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Q1826817 Medicina
Um paciente de 48 anos é admitido na sala de emergência do pronto-socorro com relato de hematêmese volumosa. Ele encontra-se diaforético, mas consciente, lúcido e orientado. Relata que vinha sentindo sintomas dispépticos havia alguns dias, mas não conseguira procurar o médico. Hoje, pouco antes do almoço, sentiu intensas náuseas e vomitou grande quantidade de sangue em dois episódios. Ele não apresenta comorbidades e, fora esse episódio, goza de boa saúde. Seus sinais vitais incluem: frequência cardíaca 121 batimentos/minuto, pressão arterial 72/44 mmHg, frequência respiratória 16 incursões/minuto, saturação periférica de oxigênio de 97%. Como coordenador do atendimento de emergência, o que deve ser executado primeiramente?
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Tema central: O caso aborda a hemorragia digestiva alta (HDA) com instabilidade hemodinâmica. Trata-se de uma emergência médica cujo manejo inicial exige conhecimento técnico e aplicação rápida das condutas básicas de suporte à vida.

Análise do caso
O paciente de 48 anos apresenta hematêmese volumosa, taquicardia (121 bpm) e hipotensão significativa (72/44 mmHg), demonstrando sinais claros de choque hipovolêmico. Está consciente e orientado, mas em situação de alto risco. Choque por perda sanguínea aguda ameaça a perfusão dos órgãos vitais e coloca a vida em risco imediato.

Justificativa da alternativa correta (E):
Obter acesso venoso periférico e iniciar ressuscitação volêmica é a prioridade absoluta. A literatura e protocolos de emergência reforçam: em qualquer hemorragia digestiva aguda com choque, a reposição volêmica rápida deve ser feita antes de medidas farmacológicas ou procedimentos (veja: UpToDate “Approach to acute upper gastrointestinal bleeding in adults”, seção “Initial management: Resuscitation”). Vale citar o Tratado de Gastroenterologia da FBG, 4ª ed., cap. 169: “A estabilização hemodinâmica precede qualquer medida diagnóstica ou terapêutica definitiva”.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Terlipressina é indicada apenas se houver suspeita forte de varizes, mas nunca antecede a estabilização volumémica.
B) Bloqueador de bomba protonica tem papel na HDA não varicosa, porém não salva vidas em pacientes instáveis.
C) Endoscopia imediata só deve ser feita após estabilização (risco de choque agravado durante o procedimento).
D) Intubação orotraqueal seria recomendada em pacientes rebaixados ou com grande risco de broncoaspiração—não é o caso, pois está consciente e orientado.

Estratégia para provas: Nas emergências, sempre priorize suporte vital e estabilização hemodinâmica. Atenção às opções que sugerem procedimentos definitivos (como a endoscopia) antes da estabilização do paciente—uma pegadinha comum.

Resumo: Paciente chocado por HDA: primeira medida é sempre acesso venoso e reposição volêmica intravenosa, conforme preconizam as diretrizes assistenciais brasileiras e internacionais.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa E - Obter acesso venoso periférico e iniciar ressuscitação volêmica. O paciente apresenta hematêmese volumosa, o que indica uma possível hemorragia digestiva alta. Seus sinais vitais mostram uma pressão arterial baixa, o que indica que ele pode estar em choque hipovolêmico. Portanto, o primeiro passo é estabilizar o paciente e garantir que ele tenha uma via de acesso venoso para administrar líquidos e restabelecer sua volemia. A terlipressina e a endoscopia são opções de tratamento para hemorragia digestiva alta, mas devem ser realizadas após a estabilização do paciente. O bloqueador de bomba protônica pode ser útil para tratar os sintomas dispépticos, mas não é a prioridade nesse momento. A intubação orotraqueal pode ser necessária em casos de insuficiência respiratória, mas não é indicada nesse momento.

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