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Q1826836 Medicina
Um homem de 56 anos lhe é referenciado para avaliação devido ao achado incidental de doença hepática gordurosa não alcoólica em uma ultrassonografia realizada a propósito de check up. Seus antecedentes incluem diabetes mellitus bem controlado, hipertensão arterial sistêmica e osteoartrose de joelhos. Ele faz uso crônico de metformina 850 mg duas vezes ao dia e losartana 50 mg uma vez ao dia. Sua história familiar é irrelevante. Nega consumo de álcool ou tabagismo. A ultrassonografia que motivou seu encaminhamento relata fígado de dimensões aumentadas, contornos rombos e ecotextura aumentada sugestiva de infiltração gordurosa, mas sem lesões focais ou estigmas de hipertensão portal. Seus exames incluem AST 56 UI/L (VR até 40 UI/L), plaquetas 195 mil, INR 1,2, bilirrubina total 0,8 mg/dL (VR até 1 mg/dL), ferritina 330 mg/dL (VR até 300 mg/dL) e índice de saturação de transferrina 72% (VR até 45%). Quantos fatores de risco para formas avançadas de doença hepática o paciente possui?
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Tema central: Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) e seus fatores de risco para evolução a formas avançadas, como esteato-hepatite (EHNA) ou cirrose hepática. É essencial reconhecer quais características clínicas e laboratoriais aumentam o risco de progressão dessas doenças em contextos de prova e prática clínica.

Justificativa da alternativa correta (B): O paciente apresentado possui quatro fatores de risco bem estabelecidos para formas avançadas de DHGNA:

  • Idade: Idade avançada é reconhecidamente fator de pior prognóstico segundo os Manuais MSD e diretrizes nacionais.
  • Diabetes mellitus: É o maior fator de risco metabólico isolado para progressão à fibrose avançada, conforme destacado no PCDT de DHGNA e literatura internacional.
  • Hipertensão arterial sistêmica (HAS): A HAS faz parte dos critérios da síndrome metabólica, presente em até 80% dos pacientes com DHGNA.
  • AST > 40 UI/L: O aumento das transaminases, sobretudo AST, indica dano hepatocelular, sendo marcador de maior risco para evolução à EHNA e cirrose (Arquivo de Gastroenterologia, 2025).

Segundo o Manual de Assistência da Secretaria de Estado da Saúde de SP, "principais causas [de progressão] incluem distúrbios metabólicos (diabetes, hipertensão), idade avançada e elevação de enzimas hepáticas." Isso consolida os quatro fatores presentes na alternativa B.

Análise crítica das alternativas incorretas:

  • A: Ignora a HAS, comprovadamente relevante como fator de risco.
  • C: Evidentemente errada: paciente tem múltiplos fatores metabólicos e laboratoriais alterados.
  • D: Desconsidera a HAS e a elevação da AST.
  • E: Omite a elevação da AST, que possui importância prognóstica reconhecida.

Pontos-chave e pegadinhas: Atenção ao valor da AST – frequentemente ignorado pelos candidatos, mas de destaque em diretrizes. O índice de saturação de transferrina elevado sugere sobrecarga de ferro, mas isoladamente, sem sinais/sintomas ou histórico de hemocromatose, não é fator de risco clássico para progressão de DHGNA em protocolos atuais.

Dica de prova: Marque sempre as comorbidades metabólicas e alterações laboratoriais hepáticas como fatores de risco relevantes para progressão da DHGNA. Observe ainda parâmetros de idade e os achados de imagem, mas priorize critérios universalmente reconhecidos nas principais referências.

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O paciente em questão possui quatro fatores de risco para formas avançadas de doença hepática: idade, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e AST > 40 UI/L. A doença hepática gordurosa não alcoólica é uma condição comum em pacientes com diabetes mellitus e síndrome metabólica, que é caracterizada pela presença de obesidade, hipertensão arterial e dislipidemia. A elevação da AST pode indicar lesão hepática, podendo ser um indicador de inflamação e fibrose hepática. Portanto, é importante avaliar e monitorar a saúde hepática desse paciente, já que ele apresenta múltiplos fatores de risco para doenças hepáticas avançadas.

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