Quanto à mastite granulomatosa, pode-se afirmar que
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Tema central: A mastite granulomatosa idiopática (MGI) é uma inflamação crônica benigna da mama, especialmente relevante na prática do mastologista devido à sua apresentação inespecífica, mimetizando lesões malignas e exigindo abordagem multidisciplinar para diagnóstico diferencial, tratamento e seguimento adequado.
Justificativa da alternativa correta (B): A MGI acomete, tipicamente, mulheres entre 30 e 40 anos, geralmente até 5 anos após a gravidez, e está associada à amamentação. Isto está solidamente respaldado pela literatura médica nacional e internacional. O artigo da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica destaca que "a prevalência é maior em mulheres jovens, não brancas, em idade fértil e com histórico de amamentação recente." Esse padrão epidemiológico auxilia na diferenciação entre as mastites infecciosas comuns e a MGI.
Análise das alternativas incorretas:
A) RM não é o exame de escolha no diagnóstico inicial; ultrassonografia e mamografia são as modalidades preferidas. A RM pode ser utilizada como exame complementar em situações específicas, mas não é a principal ferramenta diagnóstica, conforme práticas assistenciais e consensos (UpToDate, Sabiston - "Textbook of Surgery").
C) Diferentemente do sugerido, a biospia percutânea com agulha grossa é recomendada para elucidação diagnóstica. Permite distinguir a MGI de neoplasias e outras condições inflamatórias, sendo segura e amplamente utilizada (Filassi & Urban, "Mastologia – Rotinas em Clínica e Cirurgia", p. 243).
D) A MGI raramente apresenta resolução espontânea significativa; logo, a conduta expectante só se justifica em casos muito selecionados. Frequentemente, há necessidade de intervenção medicamentosa ou cirúrgica, segundo relatos de casuística em publicações especializadas.
E) Os corticosteroides são, via de regra, a primeira linha terapêutica. Imunossupressores como azatioprina ou metotrexato são considerados quando há intolerância ou falha à corticoterapia, nunca como primeira opção (UpToDate, “Idiopathic granulomatous mastitis: Management and prognosis”).
Dicas para provas: Fique atento a informações epidemiológicas típicas, pois frequentemente são usadas em alternativas corretas. Questões sobre contraindicações ou efeitos colaterais costumam ter pegadinhas: sempre confronte com protocolos e manuais reconhecidos.
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