Um paciente de 48 anos é admitido na sala de emergência do p...
Gabarito comentado
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Tema central: O caso aborda a hemorragia digestiva alta (HDA) com instabilidade hemodinâmica. Trata-se de uma emergência médica cujo manejo inicial exige conhecimento técnico e aplicação rápida das condutas básicas de suporte à vida.
Análise do caso
O paciente de 48 anos apresenta hematêmese volumosa, taquicardia (121 bpm) e hipotensão significativa (72/44 mmHg), demonstrando sinais claros de choque hipovolêmico. Está consciente e orientado, mas em situação de alto risco. Choque por perda sanguínea aguda ameaça a perfusão dos órgãos vitais e coloca a vida em risco imediato.
Justificativa da alternativa correta (E):
Obter acesso venoso periférico e iniciar ressuscitação volêmica é a prioridade absoluta. A literatura e protocolos de emergência reforçam: em qualquer hemorragia digestiva aguda com choque, a reposição volêmica rápida deve ser feita antes de medidas farmacológicas ou procedimentos (veja: UpToDate “Approach to acute upper gastrointestinal bleeding in adults”, seção “Initial management: Resuscitation”). Vale citar o Tratado de Gastroenterologia da FBG, 4ª ed., cap. 169: “A estabilização hemodinâmica precede qualquer medida diagnóstica ou terapêutica definitiva”.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Terlipressina é indicada apenas se houver suspeita forte de varizes, mas nunca antecede a estabilização volumémica.
B) Bloqueador de bomba protonica tem papel na HDA não varicosa, porém não salva vidas em pacientes instáveis.
C) Endoscopia imediata só deve ser feita após estabilização (risco de choque agravado durante o procedimento).
D) Intubação orotraqueal seria recomendada em pacientes rebaixados ou com grande risco de broncoaspiração—não é o caso, pois está consciente e orientado.
Estratégia para provas: Nas emergências, sempre priorize suporte vital e estabilização hemodinâmica. Atenção às opções que sugerem procedimentos definitivos (como a endoscopia) antes da estabilização do paciente—uma pegadinha comum.
Resumo: Paciente chocado por HDA: primeira medida é sempre acesso venoso e reposição volêmica intravenosa, conforme preconizam as diretrizes assistenciais brasileiras e internacionais.
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