Questões Militares Sobre sintaxe em português

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Q3408545 Português

Quando da tragédia brotam heróis e lições 


Por Oscar Bessi



(Disponível em: correiodopovo.com.br/blogs/oscarbessi – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Analise o emprego das locuções conjuntivas sublinhadas nos trechos a seguir, retirados do texto-base:



1. “[...] tão incontrolável quanto pavorosamente banal” (l. 04).


2. “[...] para cometer violências tão absurdas que uma legislação específica deveria punir” (l. 18-19).


3. “Mas também fez flore....er, no exemplo daqueles dias fatídicos, um jardim de heroísmo” (l. 31-32).



Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o sentido correto do emprego das locuções em 1, 2 e 3.

Alternativas
Q3325542 Português

O texto abaixo deve ser lido com atenção, para responder a questão.


    Quase todos os produtos que entraram e saíram do País neste ano, bem como suas matérias-primas, dependeram de uma logística complexa, baseada no comércio marítimo e fluvial. Tais produtos, essencialmente conduzidos por um ramo de atividade profissional conhecido como Marinha Mercante, encontram, nos mares e rios, uma via essencial de escoamento, importação e distribuição.


    O Brasil é um País marítimo, detentor de uma área com mais de 5,7 milhões de km², a Amazônia Azul, por onde transita cerca de 95% do comércio exterior. Além disso, mais de 80% da população brasileira vive a menos de 200 quilômetros da costa, e mais de 20 milhões de empregos dependem direta ou indiretamente do mar.


    O mar e as hidrovias interiores são, portanto, importantes cenários para o desenvolvimento das atividades econômicas que integram a cadeia logística do comércio nacional e internacional e, também, para aquelas que têm como base a exploração dos recursos naturais, a produção e a prestação de serviços nas Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB).


    Por essa razão - e também pelo turismo e os demais serviços aquaviários -, é fundamental enaltecer a importância da Marinha Mercante para a sociedade e o seu papel estratégico na economia nacional, por gerar empregos e induzir melhorias na infraestrutura e nos serviços referentes ao ramo. Dessas atividades participam Aquaviários, Profissionais não Tripulantes, Tripulantes não Aquaviários, Portuários e profissionais de Atividades Correlatas.


    Nesse contexto, a Marinha Mercante, celebrada a cada dia 28 de dezembro - data alusiva ao nascimento de seu patrono, Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá -, é o conjunto das organizações, pessoas, embarcações e outros recursos dedicados às atividades marítimas, fluviais e lacustres de âmbito civil. Ou seja, ela não é uma instituição, e sim um ramo de atividade profissional.


    Dentro desse conjunto, são chamados de aquaviários os profissionais que, com habilitação certificada pela Autoridade Marítima (no caso brasileiro, a Marinha do Brasil), operam embarcações em caráter profissional (...).



Disponível em: https://www.marinha.mil.br/. Acesso em 05/01/2025 (com adaptações).

“O Brasil é um País marítimo” (2º§).

O termo destacado exerce, na oração a que pertence, função sintática de: 
Alternativas
Q3325538 Português

O texto abaixo deve ser lido com atenção, para responder a questão.


    Quase todos os produtos que entraram e saíram do País neste ano, bem como suas matérias-primas, dependeram de uma logística complexa, baseada no comércio marítimo e fluvial. Tais produtos, essencialmente conduzidos por um ramo de atividade profissional conhecido como Marinha Mercante, encontram, nos mares e rios, uma via essencial de escoamento, importação e distribuição.


    O Brasil é um País marítimo, detentor de uma área com mais de 5,7 milhões de km², a Amazônia Azul, por onde transita cerca de 95% do comércio exterior. Além disso, mais de 80% da população brasileira vive a menos de 200 quilômetros da costa, e mais de 20 milhões de empregos dependem direta ou indiretamente do mar.


    O mar e as hidrovias interiores são, portanto, importantes cenários para o desenvolvimento das atividades econômicas que integram a cadeia logística do comércio nacional e internacional e, também, para aquelas que têm como base a exploração dos recursos naturais, a produção e a prestação de serviços nas Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB).


    Por essa razão - e também pelo turismo e os demais serviços aquaviários -, é fundamental enaltecer a importância da Marinha Mercante para a sociedade e o seu papel estratégico na economia nacional, por gerar empregos e induzir melhorias na infraestrutura e nos serviços referentes ao ramo. Dessas atividades participam Aquaviários, Profissionais não Tripulantes, Tripulantes não Aquaviários, Portuários e profissionais de Atividades Correlatas.


    Nesse contexto, a Marinha Mercante, celebrada a cada dia 28 de dezembro - data alusiva ao nascimento de seu patrono, Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá -, é o conjunto das organizações, pessoas, embarcações e outros recursos dedicados às atividades marítimas, fluviais e lacustres de âmbito civil. Ou seja, ela não é uma instituição, e sim um ramo de atividade profissional.


    Dentro desse conjunto, são chamados de aquaviários os profissionais que, com habilitação certificada pela Autoridade Marítima (no caso brasileiro, a Marinha do Brasil), operam embarcações em caráter profissional (...).



Disponível em: https://www.marinha.mil.br/. Acesso em 05/01/2025 (com adaptações).

“Dentro desse conjunto, são chamados de aquaviários os profissionais que, com habilitação certificada pela Autoridade Marítima (no caso brasileiro, a Marinha do Brasil), operam embarcações em caráter profissional...” (6º§).

A oração destacada desempenha, em relação ao núcleo a que se liga, a função sintática de: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: PM-BA Prova: UNEB - 2025 - PM-BA - Oficial da Policia Militar |
Q3303980 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Menino e celular à mesa


Enquanto almoçava tranquilamente meu arroz-com-feijão no restaurante, a paz foi interrompida. Um menino de cerca de 8 anos entrou correndo, seguido pela avó ofegante. O pequeno atraiu atenções imediatas graças à sua desenvoltura social.

Ele gritava, esbarrava nas pessoas, mexia em tudo, quase derrubando as panelas. Demonstrava o que educadores modernos chamam de "hiperatividade" e os antigos de "falta de limites". Ansiosa, a avó tentou acalmá-lo:

− Querido, prefere esta mesa ou aquela?

Sem responder, ele testava a estabilidade das mesas com empurrões. Finalmente, sentou-se, pegou o celular e iniciou uma ruidosa batalha virtual contra monstros. A avó insistiu:

− Posso pegar batatinha ou macarrãozinho?

Sem resposta, o menino ignorava o mundo real, focado no jogo. A avó tentou alimentá-lo, mas ele rejeitou. A situação mudou quando o inesperado aconteceu: um Avatar Prateado emergiu do jogo, materializando-se ao lado do menino.

Com voz firme, repreendeu-o:

− Menino cheio de frescuras! Respeite sua avó e coma direitinho!

Assustado, o garoto desligou o celular, pegou o garfo e começou a comer. A avó suspirou aliviada, enquanto os presentes aplaudiam o improvável herói. O Avatar, com um gesto de despedida, pagou a conta com cartão de débito e sumiu em um rastro de luz, deixando para trás uma refeição finalmente tranquila.

Mais uma missão cumprida.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2025/1/2/meninoe-celular-a-mesa
Com base na frase "O pequeno atraiu atenções imediatas graças à sua desenvoltura social" e nas normas de regência verbal da Língua Portuguesa, analise o uso do verbo "atrair" e sua relação com os complementos verbais. Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: PM-BA Prova: UNEB - 2025 - PM-BA - Oficial da Policia Militar |
Q3303979 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Menino e celular à mesa


Enquanto almoçava tranquilamente meu arroz-com-feijão no restaurante, a paz foi interrompida. Um menino de cerca de 8 anos entrou correndo, seguido pela avó ofegante. O pequeno atraiu atenções imediatas graças à sua desenvoltura social.

Ele gritava, esbarrava nas pessoas, mexia em tudo, quase derrubando as panelas. Demonstrava o que educadores modernos chamam de "hiperatividade" e os antigos de "falta de limites". Ansiosa, a avó tentou acalmá-lo:

− Querido, prefere esta mesa ou aquela?

Sem responder, ele testava a estabilidade das mesas com empurrões. Finalmente, sentou-se, pegou o celular e iniciou uma ruidosa batalha virtual contra monstros. A avó insistiu:

− Posso pegar batatinha ou macarrãozinho?

Sem resposta, o menino ignorava o mundo real, focado no jogo. A avó tentou alimentá-lo, mas ele rejeitou. A situação mudou quando o inesperado aconteceu: um Avatar Prateado emergiu do jogo, materializando-se ao lado do menino.

Com voz firme, repreendeu-o:

− Menino cheio de frescuras! Respeite sua avó e coma direitinho!

Assustado, o garoto desligou o celular, pegou o garfo e começou a comer. A avó suspirou aliviada, enquanto os presentes aplaudiam o improvável herói. O Avatar, com um gesto de despedida, pagou a conta com cartão de débito e sumiu em um rastro de luz, deixando para trás uma refeição finalmente tranquila.

Mais uma missão cumprida.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2025/1/2/meninoe-celular-a-mesa
Analise o trecho a seguir:

"Enquanto almoçava tranquilamente meu arroz-com-feijão no restaurante, a paz foi interrompida. Um menino de cerca de 8 anos entrou correndo, seguido pela avó ofegante. O pequeno atraiu atenções imediatas graças à sua desenvoltura social. Ele gritava, esbarrava nas pessoas, mexia em tudo, quase derrubando as panelas. Demonstrava o que educadores modernos chamam de "hiperatividade" e os antigos de "falta de limites"..."

Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: PM-BA Prova: UNEB - 2025 - PM-BA - Oficial da Policia Militar |
Q3303975 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Menino e celular à mesa


Enquanto almoçava tranquilamente meu arroz-com-feijão no restaurante, a paz foi interrompida. Um menino de cerca de 8 anos entrou correndo, seguido pela avó ofegante. O pequeno atraiu atenções imediatas graças à sua desenvoltura social.

Ele gritava, esbarrava nas pessoas, mexia em tudo, quase derrubando as panelas. Demonstrava o que educadores modernos chamam de "hiperatividade" e os antigos de "falta de limites". Ansiosa, a avó tentou acalmá-lo:

− Querido, prefere esta mesa ou aquela?

Sem responder, ele testava a estabilidade das mesas com empurrões. Finalmente, sentou-se, pegou o celular e iniciou uma ruidosa batalha virtual contra monstros. A avó insistiu:

− Posso pegar batatinha ou macarrãozinho?

Sem resposta, o menino ignorava o mundo real, focado no jogo. A avó tentou alimentá-lo, mas ele rejeitou. A situação mudou quando o inesperado aconteceu: um Avatar Prateado emergiu do jogo, materializando-se ao lado do menino.

Com voz firme, repreendeu-o:

− Menino cheio de frescuras! Respeite sua avó e coma direitinho!

Assustado, o garoto desligou o celular, pegou o garfo e começou a comer. A avó suspirou aliviada, enquanto os presentes aplaudiam o improvável herói. O Avatar, com um gesto de despedida, pagou a conta com cartão de débito e sumiu em um rastro de luz, deixando para trás uma refeição finalmente tranquila.

Mais uma missão cumprida.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2025/1/2/meninoe-celular-a-mesa
Com base no trecho "A avó tentou alimentá-lo, mas ele rejeitou" e considerando os conceitos de coordenação e subordinação, analise a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: PM-BA Prova: UNEB - 2025 - PM-BA - Oficial da Policia Militar |
Q3303972 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Menino e celular à mesa


Enquanto almoçava tranquilamente meu arroz-com-feijão no restaurante, a paz foi interrompida. Um menino de cerca de 8 anos entrou correndo, seguido pela avó ofegante. O pequeno atraiu atenções imediatas graças à sua desenvoltura social.

Ele gritava, esbarrava nas pessoas, mexia em tudo, quase derrubando as panelas. Demonstrava o que educadores modernos chamam de "hiperatividade" e os antigos de "falta de limites". Ansiosa, a avó tentou acalmá-lo:

− Querido, prefere esta mesa ou aquela?

Sem responder, ele testava a estabilidade das mesas com empurrões. Finalmente, sentou-se, pegou o celular e iniciou uma ruidosa batalha virtual contra monstros. A avó insistiu:

− Posso pegar batatinha ou macarrãozinho?

Sem resposta, o menino ignorava o mundo real, focado no jogo. A avó tentou alimentá-lo, mas ele rejeitou. A situação mudou quando o inesperado aconteceu: um Avatar Prateado emergiu do jogo, materializando-se ao lado do menino.

Com voz firme, repreendeu-o:

− Menino cheio de frescuras! Respeite sua avó e coma direitinho!

Assustado, o garoto desligou o celular, pegou o garfo e começou a comer. A avó suspirou aliviada, enquanto os presentes aplaudiam o improvável herói. O Avatar, com um gesto de despedida, pagou a conta com cartão de débito e sumiu em um rastro de luz, deixando para trás uma refeição finalmente tranquila.

Mais uma missão cumprida.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2025/1/2/meninoe-celular-a-mesa
Assinale a alternativa cuja palavra em destaque NÃO está exercendo a função de predicativo.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: PM-BA Prova: UNEB - 2025 - PM-BA - Oficial da Policia Militar |
Q3303969 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Menino e celular à mesa


Enquanto almoçava tranquilamente meu arroz-com-feijão no restaurante, a paz foi interrompida. Um menino de cerca de 8 anos entrou correndo, seguido pela avó ofegante. O pequeno atraiu atenções imediatas graças à sua desenvoltura social.

Ele gritava, esbarrava nas pessoas, mexia em tudo, quase derrubando as panelas. Demonstrava o que educadores modernos chamam de "hiperatividade" e os antigos de "falta de limites". Ansiosa, a avó tentou acalmá-lo:

− Querido, prefere esta mesa ou aquela?

Sem responder, ele testava a estabilidade das mesas com empurrões. Finalmente, sentou-se, pegou o celular e iniciou uma ruidosa batalha virtual contra monstros. A avó insistiu:

− Posso pegar batatinha ou macarrãozinho?

Sem resposta, o menino ignorava o mundo real, focado no jogo. A avó tentou alimentá-lo, mas ele rejeitou. A situação mudou quando o inesperado aconteceu: um Avatar Prateado emergiu do jogo, materializando-se ao lado do menino.

Com voz firme, repreendeu-o:

− Menino cheio de frescuras! Respeite sua avó e coma direitinho!

Assustado, o garoto desligou o celular, pegou o garfo e começou a comer. A avó suspirou aliviada, enquanto os presentes aplaudiam o improvável herói. O Avatar, com um gesto de despedida, pagou a conta com cartão de débito e sumiu em um rastro de luz, deixando para trás uma refeição finalmente tranquila.

Mais uma missão cumprida.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2025/1/2/meninoe-celular-a-mesa
Com base no texto "Menino e celular à mesa", analise as ocorrências de palavras de relação intervocabular e interoracional e assinale a alternativa que apresenta a classificação correta das preposições e conjunções empregadas no excerto.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: PM-BA Prova: UNEB - 2025 - PM-BA - Oficial da Policia Militar |
Q3303967 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Menino e celular à mesa


Enquanto almoçava tranquilamente meu arroz-com-feijão no restaurante, a paz foi interrompida. Um menino de cerca de 8 anos entrou correndo, seguido pela avó ofegante. O pequeno atraiu atenções imediatas graças à sua desenvoltura social.

Ele gritava, esbarrava nas pessoas, mexia em tudo, quase derrubando as panelas. Demonstrava o que educadores modernos chamam de "hiperatividade" e os antigos de "falta de limites". Ansiosa, a avó tentou acalmá-lo:

− Querido, prefere esta mesa ou aquela?

Sem responder, ele testava a estabilidade das mesas com empurrões. Finalmente, sentou-se, pegou o celular e iniciou uma ruidosa batalha virtual contra monstros. A avó insistiu:

− Posso pegar batatinha ou macarrãozinho?

Sem resposta, o menino ignorava o mundo real, focado no jogo. A avó tentou alimentá-lo, mas ele rejeitou. A situação mudou quando o inesperado aconteceu: um Avatar Prateado emergiu do jogo, materializando-se ao lado do menino.

Com voz firme, repreendeu-o:

− Menino cheio de frescuras! Respeite sua avó e coma direitinho!

Assustado, o garoto desligou o celular, pegou o garfo e começou a comer. A avó suspirou aliviada, enquanto os presentes aplaudiam o improvável herói. O Avatar, com um gesto de despedida, pagou a conta com cartão de débito e sumiu em um rastro de luz, deixando para trás uma refeição finalmente tranquila.

Mais uma missão cumprida.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2025/1/2/meninoe-celular-a-mesa
Com base na frase "Finalmente, sentou-se, pegou o celular e iniciou uma ruidosa batalha virtual contra monstros", analise o uso do pronome oblíquo "se" e sua posição na oração, considerando as regras de colocação pronominal na Língua Portuguesa. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: PM-BA Prova: UNEB - 2025 - PM-BA - Oficial da Policia Militar |
Q3303966 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Menino e celular à mesa


Enquanto almoçava tranquilamente meu arroz-com-feijão no restaurante, a paz foi interrompida. Um menino de cerca de 8 anos entrou correndo, seguido pela avó ofegante. O pequeno atraiu atenções imediatas graças à sua desenvoltura social.

Ele gritava, esbarrava nas pessoas, mexia em tudo, quase derrubando as panelas. Demonstrava o que educadores modernos chamam de "hiperatividade" e os antigos de "falta de limites". Ansiosa, a avó tentou acalmá-lo:

− Querido, prefere esta mesa ou aquela?

Sem responder, ele testava a estabilidade das mesas com empurrões. Finalmente, sentou-se, pegou o celular e iniciou uma ruidosa batalha virtual contra monstros. A avó insistiu:

− Posso pegar batatinha ou macarrãozinho?

Sem resposta, o menino ignorava o mundo real, focado no jogo. A avó tentou alimentá-lo, mas ele rejeitou. A situação mudou quando o inesperado aconteceu: um Avatar Prateado emergiu do jogo, materializando-se ao lado do menino.

Com voz firme, repreendeu-o:

− Menino cheio de frescuras! Respeite sua avó e coma direitinho!

Assustado, o garoto desligou o celular, pegou o garfo e começou a comer. A avó suspirou aliviada, enquanto os presentes aplaudiam o improvável herói. O Avatar, com um gesto de despedida, pagou a conta com cartão de débito e sumiu em um rastro de luz, deixando para trás uma refeição finalmente tranquila.

Mais uma missão cumprida.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2025/1/2/meninoe-celular-a-mesa
Com base no trecho "O pequeno atraiu atenções imediatas graças à sua desenvoltura social" e nas normas de concordância verbal e nominal, analise a alternativa correta sobre a concordância aplicada:
Alternativas
Q3303815 Português
Tempo da ansiedade


Olhou para o celular três vezes, no intervalo de dois minutos. Sentiu uma pontada na têmpora, prenúncio de enxaqueca. Será que ninguém vai responder? Ou não receberam, deixe checar se aparece o sinal de que a mensagem foi entregue... foi sim, para todos. O que pode estar acontecendo? Acho que não foi uma boa ideia disparar os convites por WhatsApp montando uma lista, para que todos recebessem ao mesmo tempo, alguma coisa deu errado, não é comum demorarem tanto para responder.


Dois minutos − esse é o tempo médio que, hoje em dia, se espera pela resposta quando enviamos uma mensagem, seja esse retorno um texto, um áudio ou mesmo um emoji de agradecimento ou de entusiasmo.


Isso me faz refletir sobre o grau de ansiedade que o avanço da tecnologia, das redes sociais e da comunicação digital nos impôs. Acredito que pouquíssimas pessoas no Brasil não façam uso de um desses recursos, e que não esteja com o celular sempre à mão para não perder a oportunidade de trocar mensagens. E não me refiro somente a conversas de cunho pessoal − marcar a revisão do carro, contratar um serviço para casa, receber resultado de exames de laboratório, fazer compras, tudo isso passa, de alguma maneira, pela comunicação digital.


Sem dúvida alguma a revolução digital nos trouxe o benefício de uma grande economia de tempo. Tudo pode ser resolvido com dois cliques, mas fica aqui a pergunta para reflexão: a que custo? Será que não estamos amplificando essa ansiedade do imediato para tudo o que fazemos? Será que não estamos perdendo a capacidade de paciência, de contemplação, de recolhimento e de, simplesmente, administrar a vida de acordo com o nosso próprio tempo interno?


Ana Helena Reis - Texto Adaptado


https://www.pinceldecronica.blog/post/tempo-da-ansiedade
Com base no trecho "Acredito que pouquíssimas pessoas no Brasil não façam uso de um desses recursos" do texto "Tempo da ansiedade", de Ana Helena Reis, classifique a oração "que pouquíssimas pessoas no Brasil não façam uso de um desses recursos" e marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3303814 Português
Tempo da ansiedade


Olhou para o celular três vezes, no intervalo de dois minutos. Sentiu uma pontada na têmpora, prenúncio de enxaqueca. Será que ninguém vai responder? Ou não receberam, deixe checar se aparece o sinal de que a mensagem foi entregue... foi sim, para todos. O que pode estar acontecendo? Acho que não foi uma boa ideia disparar os convites por WhatsApp montando uma lista, para que todos recebessem ao mesmo tempo, alguma coisa deu errado, não é comum demorarem tanto para responder.


Dois minutos − esse é o tempo médio que, hoje em dia, se espera pela resposta quando enviamos uma mensagem, seja esse retorno um texto, um áudio ou mesmo um emoji de agradecimento ou de entusiasmo.


Isso me faz refletir sobre o grau de ansiedade que o avanço da tecnologia, das redes sociais e da comunicação digital nos impôs. Acredito que pouquíssimas pessoas no Brasil não façam uso de um desses recursos, e que não esteja com o celular sempre à mão para não perder a oportunidade de trocar mensagens. E não me refiro somente a conversas de cunho pessoal − marcar a revisão do carro, contratar um serviço para casa, receber resultado de exames de laboratório, fazer compras, tudo isso passa, de alguma maneira, pela comunicação digital.


Sem dúvida alguma a revolução digital nos trouxe o benefício de uma grande economia de tempo. Tudo pode ser resolvido com dois cliques, mas fica aqui a pergunta para reflexão: a que custo? Será que não estamos amplificando essa ansiedade do imediato para tudo o que fazemos? Será que não estamos perdendo a capacidade de paciência, de contemplação, de recolhimento e de, simplesmente, administrar a vida de acordo com o nosso próprio tempo interno?


Ana Helena Reis - Texto Adaptado


https://www.pinceldecronica.blog/post/tempo-da-ansiedade
Com base no texto "Tempo da Ansiedade", de Ana Helena Reis, analise a seguinte oração:

"Será que ninguém vai responder?"

Considerando os elementos constituintes da oração, os termos essenciais, integrantes e acessórios, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3303812 Português
Tempo da ansiedade


Olhou para o celular três vezes, no intervalo de dois minutos. Sentiu uma pontada na têmpora, prenúncio de enxaqueca. Será que ninguém vai responder? Ou não receberam, deixe checar se aparece o sinal de que a mensagem foi entregue... foi sim, para todos. O que pode estar acontecendo? Acho que não foi uma boa ideia disparar os convites por WhatsApp montando uma lista, para que todos recebessem ao mesmo tempo, alguma coisa deu errado, não é comum demorarem tanto para responder.


Dois minutos − esse é o tempo médio que, hoje em dia, se espera pela resposta quando enviamos uma mensagem, seja esse retorno um texto, um áudio ou mesmo um emoji de agradecimento ou de entusiasmo.


Isso me faz refletir sobre o grau de ansiedade que o avanço da tecnologia, das redes sociais e da comunicação digital nos impôs. Acredito que pouquíssimas pessoas no Brasil não façam uso de um desses recursos, e que não esteja com o celular sempre à mão para não perder a oportunidade de trocar mensagens. E não me refiro somente a conversas de cunho pessoal − marcar a revisão do carro, contratar um serviço para casa, receber resultado de exames de laboratório, fazer compras, tudo isso passa, de alguma maneira, pela comunicação digital.


Sem dúvida alguma a revolução digital nos trouxe o benefício de uma grande economia de tempo. Tudo pode ser resolvido com dois cliques, mas fica aqui a pergunta para reflexão: a que custo? Será que não estamos amplificando essa ansiedade do imediato para tudo o que fazemos? Será que não estamos perdendo a capacidade de paciência, de contemplação, de recolhimento e de, simplesmente, administrar a vida de acordo com o nosso próprio tempo interno?


Ana Helena Reis - Texto Adaptado


https://www.pinceldecronica.blog/post/tempo-da-ansiedade
Com base no trecho: "Acredito que pouquíssimas pessoas no Brasil não façam uso de um desses recursos, e que não estejam com o celular sempre à mão para não perder a oportunidade de trocar mensagens", analise os aspectos de concordância verbal e nominal e assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3303811 Português
Tempo da ansiedade


Olhou para o celular três vezes, no intervalo de dois minutos. Sentiu uma pontada na têmpora, prenúncio de enxaqueca. Será que ninguém vai responder? Ou não receberam, deixe checar se aparece o sinal de que a mensagem foi entregue... foi sim, para todos. O que pode estar acontecendo? Acho que não foi uma boa ideia disparar os convites por WhatsApp montando uma lista, para que todos recebessem ao mesmo tempo, alguma coisa deu errado, não é comum demorarem tanto para responder.


Dois minutos − esse é o tempo médio que, hoje em dia, se espera pela resposta quando enviamos uma mensagem, seja esse retorno um texto, um áudio ou mesmo um emoji de agradecimento ou de entusiasmo.


Isso me faz refletir sobre o grau de ansiedade que o avanço da tecnologia, das redes sociais e da comunicação digital nos impôs. Acredito que pouquíssimas pessoas no Brasil não façam uso de um desses recursos, e que não esteja com o celular sempre à mão para não perder a oportunidade de trocar mensagens. E não me refiro somente a conversas de cunho pessoal − marcar a revisão do carro, contratar um serviço para casa, receber resultado de exames de laboratório, fazer compras, tudo isso passa, de alguma maneira, pela comunicação digital.


Sem dúvida alguma a revolução digital nos trouxe o benefício de uma grande economia de tempo. Tudo pode ser resolvido com dois cliques, mas fica aqui a pergunta para reflexão: a que custo? Será que não estamos amplificando essa ansiedade do imediato para tudo o que fazemos? Será que não estamos perdendo a capacidade de paciência, de contemplação, de recolhimento e de, simplesmente, administrar a vida de acordo com o nosso próprio tempo interno?


Ana Helena Reis - Texto Adaptado


https://www.pinceldecronica.blog/post/tempo-da-ansiedade
No trecho "Acho QUE não foi uma boa ideia disparar os convites por WhatsApp montando uma lista, para que todos recebessem ao mesmo tempo...", a palavra em destaque exerce qual função gramatical?
Alternativas
Q3303809 Português
Tempo da ansiedade


Olhou para o celular três vezes, no intervalo de dois minutos. Sentiu uma pontada na têmpora, prenúncio de enxaqueca. Será que ninguém vai responder? Ou não receberam, deixe checar se aparece o sinal de que a mensagem foi entregue... foi sim, para todos. O que pode estar acontecendo? Acho que não foi uma boa ideia disparar os convites por WhatsApp montando uma lista, para que todos recebessem ao mesmo tempo, alguma coisa deu errado, não é comum demorarem tanto para responder.


Dois minutos − esse é o tempo médio que, hoje em dia, se espera pela resposta quando enviamos uma mensagem, seja esse retorno um texto, um áudio ou mesmo um emoji de agradecimento ou de entusiasmo.


Isso me faz refletir sobre o grau de ansiedade que o avanço da tecnologia, das redes sociais e da comunicação digital nos impôs. Acredito que pouquíssimas pessoas no Brasil não façam uso de um desses recursos, e que não esteja com o celular sempre à mão para não perder a oportunidade de trocar mensagens. E não me refiro somente a conversas de cunho pessoal − marcar a revisão do carro, contratar um serviço para casa, receber resultado de exames de laboratório, fazer compras, tudo isso passa, de alguma maneira, pela comunicação digital.


Sem dúvida alguma a revolução digital nos trouxe o benefício de uma grande economia de tempo. Tudo pode ser resolvido com dois cliques, mas fica aqui a pergunta para reflexão: a que custo? Será que não estamos amplificando essa ansiedade do imediato para tudo o que fazemos? Será que não estamos perdendo a capacidade de paciência, de contemplação, de recolhimento e de, simplesmente, administrar a vida de acordo com o nosso próprio tempo interno?


Ana Helena Reis - Texto Adaptado


https://www.pinceldecronica.blog/post/tempo-da-ansiedade
Em relação à transitividade da forma verbal "sentiu" em "Sentiu uma pontada na têmpora, prenúncio de enxaqueca", pode-se afirmar que é:
Alternativas
Q3285344 Português
Texto 2 
Por parte de pai


        Debruçado na janela meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. Nascia lá em cima, entre casas miúdas e se espichava preguiçosa, morro abaixo. Morria depois da curva, num largo com sapataria, armazém, armarinho, farmácia, igreja, tudo perto da escola Maria Tangará, no Alto de São Francisco.
        [...] Eu brincava na rua, procurando o além dos olhos, entre pedras redondas e irregulares calçando a rua da Paciência. Depois das chuvas, essas pedras centenárias, cinza, ficavam lisas e limpas, cercadas de umidade e areia lavada. Nas enxurradas desciam lascas de malacheta brilhando como ouro e prata, conforme a luz do sol.
        [...] Meu avô, pela janela, me vigiava ou abençoava, até hoje não sei, com seu olhar espantado de quem vê cada coisa pela primeira vez. E aqueles que por ali passavam lhe cumprimentavam: "Oi, seu Queirós". Ele respondia e rimava: "Tem dó de nós". Minha avó, assentada na sala, fazendo bico de crochê em pano de prato, não via a rua.
        [...] O café, colhido no quintal da casa, dava para o ano todo, gabava meu avô, espalhando a colheita pelo chão de terreiro, para secar. O quintal se estendia para muito depois do olhar, acordando surpresa em cada sombra. Torrado em panela de ferro, o café era moído preso no portal da cozinha. O café do bule era grosso e forte, o da cafeteira, fraco e doce. Um para adultos e outro para crianças. O aroma do café se espalhava pela casa, despertando a vontade de mastigar queijo, saborear bolo de fubá, comer biscoito de polvilho, assado em forno de cupim. [...] Minha avó, coado o café, deixava o bule e a cafeteira sobre a mesa forrada com toalha de ponto cruz, e esperava as quitandeiras.
        Tudo se comprava na porta: verduras, leite, doces, pães. Com a caderneta do armazém comprava-se o que não podia ser plantado em casa. No final do mês, ao pagar a conta ganhava-se uma lata de marmelada.
        Depois do cafezal, na divisa com a serra, corria o córrego, fino e transparente. Tomávamos banho pelados, até a ponta dos dedos ficarem enrugadas. Meu avô raras vezes, nos fazia companhia.
        [...] Meu avô conhecia o nome das frutas. Na hora de voltar, ele trazia, se equilibrando pelos caminhos, uma lata de areia para minha avó arear as panelas de ferro.
        [...] Atrás da horta havia chiqueiro onde três ou quatro porcos dormiam e comiam, sem desconfiar do futuro. Se eu fosse porco não engordava nunca, imaginava. Ia passar fome, fazer regime, para continuar vivendo.
        [...] Meu avô me convidou, naquela tarde, para me assentar ao seu lado nesse banco cansado. Pegou minha mão e, sem tirar os olhos do horizonte, me contou:
        O tempo tem uma boca imensa. Com sua boca do tamanho da eternidade ele vai devorando tudo, sem piedade. O tempo não tem pena. Mastiga rios, árvores, crepúsculos. Tritura os dias, as noites, o sol, a lua, as estrelas. Ele é o dono de tudo. Pacientemente ele engole todas as coisas, degustando nuvens, chuvas, terras, lavouras. Ele consome as histórias e saboreia os amores. Nada fica para depois do tempo.
        [...] As madrugadas, os sonhos, as decisões, duram na boca do tempo. Sua garganta traga as estações, os milênios, o ocidente, o oriente, tudo sem retorno. E nós, meu neto, marchamos em direção à boca do tempo.
        Meu avô foi abaixando a cabeça e seus olhos tocaram em nossas mãos entrelaçadas. Eu achei serem pingos de chuva as gotas rolando sobre os meus dedos, mas a noite estava clara, como tudo mais.

Queirós, Bartolomeu Campos. Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995.
Assinale a opção em que o trecho sublinhado NÃO é um adjunto adverbial.
Alternativas
Q3285340 Português
Texto 2 
Por parte de pai


        Debruçado na janela meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. Nascia lá em cima, entre casas miúdas e se espichava preguiçosa, morro abaixo. Morria depois da curva, num largo com sapataria, armazém, armarinho, farmácia, igreja, tudo perto da escola Maria Tangará, no Alto de São Francisco.
        [...] Eu brincava na rua, procurando o além dos olhos, entre pedras redondas e irregulares calçando a rua da Paciência. Depois das chuvas, essas pedras centenárias, cinza, ficavam lisas e limpas, cercadas de umidade e areia lavada. Nas enxurradas desciam lascas de malacheta brilhando como ouro e prata, conforme a luz do sol.
        [...] Meu avô, pela janela, me vigiava ou abençoava, até hoje não sei, com seu olhar espantado de quem vê cada coisa pela primeira vez. E aqueles que por ali passavam lhe cumprimentavam: "Oi, seu Queirós". Ele respondia e rimava: "Tem dó de nós". Minha avó, assentada na sala, fazendo bico de crochê em pano de prato, não via a rua.
        [...] O café, colhido no quintal da casa, dava para o ano todo, gabava meu avô, espalhando a colheita pelo chão de terreiro, para secar. O quintal se estendia para muito depois do olhar, acordando surpresa em cada sombra. Torrado em panela de ferro, o café era moído preso no portal da cozinha. O café do bule era grosso e forte, o da cafeteira, fraco e doce. Um para adultos e outro para crianças. O aroma do café se espalhava pela casa, despertando a vontade de mastigar queijo, saborear bolo de fubá, comer biscoito de polvilho, assado em forno de cupim. [...] Minha avó, coado o café, deixava o bule e a cafeteira sobre a mesa forrada com toalha de ponto cruz, e esperava as quitandeiras.
        Tudo se comprava na porta: verduras, leite, doces, pães. Com a caderneta do armazém comprava-se o que não podia ser plantado em casa. No final do mês, ao pagar a conta ganhava-se uma lata de marmelada.
        Depois do cafezal, na divisa com a serra, corria o córrego, fino e transparente. Tomávamos banho pelados, até a ponta dos dedos ficarem enrugadas. Meu avô raras vezes, nos fazia companhia.
        [...] Meu avô conhecia o nome das frutas. Na hora de voltar, ele trazia, se equilibrando pelos caminhos, uma lata de areia para minha avó arear as panelas de ferro.
        [...] Atrás da horta havia chiqueiro onde três ou quatro porcos dormiam e comiam, sem desconfiar do futuro. Se eu fosse porco não engordava nunca, imaginava. Ia passar fome, fazer regime, para continuar vivendo.
        [...] Meu avô me convidou, naquela tarde, para me assentar ao seu lado nesse banco cansado. Pegou minha mão e, sem tirar os olhos do horizonte, me contou:
        O tempo tem uma boca imensa. Com sua boca do tamanho da eternidade ele vai devorando tudo, sem piedade. O tempo não tem pena. Mastiga rios, árvores, crepúsculos. Tritura os dias, as noites, o sol, a lua, as estrelas. Ele é o dono de tudo. Pacientemente ele engole todas as coisas, degustando nuvens, chuvas, terras, lavouras. Ele consome as histórias e saboreia os amores. Nada fica para depois do tempo.
        [...] As madrugadas, os sonhos, as decisões, duram na boca do tempo. Sua garganta traga as estações, os milênios, o ocidente, o oriente, tudo sem retorno. E nós, meu neto, marchamos em direção à boca do tempo.
        Meu avô foi abaixando a cabeça e seus olhos tocaram em nossas mãos entrelaçadas. Eu achei serem pingos de chuva as gotas rolando sobre os meus dedos, mas a noite estava clara, como tudo mais.

Queirós, Bartolomeu Campos. Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995.
Assinale a opção que apresenta uma oração na voz passiva.
Alternativas
Q3285338 Português
Texto 2 
Por parte de pai


        Debruçado na janela meu avô espreitava a rua da Paciência, inclinada e estreita. Nascia lá em cima, entre casas miúdas e se espichava preguiçosa, morro abaixo. Morria depois da curva, num largo com sapataria, armazém, armarinho, farmácia, igreja, tudo perto da escola Maria Tangará, no Alto de São Francisco.
        [...] Eu brincava na rua, procurando o além dos olhos, entre pedras redondas e irregulares calçando a rua da Paciência. Depois das chuvas, essas pedras centenárias, cinza, ficavam lisas e limpas, cercadas de umidade e areia lavada. Nas enxurradas desciam lascas de malacheta brilhando como ouro e prata, conforme a luz do sol.
        [...] Meu avô, pela janela, me vigiava ou abençoava, até hoje não sei, com seu olhar espantado de quem vê cada coisa pela primeira vez. E aqueles que por ali passavam lhe cumprimentavam: "Oi, seu Queirós". Ele respondia e rimava: "Tem dó de nós". Minha avó, assentada na sala, fazendo bico de crochê em pano de prato, não via a rua.
        [...] O café, colhido no quintal da casa, dava para o ano todo, gabava meu avô, espalhando a colheita pelo chão de terreiro, para secar. O quintal se estendia para muito depois do olhar, acordando surpresa em cada sombra. Torrado em panela de ferro, o café era moído preso no portal da cozinha. O café do bule era grosso e forte, o da cafeteira, fraco e doce. Um para adultos e outro para crianças. O aroma do café se espalhava pela casa, despertando a vontade de mastigar queijo, saborear bolo de fubá, comer biscoito de polvilho, assado em forno de cupim. [...] Minha avó, coado o café, deixava o bule e a cafeteira sobre a mesa forrada com toalha de ponto cruz, e esperava as quitandeiras.
        Tudo se comprava na porta: verduras, leite, doces, pães. Com a caderneta do armazém comprava-se o que não podia ser plantado em casa. No final do mês, ao pagar a conta ganhava-se uma lata de marmelada.
        Depois do cafezal, na divisa com a serra, corria o córrego, fino e transparente. Tomávamos banho pelados, até a ponta dos dedos ficarem enrugadas. Meu avô raras vezes, nos fazia companhia.
        [...] Meu avô conhecia o nome das frutas. Na hora de voltar, ele trazia, se equilibrando pelos caminhos, uma lata de areia para minha avó arear as panelas de ferro.
        [...] Atrás da horta havia chiqueiro onde três ou quatro porcos dormiam e comiam, sem desconfiar do futuro. Se eu fosse porco não engordava nunca, imaginava. Ia passar fome, fazer regime, para continuar vivendo.
        [...] Meu avô me convidou, naquela tarde, para me assentar ao seu lado nesse banco cansado. Pegou minha mão e, sem tirar os olhos do horizonte, me contou:
        O tempo tem uma boca imensa. Com sua boca do tamanho da eternidade ele vai devorando tudo, sem piedade. O tempo não tem pena. Mastiga rios, árvores, crepúsculos. Tritura os dias, as noites, o sol, a lua, as estrelas. Ele é o dono de tudo. Pacientemente ele engole todas as coisas, degustando nuvens, chuvas, terras, lavouras. Ele consome as histórias e saboreia os amores. Nada fica para depois do tempo.
        [...] As madrugadas, os sonhos, as decisões, duram na boca do tempo. Sua garganta traga as estações, os milênios, o ocidente, o oriente, tudo sem retorno. E nós, meu neto, marchamos em direção à boca do tempo.
        Meu avô foi abaixando a cabeça e seus olhos tocaram em nossas mãos entrelaçadas. Eu achei serem pingos de chuva as gotas rolando sobre os meus dedos, mas a noite estava clara, como tudo mais.

Queirós, Bartolomeu Campos. Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995.
Assinale a opção em que a reescritura do trecho abaixo respeita a norma culta e o sentido do texto original.
"O café, colhido no quintal da casa, dava para o ano todo, gabava meu avô, espalhando a colheita pelo chão de terreiro, para secar." (4º §)
Alternativas
Q3285331 Português
Texto 1 

Redes sociais são amigas ou inimigas da saúde mental de jovens? 

    Com o uso generalizado e quase constante de redes sociais, têm surgido debates sobre seus impactos na salde mental, especialmente dos mais jovens. A popularização dessas preocupações levou pesquisadores de diversas áreas a se dedicarem a compreender as nuances dessa relação. Afinal, o que revelam as evidências sobre o tema? 

    A pesquisa de Sumer Vaid e outros autores introduziu o conceito de “sensibilidade as mídias sociais" para explorar como a relação entre o uso de mídias sociais e o bem-estar varia entre diferentes indivíduos e contextos. O estudo revelou que na média há uma pequena associação negativa entre o uso das redes e o bem-estar subsequente. Contudo essa associação variava muito a depender de outras características dos participantes. 

    Por exemplo, indivíduos com disposições psicológicas vulneráveis, como depressão, solidão ou insatisfação com a vida, tendiam a experimentar uma sensibilidade negativa mais acentuada em comparação com aqueles não vulneráveis, Além disso, certos contextos físicos e sociais de uso das redes intensificaram essa sensibilidade negativa, sugerindo que a sua influência na saúde mental é multifacetada e dependente do contexto. 

    Já Amy Orben e outros pesquisadores decidiram investigar como o uso de redes sociais influencia a satisfação com a vida apenas em certas fases de desenvolvimento, como a puberdade e a transição para a independência, aos 19 anos. Isso destaca como as transformações neurocognitivas e sociais da adolescência podem intensificar o impacto das redes. 

    Dado o papel crucial das interações nessa idade, as redes sociais, que medem aprovação social por meio de "curtidas"”, podem exacerbar preocupações com autoestima e aceitação. Apesar dessas descobertas, os autores recomendam mais estudos sobre o uso de mídias em diferentes estágios de desenvolvimento, para entender melhor essa interação e formular politicas de proteção à saúde mental dos adolescentes nesta era digital. 

    Nesse sentido, a psicóloga e pesquisadora Candice Odgers defende cautela para as interpretações das pesquisas que estabelecem uma ligação direta entre o uso de redes sociais e o surgimento de problemas de saúde mental. Odgers adverte que, apesar das preocupações legitimas acerca de seus impactos adversos, as evidências cientificas atuais não confirmam uma relação causal direta. Ela enfatiza a importância de distinguir entre correlação e causalidade e de considerar a influência de uma série de fatores genéticos e ambientais no bem-estar. 

    Então, enquanto algumas pesquisas sugerem uma associação negativa entre o uso de mídias sociais e a saúde mental, é crucial reconhecer a diversidade de experiências entre os usuários. Fatores como disposições psicológicas, contextos de uso e a natureza interativa das plataformas sociais desempenham papéis significativos nessa equação, de acordo com ponderações desses mesmos estudos.  

    O fato é que as redes vieram para ficar. Até o momento, os resultados das pesquisas enfatizam a importância de adotar uma perspectiva mais abrangente e individualizada ao examinar seus impactos.  

    Educadores, pais, legisladores e o setor de tecnologia precisam, antes de tudo, reconhecer a complexidade envolvida para então formular estratégias que minimizem os riscos associados ao uso dessas plataformas. No entanto, não podemos negligenciar os benefícios que elas oferecem, como a interação social com pessoas distantes e o acesso à informação, que podem ser benéficos para muitos. 

    Se não considerarmos esses fatores, corremos o risco de, ao buscar um culpado para os problemas de saúde mental de nossa época, ficarmos sem soluções efetivas e descartarmos o que há de bom.


BIZARRIA, Deborah. Folha de São Paulo, 5.4.24, 
Observe o período abaixo:
"Apesar dessas descobertas, os autores recomendam mais estudos sobre o uso de mídias em diferentes estágios de desenvolvimento, para entender melhor essa interação e formular políticas de proteção à saúde mental dos adolescentes nesta era digital." (5º §)

Assinale a opção que apresenta o número correto de orações do período acima.
Alternativas
Q3285169 Português

Texto 2


COBRANÇA


Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa, caminhando de um lado para outro. Carregava um cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos passantes: “Aqui mora uma devedora inadimplente.”


— Você não pode fazer isso comigo — protestou ela.


— Claro que posso — replicou ele. — Você comprou, não pagou. Você é uma devedora inadimplente. E eu sou o cobrador. Por diversas vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.


— Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta crise...


— Já sei - ironizou ele. — Você vai me dizer que por causa daquele ataque lá em Nova York seus negócios ficaram prejudicados. Problema seu, ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar. E é o que estou fazendo.


— Mas você podia fazer isso de uma forma mais discreta...


— Negativo. Já usei todas as formas discretas que podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada. Você fazia de conta que nada tinha a ver com o assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que não me restou outro recurso: vou ficar aqui, carregando esse cartaz, até você saldar a sua-divida.


Neste momento começou a chuviscar.


— Você vai se molhar — advertiu ela. — Vai acabar ficando doente.


— Ele riu, amargo:


— E dai? Se você esta preocupada com a minha saúde, pague o que deve.


— Posso lhe dar um guarda-chuva...


— Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um guarda-chuva.


Ela agora estava irritada:


— Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro. Afinal, você é meu marido, você mora aqui.


— Sou seu marido — retrucou ele — e você é minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e você é devedora. Eu a avisei: não compre essa geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora o pessoal lá da empresa de cobrança quer o dinheiro. O que você quer que eu faça? Que perca meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até você cumprir sua obrigação.


— Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava: continuava andando de um lado para o outro, diante da casa, carregando o seu cartaz.


SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001, 

Ao colocar o termo destacado no plural, o verbo também passa para o plural em: 
Alternativas
Respostas
221: B
222: A
223: C
224: D
225: D
226: A
227: B
228: D
229: C
230: E
231: B
232: D
233: A
234: D
235: E
236: E
237: C
238: D
239: C
240: B