A respeito do tratamento da acalásia, é correto afirmar que
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Tema central: O tema é o tratamento da acalásia, um distúrbio motor primário do esôfago que leva à falha do relaxamento do esfíncter esofagiano inferior (EEI) e aperistalse. O enfoque é reconhecer as opções terapêuticas e sua indicação clínica.
Justificativa da alternativa correta (B):
Os bloqueadores de canais de cálcio (ex.: nifedipina), nitratos (ex.: dinitrato de isossorbida) e sildenafil (inibidor da fosfodiesterase-5) são considerados drogas potencialmente eficazes, atuando no relaxamento do EEI e podendo aliviar temporariamente os sintomas da acalásia. Porém, têm eficácia limitada e uso preferencial em pacientes que não têm indicação para terapias mais invasivas. Segundo publicação do CREMERJ (2023): “A terapia farmacológica é a opção de tratamento menos eficaz na acalásia, com taxa de resposta extremamente variável... baseada em substâncias como bloqueadores de canal de cálcio, nitratos e inibidores da 5-fosfodiesterase.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Drogas anti-secretoras gástricas, como inibidores de bomba de prótons, não atuam na fisiopatologia da acalásia e não trazem benefício em sua abordagem.
C) Incorreta. A injeção de toxina botulínica no EEI é, sim, uma opção para casos selecionados, principalmente em pacientes idosos ou com comorbidades graves que contraindicam outros procedimentos. Não apresenta eficácia permanente, mas pode ser útil em cenários específicos.
D) Incorreta. A dilatação esofágica endoscópica é considerada tratamento válido e de boa resposta, desde que realizada por profissionais experientes. O risco de perfuração existe, mas é aceitável, e não contraindica o procedimento.
E) Incorreta. A miotomia de Heller pode ser indicada como primeira linha em muitos pacientes, principalmente jovens ou refratários às demais terapias, não sendo restrita a falha do tratamento farmacológico.
Estratégias de prova:
Atente-se para termos absolutos (“sempre”, “jamais”) e associações terapêuticas sem fundamento fisiopatológico. A leitura cuidadosa das opções destaca possíveis pegadinhas comuns.
Conclusão:
O manejo da acalásia deve ser individualizado, considerando sempre as evidências científicas e as boas práticas, conforme destacado nas diretrizes e revisões recentes.
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