraindicação que não se aplica a esse grupo.
Pegadinha da questão
A banca mistura a rotina vacinal neonatal habitual com uma situação especial de exposição intraútero a imunobiológico anti-TNF. A confusão central é esquecer que a BCG é vacina viva atenuada e, por isso, não segue a rotina da maternidade nesse contexto, enquanto a restrição não deve ser estendida automaticamente às vacinas inativadas.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer uso materno de anti-TNF na gestação, pense primeiro em passagem transplacentária e restrição para vacinas vivas no lactente, condicionada à referência adotada pela banca.
  • Diferencie sempre vacina viva/atenuada de vacina inativada ou recombinante; a decisão aqui depende dessa classificação.
  • Quando a questão for dependente de protocolo, siga a referência adotada pela banca: nesta base, anti-TNF implica contraindicação de vacinas vivas por 12 meses desde a última dose materna na gestação.

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