A profilaxia primária da pneumocistose no paciente com AIDS ...

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Q737441 Medicina
A profilaxia primária da pneumocistose no paciente com AIDS reduz o risco de sua ocorrência em aproximadamente nove vezes. A utilização de sulfametoxazol/trimetoprim na profilaxia primária da pneumonia por Pneumocystis jirovecii teve impacto na mortalidade por AIDS mesmo antes da utilização dos esquemas antirretrovirais altamente ativos. A profilaxia primária para pneumocistose na infecção pelo HIV é recomendada em, exceto:
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Tema central: A questão aborda a profilaxia primária da pneumonia por Pneumocystis jirovecii (pneumocistose) em pacientes vivendo com HIV/AIDS. O objetivo é identificar quais situações clínicas justificam a introdução do sulfametoxazol/trimetoprim para evitar esta infecção oportunista.

Justificativa da alternativa correta (C): “Pacientes com < 35% de linfócitos totais” – Esta não é uma indicação reconhecida segundo os protocolos oficiais. O quantitativo de linfócitos totais pode variar bastante e não reflete especificamente a imunossupressão grave associada ao risco de pneumocistose. O critério cientificamente validado é a contagem absoluta de linfócitos T-CD4+ (< 200 células/mm³ ou < 14%), conforme descrito no PCDT HIV Adultos/MS 2022: “A profilaxia primária para P. jirovecii está indicada para toda pessoa vivendo com HIV com CD4 inferior a 200 células/mm³.”

Análise crítica das alternativas:

A) Presença de candidíase oral: Corretamente considerada critério. A candidíase oral é marcador de imunossupressão avançada e usualmente ocorre com baixos níveis de CD4, justificando o início da profilaxia (PCDT, p. 86).

B) Pacientes com T-CD4 < 200 células/mm³: Também correto. É o parâmetro mais utilizado para decisão sobre profilaxia, pois evidencia risco elevado para infecções oportunistas.

D) Febre indeterminada com mais de duas semanas de duração: Este quadro prolongado, sem causa identificada, sugere imunossupressão significativa. Conforme protocolos, recomenda-se iniciar profilaxia nesses casos devido ao risco aumentado para pneumocistose.

Estratégias de leitura e possíveis pegadinhas:

Observe como a banca pode confundir utilizando critérios pouco específicos, como percentual de linfócitos totais, ao invés do CD4 absoluto ou percentual de CD4 (< 14%). Sempre busque o termo CD4 e relacione com valores exatos conforme as diretrizes (não linfócitos totais!).

Evidências científicas: Revisões sistemáticas e diretrizes mundiais (ex: UpToDate, CDC, OMS) reforçam que apenas CD4 < 200 células/mm³, candidíase oral e febre prolongada se enquadram para profilaxia primária.

Resumo para provas: Decore os valores/lavores de CD4 e as manifestações clínicas sentinelas de imunossupressão. Fique atento a pegadinhas envolvendo porcentagens ou linfócitos totais, não fundamentados por diretrizes.

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Essa questão aborda a profilaxia primária da pneumocistose em pacientes com AIDS. A resposta correta é a alternativa C: pacientes com < 35% de linfócitos totais. A profilaxia primária para a pneumocistose é recomendada para pacientes com AIDS com T-CD4 < 200 células/mm³ e também em pacientes com outras condições, como candidíase oral e febre indeterminada com mais de duas semanas de duração. A opção C é a única que não está de acordo com as diretrizes atuais para a profilaxia primária da pneumocistose em pacientes com AIDS. A profilaxia primária é importante para reduzir o risco de infecções oportunistas em pacientes com AIDS e pode ajudar a melhorar a qualidade de vida e a sobrevida desses pacientes. A escolha correta da profilaxia primária deve ser feita em consulta com um médico especializado em HIV/AIDS.

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