Os mecanismos genéticos que contribuem para algumas formas ...

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Q1826825 Medicina
Os mecanismos genéticos que contribuem para algumas formas de pancreatites crônicas encontram-se bem descritos desde os anos 90. Quais dos genes a seguir devem ter suas mutações pesquisadas por estarem usualmente associadas a essa doença, principalmente entre pacientes com formas supostamente idiopáticas de pancreatites crônicas?
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Tema central da questão:
A questão explora os mecanismos genéticos envolvidos na pancreatite crônica, sobretudo em formas idiopáticas (sem causa identificada). Conhecimento destes genes é essencial para diagnóstico, investigação familiar e definição de condutas em pacientes suspeitos.

Justificativa para a alternativa correta (B):
Os genes CFTR, PRSS1 e SPINK1 têm associação comprovada com pancreatite crônica, principalmente em pacientes jovens ou sem fatores de risco convencionais.

  • CFTR: Mutação clássica em fibrose cística, mas também relacionada à pancreatite recorrente e crônica fora do contexto da fibrose clássica, devido à alteração de secreção pancreática, predispondo à obstrução ductal e inflamação persistente.
  • PRSS1: Relacionado à pancreatite hereditária; a mutação leva à ativação precoce da tripsina, causando autolesão pancreática mesmo na ausência de álcool, cálculos ou outras causas habituais.
  • SPINK1: Importantíssimo inibidor de tripsina. Falha nessa barreira geneticamente determinada ↑ risco de pancreatite crônica idiopática.
A literatura, como revisado em Harrison’s Principles of Internal Medicine (Ed. 20, Cap. 348), corrobora essa associação, e diretrizes atuais (ex: UpToDate, seção “Causes of Chronic Pancreatitis”) reforçam tais recomendações para investigação genética em quadros idiopáticos ou familiares.

Análise das alternativas incorretas:
A) Genes ligados a doenças metabólicas como doença de Wilson e hemocromatose, não relacionadas à pancreatite crônica.
C) Genes clássicos de câncer de mama, ovário e polipose, sem significado para quadros de pancreatite.
D) Genes relacionados ao metabolismo de ferro e transporte biliar, sem associação à inflamação pancreática.
E) Genes ligados principalmente a câncer de cólon, ovário e mama, não envolvidos com pancreatite crônica.

Estrategicamente, a identificação do contexto “idiopático” e da palavra-chave “mutações” ajuda a filtrar a alternativa correta. Atenção com “pegadinhas”: letras que citam genes não relacionados à função pancreática ou à doença questionada.

Conclusão: O raciocínio correto exige conhecimento dos mecanismos fisiopatológicos e genéticos da pancreatite crônica e diferenciação frente a outros grupos gênicos. Isso aprimora a abordagem clínica, diagnóstica e o desempenho em provas.
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A resposta correta é a alternativa B, que contém os genes CFTR, PRSS1 e SPINK1. Esses genes estão associados a algumas formas de pancreatite crônica, especialmente na população com supostas formas idiopáticas da doença. O gene CFTR é responsável pela produção de uma proteína que regula o transporte de íons de cloro nas células, e mutações nesse gene estão associadas à fibrose cística. O gene PRSS1 produz uma enzima chamada tripsina, que ajuda a digerir os alimentos no pâncreas, e mutações nesse gene estão associadas a um risco aumentado de pancreatite hereditária. Finalmente, o gene SPINK1 produz uma proteína que inibe a tripsina, e mutações nesse gene estão associadas a um aumento do risco de pancreatite crônica. A identificação dessas mutações pode auxiliar no diagnóstico e tratamento da doença.

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