O diagnóstico diferencial entre carcinoma tubular e adenose ...

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Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: EsFCEx Prova: VUNESP - 2023 - EsFCEx - Oficial - Mastologia |
Q2263041 Medicina
O diagnóstico diferencial entre carcinoma tubular e adenose microglandular pode ser bastante difícil. A seguinte característica que NÃO está presente nessa última alteração é: 
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Tema central: A questão aborda o diagnóstico diferencial histopatológico entre carcinoma tubular e adenose microglandular, um desafio comum ao mastologista devido à semelhança morfológica de ambas. Distinguir essas entidades é crucial, pois a conduta e o prognóstico são distintos.

Justificativa da alternativa correta (A): Ausência de células mioepiteliais NÃO é característica da adenose microglandular. Pelo contrário, a presença de células mioepiteliais ao redor dos túbulos é critério fundamental para o diagnóstico de lesões benignas, como a adenose microglandular. O carcinoma tubular, por sua vez, se diferencia pela ausência dessas células, indicando invasividade.

Segundo Rosen’s Breast Pathology (Segal, 2014, pág. 612): “Lesões benignas como a adenose microglandular conservam a camada mioepitelial, o que as distingue dos carcinomas invasores.”

Análise das alternativas incorretas:

B) Glândulas anguladas: A adenose microglandular pode apresentar glândulas de contornos angulados, mimetizando carcinoma tubular, mas mantendo células mioepiteliais.

C) Protusão citoplasmática: Formação frequente nas células epiteliais da adenose microglandular, decorrente da secreção apical característica desse padrão benigno.

D) Desmoplasia do estroma: Embora a desmoplasia estroma seja sugestiva de neoplasia maligna, pode estar presente de forma discreta em adenose microglandular, especialmente em áreas reacionais.

E) Citoplasma eosinófilo: As células epiteliais na adenose microglandular comumente exibem citoplasma eosinófilo (corado em rosa intenso ao HE), sem valor discriminativo entre benignidade e malignidade nesse contexto.

Dica de prova: Questões sobre diferenciação entre lesões benignas e malignas costumam cobrar reconhecimento do papel das células mioepiteliais, fundamentais para garantir o diagnóstico correto.

Resumo prático: Para diferenciação, busque sempre pela presença de células mioepiteliais na histologia de lesões benignas da mama. O uso de imunohistoquímica (p63, calponina, SMA) pode ser decisivo.

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A questão pede a característica que NÃO está presente na adenose microglandular, sendo a resposta correta a alternativa A - "ausência de células mioepiteliais". Isso se dá porque a adenose microglandular, uma alteração benigna da mama, apresenta na sua constituição células mioepiteliais. As células mioepiteliais são um componente essencial do tecido glandular normal, e sua presença é geralmente um indicativo de uma lesão benigna, ao contrário do carcinoma tubular, uma forma de câncer de mama, que se caracteriza pela ausência dessas células. As demais opções listadas - glândulas anguladas, protusão citoplasmática, desmoplasia do estroma e citoplasma eosinófilo - são características que podem estar presentes na adenose microglandular. Portanto, a alternativa A é a única que se refere a uma característica ausente na adenose microglandular.

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