Um homem de 56 anos lhe é referenciado para avaliação devid...
Gabarito comentado
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Tema central: Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) e seus fatores de risco para evolução a formas avançadas, como esteato-hepatite (EHNA) ou cirrose hepática. É essencial reconhecer quais características clínicas e laboratoriais aumentam o risco de progressão dessas doenças em contextos de prova e prática clínica.
Justificativa da alternativa correta (B): O paciente apresentado possui quatro fatores de risco bem estabelecidos para formas avançadas de DHGNA:
- Idade: Idade avançada é reconhecidamente fator de pior prognóstico segundo os Manuais MSD e diretrizes nacionais.
- Diabetes mellitus: É o maior fator de risco metabólico isolado para progressão à fibrose avançada, conforme destacado no PCDT de DHGNA e literatura internacional.
- Hipertensão arterial sistêmica (HAS): A HAS faz parte dos critérios da síndrome metabólica, presente em até 80% dos pacientes com DHGNA.
- AST > 40 UI/L: O aumento das transaminases, sobretudo AST, indica dano hepatocelular, sendo marcador de maior risco para evolução à EHNA e cirrose (Arquivo de Gastroenterologia, 2025).
Segundo o Manual de Assistência da Secretaria de Estado da Saúde de SP, "principais causas [de progressão] incluem distúrbios metabólicos (diabetes, hipertensão), idade avançada e elevação de enzimas hepáticas." Isso consolida os quatro fatores presentes na alternativa B.
Análise crítica das alternativas incorretas:
- A: Ignora a HAS, comprovadamente relevante como fator de risco.
- C: Evidentemente errada: paciente tem múltiplos fatores metabólicos e laboratoriais alterados.
- D: Desconsidera a HAS e a elevação da AST.
- E: Omite a elevação da AST, que possui importância prognóstica reconhecida.
Pontos-chave e pegadinhas: Atenção ao valor da AST – frequentemente ignorado pelos candidatos, mas de destaque em diretrizes. O índice de saturação de transferrina elevado sugere sobrecarga de ferro, mas isoladamente, sem sinais/sintomas ou histórico de hemocromatose, não é fator de risco clássico para progressão de DHGNA em protocolos atuais.
Dica de prova: Marque sempre as comorbidades metabólicas e alterações laboratoriais hepáticas como fatores de risco relevantes para progressão da DHGNA. Observe ainda parâmetros de idade e os achados de imagem, mas priorize critérios universalmente reconhecidos nas principais referências.
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