Questões Militares Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Foram encontradas 1.401 questões

Q779933 Português
“A importância de um herói chamado bombeiro”
    A cidade dorme. Fatigada da labuta diária, esfalfada pelas suas ambições, extenuadas pelas suas lutas, abatida pelo excesso de sua vibração diurna, estafada pela febre das suas paixões. A cidade caiu no letargo de todas as noites. Calaram-se as últimas vozes da multidão, cessaram os últimos restos do trabalho e do prazer, recolheram-se os últimos notívagos, fecharam-se como túmulos todas as casas.
    Quem por aí, que já não tenha, ao menos uma vez tremido de susto e vibrado de emoção e entusiasmo ao ver o trabalho, ao admirar a coragem desses bravos bombeiros, e entre as chamas? [...]
    Espetáculos que, uma vez completados, nunca mais são esquecidos. É a luta dos pigmeus contra o briaréu de mil braços acessos. Este herói, rodando no ar sua machadinha com que golpeia como Vulcano, dentro de uma chuva de águas vivas; aquele que se debate, como Laocoonte, entre as roscas de serpentes ígneas; aquele outro, insensível às chamas que lhe remordem a face e as mãos, balança-se, pendurando a uma escada de corda, carregando um inválido, ou uma mulher, ou uma criança, que sua bravura arrancou das garras de uma horrenda morte. São as salamandras humanas, os gênios do fogo, não filho dele, mas seus inimigos, quando ele não para a vida.
    O Dia Nacional do Bombeiro não nasceu de uma simples homenagem aos valentes e destemidos guerreiros de fogo, da água e das alturas, mas sim da conquista, da luta e do reconhecimento da sociedade, como se vê no decreto nº 35.309, de 02 de abril de 1954, assinado pelo então Presidente do Brasil, Getúlio Vargas, que insistiu com o Dia Nacional do Bombeiro e a Semana de Prevenção Contra Incêndio. [...]
(Enio S.da Costa/Sargento Bombeiro e Educador, 10/07/2016. Disponível em: http://www.carlosbritto.com/artigo-do-leitor-a-importancia-deum-heroi-chamado-bombeiro/.) 
De acordo com o contexto em que estão inseridas os vocábulos podem expressar significados os mais diversos. Dentre os trechos abaixo, assinale a sugestão de substituição de palavras – em destaque no trecho – que traria prejuízo para o sentido original.
Alternativas
Q779930 Português
“A importância de um herói chamado bombeiro”
    A cidade dorme. Fatigada da labuta diária, esfalfada pelas suas ambições, extenuadas pelas suas lutas, abatida pelo excesso de sua vibração diurna, estafada pela febre das suas paixões. A cidade caiu no letargo de todas as noites. Calaram-se as últimas vozes da multidão, cessaram os últimos restos do trabalho e do prazer, recolheram-se os últimos notívagos, fecharam-se como túmulos todas as casas.
    Quem por aí, que já não tenha, ao menos uma vez tremido de susto e vibrado de emoção e entusiasmo ao ver o trabalho, ao admirar a coragem desses bravos bombeiros, e entre as chamas? [...]
    Espetáculos que, uma vez completados, nunca mais são esquecidos. É a luta dos pigmeus contra o briaréu de mil braços acessos. Este herói, rodando no ar sua machadinha com que golpeia como Vulcano, dentro de uma chuva de águas vivas; aquele que se debate, como Laocoonte, entre as roscas de serpentes ígneas; aquele outro, insensível às chamas que lhe remordem a face e as mãos, balança-se, pendurando a uma escada de corda, carregando um inválido, ou uma mulher, ou uma criança, que sua bravura arrancou das garras de uma horrenda morte. São as salamandras humanas, os gênios do fogo, não filho dele, mas seus inimigos, quando ele não para a vida.
    O Dia Nacional do Bombeiro não nasceu de uma simples homenagem aos valentes e destemidos guerreiros de fogo, da água e das alturas, mas sim da conquista, da luta e do reconhecimento da sociedade, como se vê no decreto nº 35.309, de 02 de abril de 1954, assinado pelo então Presidente do Brasil, Getúlio Vargas, que insistiu com o Dia Nacional do Bombeiro e a Semana de Prevenção Contra Incêndio. [...]
(Enio S.da Costa/Sargento Bombeiro e Educador, 10/07/2016. Disponível em: http://www.carlosbritto.com/artigo-do-leitor-a-importancia-deum-heroi-chamado-bombeiro/.) 
No 1º§ do texto, o discurso tem início através de um foco diferenciado ao objeto “cidade”. Em relação ao emprego da expressão “A cidade dorme.” pode-se reconhecer e compreender que para a expressão das ideias que se seguem, o significado atribuído ao termo “cidade” neste contexto indica:
Alternativas
Q769980 Português
No trecho “[...] as grandes apreensões de droga que povoam a mídia em geral, muitas vezes, não constituem um grande revés para o produtor ou traficante profissional” (l. 17-18), a palavra revés significa
Alternativas
Q766001 Português
Dentre as alternativas abaixo há uma palavra que não é sinônimo do termo sublinhado no fragmento: “Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações [...]”, identifique-a:
Alternativas
Q766000 Português
Complete as lacunas abaixo, com apenas um das palavras dos parênteses e, ao final, responda o que se pede. I. O professor não veio, _________ a reunião será cancelada. (por tanto /portanto) II. Eu concordei com meu pai, afinal minhas ideias foram _________às dele. (ao encontro / de encontro) III. É melhor você tirar o carro daí, _________ ele vai ficar manchado. (senão / se não). IV. Aquela equação passou _________. (despercebida/ desapercebida) Marque a alternativa CORRETA, na ordem de cima para baixo:
Alternativas
Q765999 Português
Observe o termo sublinhado no fragmento abaixo e marque a alternativa que apresenta a palavra que o substitui, sem alteração de sentido. “O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar”.
Alternativas
Q765996 Português

PARA QUE A EXISTÊNCIA VALHA A PENA…

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade, embora pareça que ainda estamos vivos.

Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.

Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.

Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: “Parar pra pensar, nem pensar! ”

O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.

Sem ter programado, a gente para pra pensar.

Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.

Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.

Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.

Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.

Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.

Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.

Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.

Parece fácil: “escrever a respeito das coisas é fácil”, já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.

Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.

Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas, mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.

E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

LUFT, Lia. Disponível em http://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/. Acesso em: 18 out. 2016.

Analise o sentido contextual do termo sublinhado em: “Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.”, e marque a alternativa em que se enquadra:
Alternativas
Q765959 Português
Leia os fragmentos abaixo: I - “Os gregos não escreviam obituários.” II - “Por fim, combata a mediocridade em todas as suas vertentes.” III - “Fazer escolhas implica renunciar a alguns desejos para viabilizar outros.” IV - “Analogamente, a aventura de uma vida de solteiro pode ceder espaço [...]” Os termos sublinhados correspondem semanticamente a:
Alternativas
Q765900 Português

Texto II

Densidade

    No meio do caminho tinha uma pedra porosa. Dava para ver seus grãos. Chegando mais perto, raios finíssimos de sol atravessavam a pedra. Mais perto ainda, um turbilhão, um pequeno redemoinho (uma galáxia minúscula) se movia lá dentro, no leve corpo da pedra.

    A pedra, no meio do caminho, era permeável: se chovesse, ficava encharcada. O vento do meio-dia a deixava com sono e sede. A neblina que às vezes baixava no fim da tarde invadia a pedra, no seu corpo as nuvens trafegavam sem pressa. Os sons passavam por ela e iam se extinguir em algum lugar desconhecido. Na pequena galáxia dentro da pedra havia pequenos planetas orbitando em torno de sóis de diamante.

(LISBOA, A. Caligrafias. Rio de Janeiro: Rocco, 2004)

No comentário “uma galáxia minúscula”, o sentido das palavras mantém a relação caracterizada da seguinte maneira:
Alternativas
Q765899 Português

Texto II

Densidade

    No meio do caminho tinha uma pedra porosa. Dava para ver seus grãos. Chegando mais perto, raios finíssimos de sol atravessavam a pedra. Mais perto ainda, um turbilhão, um pequeno redemoinho (uma galáxia minúscula) se movia lá dentro, no leve corpo da pedra.

    A pedra, no meio do caminho, era permeável: se chovesse, ficava encharcada. O vento do meio-dia a deixava com sono e sede. A neblina que às vezes baixava no fim da tarde invadia a pedra, no seu corpo as nuvens trafegavam sem pressa. Os sons passavam por ela e iam se extinguir em algum lugar desconhecido. Na pequena galáxia dentro da pedra havia pequenos planetas orbitando em torno de sóis de diamante.

(LISBOA, A. Caligrafias. Rio de Janeiro: Rocco, 2004)

Considerando a leitura global do texto, o melhor sinônimo para a palavra “densidade” é:
Alternativas
Q765894 Português

Texto I

Microscópio impulsionou descobertas

    Os microscópios ganharam a tecnologia básica de hoje a partir do começo do século 19. Mas, mesmo no século anterior, j á havia microscópios com form as semelhantes. No século 17, descobertas importantes foram feitas com esse tipo de aparelho. “Noventa por cento das descobertas em citologia, o estudo das células, foram feitas com microscópios rudimentares”, diz o biólogo Nelio Bizzo, especialista em ensino de biologia na Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo).

    “O microscópio é uma ferramenta indispensável para quem estuda biologia”, afirma Bizzo. “Deveria haver uma lei federal proibindo escolas de comprar computadores se não tiverem um microscópio.” Para o professor da USP, “quem vê uma foto de vírus, de bactérias, e que nunca manipulou um microscópio, não tem condição de entender como a foto foi feita”. O microscópio teve para a biologia o mesmo impacto que seu parente para ver mais longe, o telescópio, teve na astronomia. Graças ao telescópio foi possível enxergar novos planetas e novas luas girando em torno deles, e confirmar a hipótese de que a Terra não era o centro do universo, mas sim apenas mais um corpo celeste que girava em torno do Sol. G raças aos microscópios foi possível descobrir todo um novo mundo desconhecido da ciência: aquele dos seres vivos de dimensões muito pequenas, microscópicas, os chamados micróbios. Um dos mais notáveis pioneiros foi o holandês Antonie van Leeuwenhoek (1632-1723), o primeiro pesquisador a observar micróbios como bactérias e protozoários.

    Ele batizou esses seres de “animálculos”, pequenos animais que pôde observar na água ou no interior do próprio corpo humano. Nem todos podem hoje ser chamados de “animais”, mas com seus esforços Leeuwenhoek abriu toda uma área de pesquisa científica. Leeuwenhoek usava um microscópio de um modelo bem simples, que se constituía basicamente de duas placas de latão entre as quais havia apenas uma lente, com um parafuso ajustável para manter o espécime sendo observado. Apesar da simplicidade do microscópio, ele conseguiu enxergar as bactérias, pela primeira vez em 1676, com um instrumento que tinha uma ampliação de no máximo 280 vezes.

    Tanto telescópios como microscópios surgiram no momento em que se criaram as bases da ciência moderna, a chamada Revolução Científica. Eles foram tanto causa como efeito dessa revolução.

(Adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1S119821.htm)

Na frase “O microscópio teve para a biologia o mesmo impacto que seu parente para ver mais longe, o telescópio, teve na astronomia”, uma relação entre o microscópio e o telescópio é estabelecida por:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UFPR Órgão: PM-PR Prova: UFPR - 2016 - PM-PR - Aspirante |
Q2015227 Português
A épica narrativa de nosso caminho até aqui

       Quando viajamos para o exterior, muitas vezes passamos pela experiência de aprender mais sobre o nosso país. Ao nos depararmos com uma realidade diferente daquela em que estamos imersos cotidianamente, o estranhamento serve de alerta: deve haver uma razão, um motivo, para que as coisas funcionem em cada lugar de um jeito. Presentes diferentes só podem resultar de passados diferentes. Essa constatação pode ser um poderoso impulso para conhecer melhor a nossa história.

     Algo assim vem ocorrendo no campo de estudos sobre o Sistema Solar. O florescimento da busca de planetas extrassolares – aqueles que orbitam em torno de outras estrelas – equivaleu a dar uma espiadinha no país vizinho, para ver como vivem “seus habitantes”. Os resultados são surpreendentes. Em certos sistemas, os planetas estão tão perto de suas estrelas que completam uma órbita em poucos dias. Muitos são gigantes feitos de gás, e alguns chegam a possuir mais de seis vezes a massa e quase sete vezes o raio de Júpiter, o grandalhão do nosso sistema. Já os nossos planetas rochosos, classe em que se enquadram Terra, Mercúrio, Vênus e Marte, parecem ser mais bem raros do que imaginávamos a princípio.

      A constatação de que somos quase um ponto fora da curva (pelo menos no que tange ao nosso atual estágio de conhecimento de sistemas planetários) provocou os astrônomos a formular novas teorias para explicar como o Sistema Solar adquiriu sua atual configuração. Isso implica responder perguntas tais como quando se formaram os planetas gasosos, por que estão nas órbitas em que estão hoje, de que forma os planetas rochosos surgiram etc.

        Nosso artigo de capa traz algumas das respostas que foram formuladas nos últimos 15 a 20 anos. Embora não sejam consensuais, teorias como o Grand Tack, o Grande Ataque e o Modelo de Nice têm desfrutado de grande prestígio na comunidade astronômica e oferecem uma fascinante narrativa da cadeia de eventos que pode ter permitido o surgimento da Terra e, em última instância, da vida por aqui. [...]


(Paulo Nogueira, editorial de Scientific American – Brasil – n o 168, junho 2016.)
Ser “quase um ponto fora da curva” significa:
Alternativas
Q1367693 Português
Assinale a opção em que a expressão destacada pode ser associada à ideia de prudência:
Alternativas
Q1367683 Português
Há correspondência de significados entre as palavras destacadas em:
Alternativas
Q1367682 Português
A palavra ou expressão destacada que pode ser substituída pela palavra sempre é:
Alternativas
Q1353332 Português
SAYÃO, Rosely. É hora de me virar sozinho? Folha de Sãp Paulo, 1º Nov. 2014. P.07. Folhateen

No trecho “E você a encarou bem chateado” (I.2/3), o vocábulo destacado, de acordo com o contexto, significa olhar de maneira 
Alternativas
Q1353331 Português
SAYÃO, Rosely. É hora de me virar sozinho? Folha de Sãp Paulo, 1º Nov. 2014. P.07. Folhateen

Marque a única opção em que a expressão representa o antônimo do termo destacado no trecho mas ele chegou muito cansado e disse que teria que ficar para outra dia; você ficou megafrustrado” (I. 5/6).
Alternativas
Q1353321 Português
MÚLTIPLA-ESCOLHA
(Marque com um "X" a única opção que atende ao que é solicitado na questão).


DIAFÉRIA, Lourenço in Antologia Escolar. Cel.Prof.Iguamir Anotonio T. Marçal - coordenador - Rio de janeiro;Biblioteca do Exército, v.1, 1995.

Marque a opção em que a palavra destacada desempenha a mesma função que a destacada em “Foi colocada na sala, onde permaneceu o dia inteiro” (I.3/4)
Alternativas
Q1353295 Português

As intermitências da morte


No dia seguinte ninguém morreu. O fato, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenômeno semelhante, passar-se um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e noturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar. [...] Sangue, porém, houve-o, e não pouco. Desvairados, confusos, aflitos, dominando a custo as náuseas, os bombeiros extraíam da amálgama dos destroços míseros corpos humanos que, de acordo com a lógica matemática das colisões, deveríam estar mortos e bem mortos, mas que, apesar da gravidade dos ferimentos e dos traumatismos sofridos, se mantinham vivos e assim eram transportados aos hospitais, ao som das dilacerantes sereias das ambulâncias. Nenhuma dessas pessoas morrería no caminho e todas iriam desmentir os mais pessimistas prognósticos médicos, Esse pobre diabo não tem remédio possível, nem valia a pena perder tempo a operá-lo, dizia o cirurgião à enfermeira enquanto esta lhe ajustava a máscara à cara. Realmente, talvez não houvesse salvação para o coitado no dia anterior, mas o que estava claro é que a vítima se recusava a morrer neste. E o que acontecia aqui, acontecia em todo o país. [...] Já tínhamos passado ao dia seguinte, e nele, como se informou logo no princípio deste relato, ninguém iria morrer. [...]

SARAMAGO, José. As intermitências da morte. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 11-12


José Saramago foi o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Nascido em Portugal, seus romances e contos trazem características particulares quanto à pontuação e a utilização de parágrafos de forma diferenciada. No seu romance, ‘‘As intermitências da morte”, percebe-se a morte como personagem principal. De acordo com trecho do livro reproduzido acima, responda aos itens a seguir. 

Em “[...] quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar” (L.08/09), a palavra “mutuamente” pode ser substituída sem mudança de sentido por:
Alternativas
Q1344379 Português
Dentro do contexto em que está inserido, o verbo superar (3º quadrinho) pode ser substituído por vários sinônimos, exceto por:
Alternativas
Respostas
481: C
482: A
483: D
484: A
485: C
486: D
487: B
488: B
489: B
490: C
491: B
492: A
493: B
494: A
495: D
496: B
497: D
498: E
499: B
500: B