Questões Militares Sobre português

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Q666969 Português
O direito ao cuidado
A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou a aprovação da Convenção Interamericana sobre a Proteção dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas. Seu conteúdo estabelece novos direitos significativos frente ao desafio regional de pensar políticas públicas.
A convenção reconhece o direito ao cuidado, que envolve o desenvolvimento efetivo de um sistema integral de assistência e apoio às pessoas idosas, representando uma mudança de paradigma na concepção tradicional de abordagem de políticas públicas na matéria.
O direito ao cuidado talvez seja um dos temas mais inovadores da convenção, com potencial para transformar em políticas públicas uma tarefa que historicamente esteve reservada ao âmbito privado, com evidente sobrecarga para as mulheres.
(Pepe Vargas; Paulo Abrão. www.folha.uol.com.br. Adaptado)
A frase escrita de acordo com as regras de concordância nominal da norma-padrão da língua portuguesa é:
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Q666968 Português
O direito ao cuidado
A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou a aprovação da Convenção Interamericana sobre a Proteção dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas. Seu conteúdo estabelece novos direitos significativos frente ao desafio regional de pensar políticas públicas.
A convenção reconhece o direito ao cuidado, que envolve o desenvolvimento efetivo de um sistema integral de assistência e apoio às pessoas idosas, representando uma mudança de paradigma na concepção tradicional de abordagem de políticas públicas na matéria.
O direito ao cuidado talvez seja um dos temas mais inovadores da convenção, com potencial para transformar em políticas públicas uma tarefa que historicamente esteve reservada ao âmbito privado, com evidente sobrecarga para as mulheres.
(Pepe Vargas; Paulo Abrão. www.folha.uol.com.br. Adaptado)
A expressão empregada em conformidade com as regras de regência verbal da norma-padrão da língua portuguesa está destacada em:
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Q666967 Português
O direito ao cuidado
A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou a aprovação da Convenção Interamericana sobre a Proteção dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas. Seu conteúdo estabelece novos direitos significativos frente ao desafio regional de pensar políticas públicas.
A convenção reconhece o direito ao cuidado, que envolve o desenvolvimento efetivo de um sistema integral de assistência e apoio às pessoas idosas, representando uma mudança de paradigma na concepção tradicional de abordagem de políticas públicas na matéria.
O direito ao cuidado talvez seja um dos temas mais inovadores da convenção, com potencial para transformar em políticas públicas uma tarefa que historicamente esteve reservada ao âmbito privado, com evidente sobrecarga para as mulheres.
(Pepe Vargas; Paulo Abrão. www.folha.uol.com.br. Adaptado)
Atendendo às regras de regência nominal da norma- -padrão da língua portuguesa, a expressão em destaque no terceiro parágrafo — potencial para — pode ser substituída corretamente por:
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Q666966 Português
O direito ao cuidado
A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou a aprovação da Convenção Interamericana sobre a Proteção dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas. Seu conteúdo estabelece novos direitos significativos frente ao desafio regional de pensar políticas públicas.
A convenção reconhece o direito ao cuidado, que envolve o desenvolvimento efetivo de um sistema integral de assistência e apoio às pessoas idosas, representando uma mudança de paradigma na concepção tradicional de abordagem de políticas públicas na matéria.
O direito ao cuidado talvez seja um dos temas mais inovadores da convenção, com potencial para transformar em políticas públicas uma tarefa que historicamente esteve reservada ao âmbito privado, com evidente sobrecarga para as mulheres.
(Pepe Vargas; Paulo Abrão. www.folha.uol.com.br. Adaptado)
A palavra matéria, em destaque no segundo parágrafo, faz referência
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Q666965 Português
O direito ao cuidado
A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou a aprovação da Convenção Interamericana sobre a Proteção dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas. Seu conteúdo estabelece novos direitos significativos frente ao desafio regional de pensar políticas públicas.
A convenção reconhece o direito ao cuidado, que envolve o desenvolvimento efetivo de um sistema integral de assistência e apoio às pessoas idosas, representando uma mudança de paradigma na concepção tradicional de abordagem de políticas públicas na matéria.
O direito ao cuidado talvez seja um dos temas mais inovadores da convenção, com potencial para transformar em políticas públicas uma tarefa que historicamente esteve reservada ao âmbito privado, com evidente sobrecarga para as mulheres.
(Pepe Vargas; Paulo Abrão. www.folha.uol.com.br. Adaptado)
Um antônimo para o termo significativos, em destaque no primeiro parágrafo, é:
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Q666964 Português
O direito ao cuidado
A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou a aprovação da Convenção Interamericana sobre a Proteção dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas. Seu conteúdo estabelece novos direitos significativos frente ao desafio regional de pensar políticas públicas.
A convenção reconhece o direito ao cuidado, que envolve o desenvolvimento efetivo de um sistema integral de assistência e apoio às pessoas idosas, representando uma mudança de paradigma na concepção tradicional de abordagem de políticas públicas na matéria.
O direito ao cuidado talvez seja um dos temas mais inovadores da convenção, com potencial para transformar em políticas públicas uma tarefa que historicamente esteve reservada ao âmbito privado, com evidente sobrecarga para as mulheres.
(Pepe Vargas; Paulo Abrão. www.folha.uol.com.br. Adaptado)
De acordo com o texto, o caráter inovador da convenção está em
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Q666963 Português
Assinale a alternativa em que a vírgula é empregada com o mesmo propósito com que foi usada na fala de Eddie Sortudo — O mesmo elmo que eu sempre uso, chefe.
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Q666962 Português
No segundo quadrinho, Hagar se surpreende com a resposta de Eddie Sortudo, pois este interpretou sua pergunta com sentido
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Q666961 Português
Stephen Hawking lança programa que vai buscar vida extraterrestre
O cientista britânico Stephen Hawking anunciou, nesta segunda-feira (20.07.2015), o início da maior busca de vida extraterrestre já realizada, com um projeto de 10 anos, que pretende escanear o espaço à procura de sinais de vida inteligente.
O projeto Breakthrough Listen, apoiado pelo empreendedor russo Yuri Milner, custará US$ 100 milhões e será a tentativa mais poderosa, completa e intensiva de encontrar sinais de vida extraterrestre no universo.
“Em um universo infinito, devem existir outros casos de vida. Pode ser que, em algum lugar do cosmos, talvez exista vida inteligente”, declarou Hawking.
(http://g1.globo.com. Adaptado)
“Em um universo infinito, devem existir outros casos de vida. Pode ser que, em algum lugar do cosmos, talvez exista vida inteligente”, declarou Hawking. No contexto dado, as formas verbais devem existir e exista podem ser substituídas conforme a norma-padrão da língua portuguesa, respectivamente, por
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Q666960 Português
Stephen Hawking lança programa que vai buscar vida extraterrestre
O cientista britânico Stephen Hawking anunciou, nesta segunda-feira (20.07.2015), o início da maior busca de vida extraterrestre já realizada, com um projeto de 10 anos, que pretende escanear o espaço à procura de sinais de vida inteligente.
O projeto Breakthrough Listen, apoiado pelo empreendedor russo Yuri Milner, custará US$ 100 milhões e será a tentativa mais poderosa, completa e intensiva de encontrar sinais de vida extraterrestre no universo.
“Em um universo infinito, devem existir outros casos de vida. Pode ser que, em algum lugar do cosmos, talvez exista vida inteligente”, declarou Hawking.
(http://g1.globo.com. Adaptado)
“Em um universo infinito, devem existir outros casos de vida. Pode ser que, em algum lugar do cosmos, talvez exista vida inteligente”, declarou Hawking.  Na opinião de Stephen Hawking,
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Q666959 Português
Stephen Hawking lança programa que vai buscar vida extraterrestre
O cientista britânico Stephen Hawking anunciou, nesta segunda-feira (20.07.2015), o início da maior busca de vida extraterrestre já realizada, com um projeto de 10 anos, que pretende escanear o espaço à procura de sinais de vida inteligente.
O projeto Breakthrough Listen, apoiado pelo empreendedor russo Yuri Milner, custará US$ 100 milhões e será a tentativa mais poderosa, completa e intensiva de encontrar sinais de vida extraterrestre no universo.
“Em um universo infinito, devem existir outros casos de vida. Pode ser que, em algum lugar do cosmos, talvez exista vida inteligente”, declarou Hawking.
(http://g1.globo.com. Adaptado)
O projeto de Stephen Hawking tem previsão para ser realizado___________10 anos. Para que a frase reproduza as informações do texto, a lacuna deverá ser preenchida com:
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Q666958 Português
Stephen Hawking lança programa que vai buscar vida extraterrestre
O cientista britânico Stephen Hawking anunciou, nesta segunda-feira (20.07.2015), o início da maior busca de vida extraterrestre já realizada, com um projeto de 10 anos, que pretende escanear o espaço à procura de sinais de vida inteligente.
O projeto Breakthrough Listen, apoiado pelo empreendedor russo Yuri Milner, custará US$ 100 milhões e será a tentativa mais poderosa, completa e intensiva de encontrar sinais de vida extraterrestre no universo.
“Em um universo infinito, devem existir outros casos de vida. Pode ser que, em algum lugar do cosmos, talvez exista vida inteligente”, declarou Hawking.
(http://g1.globo.com. Adaptado)
Segundo informações do texto, o projeto de Stephen Hawking
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Q666957 Português
Stephen Hawking lança programa que vai buscar vida extraterrestre
O cientista britânico Stephen Hawking anunciou, nesta segunda-feira (20.07.2015), o início da maior busca de vida extraterrestre já realizada, com um projeto de 10 anos, que pretende escanear o espaço à procura de sinais de vida inteligente.
O projeto Breakthrough Listen, apoiado pelo empreendedor russo Yuri Milner, custará US$ 100 milhões e será a tentativa mais poderosa, completa e intensiva de encontrar sinais de vida extraterrestre no universo.
“Em um universo infinito, devem existir outros casos de vida. Pode ser que, em algum lugar do cosmos, talvez exista vida inteligente”, declarou Hawking.
(http://g1.globo.com. Adaptado)
O sentido de escanear, em destaque no primeiro pará­grafo, compreende a ação de
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Q666956 Português
Stephen Hawking lança programa que vai buscar vida extraterrestre
O cientista britânico Stephen Hawking anunciou, nesta segunda-feira (20.07.2015), o início da maior busca de vida extraterrestre já realizada, com um projeto de 10 anos, que pretende escanear o espaço à procura de sinais de vida inteligente.
O projeto Breakthrough Listen, apoiado pelo empreendedor russo Yuri Milner, custará US$ 100 milhões e será a tentativa mais poderosa, completa e intensiva de encontrar sinais de vida extraterrestre no universo.
“Em um universo infinito, devem existir outros casos de vida. Pode ser que, em algum lugar do cosmos, talvez exista vida inteligente”, declarou Hawking.
(http://g1.globo.com. Adaptado)
De acordo com o texto, o projeto de Stephen Hawking caracteriza-se por ser
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Q666955 Português
Ao usar o termo semiaberto, a personagem estabelece uma comparação entre o casamento e
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Q666386 Português

                                 Os astrônomos

      O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Certo dia vi moscas na cara de um, roendo o canto do olho, entrando no olho. E o olho sem se mexer, como se o menino estivesse morto. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterram. Abandonei os cadernos e as auréolas, não deixei que as moscas me comessem. Assim, aos nove anos ainda não sabia ler. [...]

      Emília respondeu com uma pergunta que me espantou. Por que não me arriscava a tentar a leitura sozinho?

      Longamente lhe expus a minha fraqueza mental, a impossibilidade de compreender as palavras difíceis, sobretudo na ordem terrível em que se juntavam. Se eu fosse como os outros, bem; mas era bruto em demasia, todos me achavam bruto em demasia.

      Emília combateu a minha convicção, falou-me dos astrônomos, indivíduos que liam no céu, percebiam tudo quanto há no céu. [...] Ora, se eles enxergavam coisas tão distantes, por que não conseguiria eu adivinhar a página aberta diante dos meus olhos? Não distinguia as letras? Não sabia reuni-las e formar palavras?

      Matutei na lembrança de Emília. Eu, os astrônomos, que doidice! Ler as coisas do céu, quem havia de supor? E tomei coragem, fui esconder-me no quintal, com lobos, o homem, a mulher, os pequenos, a tempestade na floresta, a cabana do lenhador. Reli as folhas já percorridas. E as partes que se esclareciam derramavam escassa luz sobre os pontos obscuros. Personagens diminutas cresciam, vagarosamente me penetravam a inteligência espessa. Vagarosamente.

      Os astrônomos eram formidáveis. Eu, pobre de mim, não desvendaria os segredos do céu. Preso à terra, sensibilizar-me-ia com histórias tristes, em que há homens perseguidos, mulheres e crianças abandonadas, escuridão e animais ferozes.

(Graciliano Ramos (1892/1953). “Os astrônomos”, in: Infância. Rio de Janeiro: Record, 2006. Adaptado.) 

Confrontando a fala presente na imagem abaixo com o conteúdo do texto em análise, é correto afirmar que

Imagem associada para resolução da questão

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Q666385 Português

                                 Os astrônomos

      O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Certo dia vi moscas na cara de um, roendo o canto do olho, entrando no olho. E o olho sem se mexer, como se o menino estivesse morto. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterram. Abandonei os cadernos e as auréolas, não deixei que as moscas me comessem. Assim, aos nove anos ainda não sabia ler. [...]

      Emília respondeu com uma pergunta que me espantou. Por que não me arriscava a tentar a leitura sozinho?

      Longamente lhe expus a minha fraqueza mental, a impossibilidade de compreender as palavras difíceis, sobretudo na ordem terrível em que se juntavam. Se eu fosse como os outros, bem; mas era bruto em demasia, todos me achavam bruto em demasia.

      Emília combateu a minha convicção, falou-me dos astrônomos, indivíduos que liam no céu, percebiam tudo quanto há no céu. [...] Ora, se eles enxergavam coisas tão distantes, por que não conseguiria eu adivinhar a página aberta diante dos meus olhos? Não distinguia as letras? Não sabia reuni-las e formar palavras?

      Matutei na lembrança de Emília. Eu, os astrônomos, que doidice! Ler as coisas do céu, quem havia de supor? E tomei coragem, fui esconder-me no quintal, com lobos, o homem, a mulher, os pequenos, a tempestade na floresta, a cabana do lenhador. Reli as folhas já percorridas. E as partes que se esclareciam derramavam escassa luz sobre os pontos obscuros. Personagens diminutas cresciam, vagarosamente me penetravam a inteligência espessa. Vagarosamente.

      Os astrônomos eram formidáveis. Eu, pobre de mim, não desvendaria os segredos do céu. Preso à terra, sensibilizar-me-ia com histórias tristes, em que há homens perseguidos, mulheres e crianças abandonadas, escuridão e animais ferozes.

(Graciliano Ramos (1892/1953). “Os astrônomos”, in: Infância. Rio de Janeiro: Record, 2006. Adaptado.) 

A mesma classificação sintática do termo destacado a seguir: “Eu, pobre de mim, não desvendaria os segredos do céu.” pode ser identificada também em: 
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Q666384 Português

                                 Os astrônomos

      O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Certo dia vi moscas na cara de um, roendo o canto do olho, entrando no olho. E o olho sem se mexer, como se o menino estivesse morto. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterram. Abandonei os cadernos e as auréolas, não deixei que as moscas me comessem. Assim, aos nove anos ainda não sabia ler. [...]

      Emília respondeu com uma pergunta que me espantou. Por que não me arriscava a tentar a leitura sozinho?

      Longamente lhe expus a minha fraqueza mental, a impossibilidade de compreender as palavras difíceis, sobretudo na ordem terrível em que se juntavam. Se eu fosse como os outros, bem; mas era bruto em demasia, todos me achavam bruto em demasia.

      Emília combateu a minha convicção, falou-me dos astrônomos, indivíduos que liam no céu, percebiam tudo quanto há no céu. [...] Ora, se eles enxergavam coisas tão distantes, por que não conseguiria eu adivinhar a página aberta diante dos meus olhos? Não distinguia as letras? Não sabia reuni-las e formar palavras?

      Matutei na lembrança de Emília. Eu, os astrônomos, que doidice! Ler as coisas do céu, quem havia de supor? E tomei coragem, fui esconder-me no quintal, com lobos, o homem, a mulher, os pequenos, a tempestade na floresta, a cabana do lenhador. Reli as folhas já percorridas. E as partes que se esclareciam derramavam escassa luz sobre os pontos obscuros. Personagens diminutas cresciam, vagarosamente me penetravam a inteligência espessa. Vagarosamente.

      Os astrônomos eram formidáveis. Eu, pobre de mim, não desvendaria os segredos do céu. Preso à terra, sensibilizar-me-ia com histórias tristes, em que há homens perseguidos, mulheres e crianças abandonadas, escuridão e animais ferozes.

(Graciliano Ramos (1892/1953). “Os astrônomos”, in: Infância. Rio de Janeiro: Record, 2006. Adaptado.) 

O emprego do verbo “haver”, no último parágrafo, torna-o impessoal, de acordo com o significado apresentado. O mesmo ocorre em:
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Q666381 Português

                                 Os astrônomos

      O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Certo dia vi moscas na cara de um, roendo o canto do olho, entrando no olho. E o olho sem se mexer, como se o menino estivesse morto. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterram. Abandonei os cadernos e as auréolas, não deixei que as moscas me comessem. Assim, aos nove anos ainda não sabia ler. [...]

      Emília respondeu com uma pergunta que me espantou. Por que não me arriscava a tentar a leitura sozinho?

      Longamente lhe expus a minha fraqueza mental, a impossibilidade de compreender as palavras difíceis, sobretudo na ordem terrível em que se juntavam. Se eu fosse como os outros, bem; mas era bruto em demasia, todos me achavam bruto em demasia.

      Emília combateu a minha convicção, falou-me dos astrônomos, indivíduos que liam no céu, percebiam tudo quanto há no céu. [...] Ora, se eles enxergavam coisas tão distantes, por que não conseguiria eu adivinhar a página aberta diante dos meus olhos? Não distinguia as letras? Não sabia reuni-las e formar palavras?

      Matutei na lembrança de Emília. Eu, os astrônomos, que doidice! Ler as coisas do céu, quem havia de supor? E tomei coragem, fui esconder-me no quintal, com lobos, o homem, a mulher, os pequenos, a tempestade na floresta, a cabana do lenhador. Reli as folhas já percorridas. E as partes que se esclareciam derramavam escassa luz sobre os pontos obscuros. Personagens diminutas cresciam, vagarosamente me penetravam a inteligência espessa. Vagarosamente.

      Os astrônomos eram formidáveis. Eu, pobre de mim, não desvendaria os segredos do céu. Preso à terra, sensibilizar-me-ia com histórias tristes, em que há homens perseguidos, mulheres e crianças abandonadas, escuridão e animais ferozes.

(Graciliano Ramos (1892/1953). “Os astrônomos”, in: Infância. Rio de Janeiro: Record, 2006. Adaptado.) 

De acordo com o conteúdo textual, ou seja, a progressão dos fatos apresentados e a exposição de sentimentos e reflexões vividas pelo personagem, é possível sintetizar a ideia central em:
Alternativas
Q666380 Português

                                 Os astrônomos

      O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Certo dia vi moscas na cara de um, roendo o canto do olho, entrando no olho. E o olho sem se mexer, como se o menino estivesse morto. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterram. Abandonei os cadernos e as auréolas, não deixei que as moscas me comessem. Assim, aos nove anos ainda não sabia ler. [...]

      Emília respondeu com uma pergunta que me espantou. Por que não me arriscava a tentar a leitura sozinho?

      Longamente lhe expus a minha fraqueza mental, a impossibilidade de compreender as palavras difíceis, sobretudo na ordem terrível em que se juntavam. Se eu fosse como os outros, bem; mas era bruto em demasia, todos me achavam bruto em demasia.

      Emília combateu a minha convicção, falou-me dos astrônomos, indivíduos que liam no céu, percebiam tudo quanto há no céu. [...] Ora, se eles enxergavam coisas tão distantes, por que não conseguiria eu adivinhar a página aberta diante dos meus olhos? Não distinguia as letras? Não sabia reuni-las e formar palavras?

      Matutei na lembrança de Emília. Eu, os astrônomos, que doidice! Ler as coisas do céu, quem havia de supor? E tomei coragem, fui esconder-me no quintal, com lobos, o homem, a mulher, os pequenos, a tempestade na floresta, a cabana do lenhador. Reli as folhas já percorridas. E as partes que se esclareciam derramavam escassa luz sobre os pontos obscuros. Personagens diminutas cresciam, vagarosamente me penetravam a inteligência espessa. Vagarosamente.

      Os astrônomos eram formidáveis. Eu, pobre de mim, não desvendaria os segredos do céu. Preso à terra, sensibilizar-me-ia com histórias tristes, em que há homens perseguidos, mulheres e crianças abandonadas, escuridão e animais ferozes.

(Graciliano Ramos (1892/1953). “Os astrônomos”, in: Infância. Rio de Janeiro: Record, 2006. Adaptado.) 

Considerando a norma padrão da língua, há incorreção no uso do acento indicador de crase em “Preso à terra, [...]” (6º§), pois a crase não ocorre
Alternativas
Respostas
8561: C
8562: B
8563: A
8564: C
8565: D
8566: B
8567: A
8568: B
8569: D
8570: B
8571: C
8572: C
8573: B
8574: A
8575: D
8576: C
8577: C
8578: D
8579: B
8580: D