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Q1826826 Medicina
A pancreatite crônica é uma patologia cujo diagnóstico depende da associação de quadro clínico típico e anormalidades anatômicas compatíveis. Quanto aos métodos propedêuticos usualmente adotados, assinale a alternativa correta.
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Tema central:
A questão aborda os métodos diagnósticos na pancreatite crônica, doença caracterizada por inflamação persistente, fibrose e perda progressiva da função pancreática, levando, em estágios avançados, à insuficiência exócrina.

Alternativa correta — D:
A dosagem de elastase fecal é um método simples, não invasivo e útil para avaliar insuficiência exócrina pancreática, especialmente em fases avançadas da doença. Valores abaixo de 100 mcg/g de fezes são altamente sugestivos de insuficiência pancreática grave. Contudo, condições como doenças intestinais podem gerar falsos positivos (reduzindo a especificidade). Segundo o PCDT do Ministério da Saúde (2024): “A dosagem da elastase fecal é [...] recomendada para diagnóstico e acompanhamento de insuficiência pancreática [...], sendo valores abaixo de 200 mcg/g indicativos de insuficiência”. Níveis menores que 100 mcg/g reforçam o diagnóstico. É, portanto, um exame de elevado valor diagnóstico nos casos avançados.

Análise das alternativas incorretas:

A) Focos hipoecoicos na ultrassonografia endoscópica não são específicos para pancreatite crônica. Outras alterações (calcificações, irregularidade ductal) são mais indicativas. A afirmativa gera confusão por falta de especificidade.

B) Os achados de “edema focal e atenuação não homogênea” na tomografia são típicos da pancreatite aguda. Na crônica, buscam-se sinais como calcificações, redução do volume pancreático e dilatação ductal.

C) A CPRE, embora detalhada para estudar ductos, NÃO é exame rotineiro, pois apresenta riscos relevantes (pancreatite induzida, infecção). Hoje só é indicada quando necessário para intervenção.

E) O achado de gordura fecal (esteatorreia) não é patognomônico de pancreatite crônica, pois ocorre em outras causas de má absorção (doença celíaca, insuficiência hepática, etc). Além disso, não exclui outros exames.

Dica de concurso: Fique atento a termos absolutos como “patognomônico”, “exame de escolha” ou “sempre”. Analisar se o método é realmente o padrão-ouro ou apenas complementar ajuda a evitar pegadinhas!

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A resposta correta é a alternativa D. A dosagem de elastase fecal é um método de diagnóstico não invasivo e pode ser particularmente útil na detecção de insuficiência exócrina pancreática nas formas mais avançadas de pancreatites crônicas. Embora possa haver falsos positivos em condições que levam à má absorção intestinal, níveis inferiores a 100 mcg/grama de fezes são fortemente sugestivos de insuficiência exócrina pancreática. É importante ressaltar que a avaliação clínica e a associação de outros métodos diagnósticos são necessários para um diagnóstico preciso da pancreatite crônica.

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