Quanto às pancreatites biliares, é correto afirmar que 

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Q1826821 Medicina
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Tema central: Pancreatite aguda biliar é uma inflamação aguda do pâncreas precipitada, na maioria das vezes, pela passagem de cálculos biliares pela ampola de Vater, levando à obstrução transitória do ducto pancreático. É fundamental reconhecer sua epidemiologia e fatores de risco para manejo eficaz em saúde pública.

Comentário da alternativa correta (D): As pancreatites biliares são, de fato, uma das principais causas de pancreatite aguda. De acordo com as principais fontes e diretrizes como as da International Association of Pancreatology (IAP) e obras consagradas como “Harrison’s Principles of Internal Medicine”, a etiologia biliar responde por até 41% dos casos de pancreatite aguda. Entretanto, apenas 3% a 7% dos portadores de cálculos biliares evoluem para essa complicação, ou seja, o evento é relativamente raro entre a população com colelitíase. Portanto, a alternativa D é a que melhor traduz o conhecimento científico e epidemiológico atual, como enfatiza UpToDate: “Aproximadamente 4% dos indivíduos com colelitíase desenvolverão pancreatite aguda ao longo da vida.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Errada. Cálculos pequenos (< 5 mm) têm maior potencial de causar pancreatite, pois transitam com mais facilidade e obstruem a papila; os maiores costumam permanecer na vesícula. Obras de referência, como Sleisenger & Fordtran, reforçam essa informação.

B) Incorreta. A colecistopatia calculosa é mais comum em mulheres, e isso também reflete na maior frequência de pancreatite biliar neste grupo. Portanto, não é verdadeiro que a apresentação da pancreatite biliar seja mais comum em homens.

C) Errada. Cálculos biliares pequenos, inclusive microlitíase, são causas frequentes de pancreatite aguda considerada “idiopática”. Diretrizes recomendam investigação ativa nesses pacientes, pois o diagnóstico correto altera conduta e prognóstico.

E) Incorreta. A ultrassonografia tem limitações para identificar microlitíase biliar. Muitas vezes, métodos como CPRE, ultrassonografia endoscópica ou colangio-RM são necessários. O exame padrão cada vez mais utilizado é a ultrassonografia endoscópica, principalmente quando há pancreatite aguda de etiologia indeterminada.

Estratégia de prova: Atenção a detalhes epidemiológicos! Termos como “mais comum”, “raro”, “todos”, “nenhum” sugerem absolutos e são frequentes em pegadinhas. Foque nos percentuais e dados oficiais citados nas principais diretrizes.

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A alternativa correta é a letra D. As pancreatites biliares são uma das principais causas de pancreatites agudas e ocorrem em 3% a 7% dos portadores de cálculos biliares. Embora a colecistopatia calculosa seja mais comum em mulheres, as pancreatites biliares não são mais frequentes em homens. Cálculos biliares grandes podem aumentar o risco de obstrução do ducto pancreático, mas isso não significa que cálculos pequenos não possam causar pancreatites biliares. Por fim, a ultrassonografia não é suficiente para o diagnóstico da microlitíase, sendo necessários outros exames, como a tomografia computadorizada.

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