São antimicrobianos que frequentemente se relacionam a risc...

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Q1826843 Medicina
São antimicrobianos que frequentemente se relacionam a risco aumentado de infecção pelo Clostridioides difficile:
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Tema central: O objetivo da questão é avaliar o conhecimento do candidato sobre antimicrobianos que aumentam o risco de infecção por Clostridioides difficile – importante causa de diarreia associada ao uso de antibióticos, especialmente em ambiente hospitalar ou em pacientes imunocomprometidos.

Comentário da alternativa correta — B) Amoxicilina, ampicilina e clindamicina:
Esses antimicrobianos são clássicos na literatura médica por causarem maior alteração da microbiota intestinal e, consequentemente, aumento do risco para infecção por C. difficile. A clindamicina recebe destaque especial, pois sua associação com infecção por C. difficile foi uma das primeiras identificadas (Diretriz Nacional para Programas de Gerenciamento do Uso de Antimicrobianos – ANVISA, Seção A: “Programas que restringem o uso de clindamicina e de outras classes de antimicrobianos de risco associam-se com redução da taxa de infecção por C. difficile.”).
Além disso, amoxicilina e ampicilina também estão na lista dos antibióticos frequentemente associados a este tipo de complicação, pois têm amplo espectro e grande atuação sobre a flora comensal.

Análise das alternativas incorretas:

A) Imipenem, bacitracina e daptomicina: Imipenem, um carbapenêmico, pode aumentar o risco, mas bacitracina e daptomicina não são reconhecidos como agentes com risco significativo para C. difficile. Pegadinha: presença de um antibiótico relacionado pode confundir, mas a combinação não está correta.

C) Tetraciclina, teicoplanina e meropenem: Tetraciclina tem risco intermediário e teicoplanina é pouco associada a esse evento; meropenem é um carbapenêmico, mas não está entre os principais causadores.

D) Tigeciclina, rifaximina e cloranfenicol: Rifaximina não eleva risco, sendo inclusive usada para tratar infecção intestinal; cloranfenicol e tigeciclina têm baixo potencial para isso.

E) Amicacina, ertapenem e rifampicina: Amicacina (aminoglicosídeo) é pouco absorvida no intestino e rifampicina também não figura entre os principais antibióticos de risco para C. difficile.

Estratégia para a prova: Atente-se para palavras-chave do enunciado: “frequentemente se relacionam a risco aumentado”, e busque lembrar daqueles antibióticos que, em protocolos e diretrizes, aparecem recorrentemente associados à infecção por C. difficile, especialmente quando se aborda clindamicina, penicilinas de amplo espectro, cefalosporinas e quinolonas.

Referências: UpToDate, Diretriz ANVISA (2023), Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª edição.

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A resposta correta é a alternativa B, que inclui a amoxicilina, ampicilina e clindamicina. Esses antibióticos são conhecidos por alterar a flora intestinal, o que pode levar a uma superprodução de Clostridioides difficile, uma bactéria que pode causar diarreia e colite. O imipenem, bacitracina e daptomicina (alternativa A), tetraciclina, teicoplanina e meropenem (alternativa C), tigeciclina, rifaximina e cloranfenicol (alternativa D) e amicacina, ertapenem e rifampicina (alternativa E) não são tão frequentemente associados ao risco aumentado de infecção pelo Clostridioides difficile.

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