Questões Militares Sobre português
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Assinale a opção que indica corretamente o sentido da palavra destacada no trecho;
"[...]o estado de exaltação diante do inebriante ganho de tempo e expansão de conhecimento proporcionado pela era digital começa a ser mitiqado[...].”
"Língua, religião e alta cultura são os únicos componentes de uma nação que podem sobreviver quando ela chega ao término da sua duração histórica. São os valores universais, que, por servirem a toda a humanidade e não somente ao povo em que se originaram, justificam que ele seja lembrado e admirado por outros povos. A economia e as instituições são apenas o suporte, local e temporário, de que a nação se utiliza para seguir vivendo enquanto gera os símbolos nos quais sua imagem permanecerá guando ela própria já não existir." (Olavo de Carvalho)
Com relação ao emprego da vírgula no período destacado, assinale a opção em que o comentário está correto.
Leia a frase abaixo.
Carlos é trabalhador, ao passo que seus irmãos não gostam de trabalhar.
Assinale a opção em que o significado da locução destacada está indicado corretamente.
Assinale a opção que identifica corretamente o tipo de estrutura argumentativa do enunciado abaixo.
"[...]Segundo pesquisa recente, quem envereda pela pantagruélica massa de páginas da internet, dedica, em média, não mais de dez segundos a cada uma que acessa." (Dorrit Harazim)
O altruísmo ainda tem lugar no mundo contemporâneo?
O altruísmo tem por base a preocupação de um ser humano para com outro ser humano. Este sentimento está cada vez mais raro e menos valorizado no mundo atual. Vivemos em uma sociedade onde ações, gestos e preocupações de um indivíduo para com seu semelhante estão se tornando exceções, quando na verdade deveriam ser a regra. Hoje percebemos um grande egoísmo do homem em tudo o que faz, e em todas as coisas e objetivos que quer atingir. Em nosso dia a dia valorizamos muito pouco os pequenos gestos de ajuda e colaboração.
Vejam os casos relatados diariamente nos jornais e nas TVs, o ser humano não pensa a longo prazo, pois o que hoje acontece com o outro um dia poderá acontecer com você. O curioso é que as manifestações de altruísmo surgem quando nos deparamos com grandes tragédias. Nesses casos, como nos terremotos do Haiti e do Japão ou das enchentes no Rio de Janeiro, existe uma grande comoção, todos procuram notícias, tentam ajudar e são solidários com as pessoas afetadas.
Esses casos nos levam às seguintes questões: Será que ainda podemos acreditar que é possível melhorar a sociedade em que vivemos? Será que ainda há esperança de um dia vermos os seres humanos preocupados com outros seres humanos? Por que o sentimento de solidariedade se manifesta, com grande ênfase, nos casos de tragédias de grande repercussão e muito pouco nos pequenos acontecimentos de nosso cotidiano?
Infelizmente ser altruísta está fora de moda, ter preocupação com seu semelhante parece que não acompanhou a velocidade das mudanças da sociedade contemporânea, a internet e as redes sociais substituíram o contato pessoal e aquele bom papo onde duas ou mais pessoas se conheciam, ficavam amigas, contavam seus problemas e se ajudavam mutuamente.
A banalização dos crimes e do “vou conquistar o que quero a qualquer preço”, mesmo que tenha que passar por cima de alguém, está deteriorando valores que faziam a vida ser mais justa, mais fraterna e mais humana. Ser solidário, companheiro, amigo e altruísta, entre tantos outros bons sentimentos, precisam ser resgatados para que se possa pensar, em longo prazo, numa sociedade onde sejamos menos desiguais e mais fraternos.
(Disponível em: http://tribunadoreconcavo.com/o-altruismo-ainda-tem-lugar-no-mundo-contemporaneo/. Editado por Tribuna do Recôncavo| Blog do Rossano.)
O altruísmo ainda tem lugar no mundo contemporâneo?
O altruísmo tem por base a preocupação de um ser humano para com outro ser humano. Este sentimento está cada vez mais raro e menos valorizado no mundo atual. Vivemos em uma sociedade onde ações, gestos e preocupações de um indivíduo para com seu semelhante estão se tornando exceções, quando na verdade deveriam ser a regra. Hoje percebemos um grande egoísmo do homem em tudo o que faz, e em todas as coisas e objetivos que quer atingir. Em nosso dia a dia valorizamos muito pouco os pequenos gestos de ajuda e colaboração.
Vejam os casos relatados diariamente nos jornais e nas TVs, o ser humano não pensa a longo prazo, pois o que hoje acontece com o outro um dia poderá acontecer com você. O curioso é que as manifestações de altruísmo surgem quando nos deparamos com grandes tragédias. Nesses casos, como nos terremotos do Haiti e do Japão ou das enchentes no Rio de Janeiro, existe uma grande comoção, todos procuram notícias, tentam ajudar e são solidários com as pessoas afetadas.
Esses casos nos levam às seguintes questões: Será que ainda podemos acreditar que é possível melhorar a sociedade em que vivemos? Será que ainda há esperança de um dia vermos os seres humanos preocupados com outros seres humanos? Por que o sentimento de solidariedade se manifesta, com grande ênfase, nos casos de tragédias de grande repercussão e muito pouco nos pequenos acontecimentos de nosso cotidiano?
Infelizmente ser altruísta está fora de moda, ter preocupação com seu semelhante parece que não acompanhou a velocidade das mudanças da sociedade contemporânea, a internet e as redes sociais substituíram o contato pessoal e aquele bom papo onde duas ou mais pessoas se conheciam, ficavam amigas, contavam seus problemas e se ajudavam mutuamente.
A banalização dos crimes e do “vou conquistar o que quero a qualquer preço”, mesmo que tenha que passar por cima de alguém, está deteriorando valores que faziam a vida ser mais justa, mais fraterna e mais humana. Ser solidário, companheiro, amigo e altruísta, entre tantos outros bons sentimentos, precisam ser resgatados para que se possa pensar, em longo prazo, numa sociedade onde sejamos menos desiguais e mais fraternos.
(Disponível em: http://tribunadoreconcavo.com/o-altruismo-ainda-tem-lugar-no-mundo-contemporaneo/. Editado por Tribuna do Recôncavo| Blog do Rossano.)
“Não pensar mais em si”
Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo – responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós – responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão – quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão – não pensamos certamente em nós de modo consciente, mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensamos, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao chamar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...]
(NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2007.)