Questões Militares Sobre português

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Q962032 Português

                                  Medo do futuro


A temporada dos furacões começou com estardalhaço, causando danos devastadores pelo mundo. No Japão, três tufões em seguida deixaram uma trilha de morte e destruição. Na Indonésia, a situação é absolutamente trágica.


Mesmo assim, muitos ainda se recusam a associar o aumento da intensidade dos furacões e tempestades ao aquecimento global, ignorando dados e pesquisas científicas de alta qualidade. Obviamente, líderes como Trump, que são apoiados pela indústria de combustíveis fósseis, são os primeiros a ignorar a ciência como um mero incômodo. Lembra-me a imagem do imperador romano Nero, enlouquecido, tocando harpa enquanto Roma queimava. Tenho perguntado a amigos e colegas a razão da relutância de tantos em aceitar o óbvio. Por que pessoas com alto nível de educação, bem-informadas, quando se deparam com a correlação clara do aquecimento global e da poluição, recusam-se a mudar? [...]


Mesmo que não haja apenas uma resposta para isso, podemos dizer algumas coisas sobre essa apatia que afeta os que manipulam o poder e muitos outros. As pessoas só mudam sob pressão, seja ela real ou imaginária. Quanto maior a pressão, mais rápida a mudança. Historicamente, a mobilização social de larga escala só ocorre quando uma nação ou um grupo luta contra um inimigo comum. Quando líderes políticos invocam o patriotismo, fazem isso com a intenção clara de unificar a população, que lutaria, assim, contra uma ameaça à nação, seja ela real ou inventada. Os EUA só começaram a participar da Segunda Guerra Mundial após os japoneses terem bombardeado o porto de Pearl Harbor, no Havaí, em 1941, ainda que a guerra já estivesse devastando a Europa desde 1939.


No caso da mudança climática e da correlata falta de mobilização social, o que falta é essa pressão que provoca mudanças. Muitas pessoas, incluindo as que entendem os princípios do aquecimento global como sendo provocado pelo excesso de poluição, encolhem os ombros, afirmando que isso é coisa para muito tempo no futuro. Por que fazer algo agora, certo? Para que proteger o uso e a qualidade da água, proteger o ambiente e as áreas litorâneas de baixo relevo, ou usar fontes de energia alternativas ou mais limpas? Para que essa pressa toda em mudar nosso estilo de vida?


Existem algumas cidades que estão tomando providências, e uma exemplar é Miami, nos EUA, cuja orla vem, já, sofrendo com o aumento do nível do mar. Obras estão elevando as ruas e avenidas, muralhas protetoras estão sendo construídas em áreas críticas, bombas e sistemas de drenagem estão sendo instalados. Por que em Miami? Porque na cidade já ocorreram diversos incidentes ligados a furacões e tempestades que são consequência do aquecimento global.


Quanto mais se espera, maiores serão os custos e maior será o número de mortos e feridos. O que Miami está fazendo deveria ser imitado por todas as cidades costeiras ameaçadas. O Rio de Janeiro é uma delas, e também Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, etc.

O aquecimento global é obviamente muito diferente das invasões nazistas durante a Segunda Guerra, mas a ameaça de uma grande catástrofe social é real. O problema, ao contrário de um inimigo bem definido durante uma guerra, é que, no aquecimento global, somos nossos próprios inimigos, e cada um de nós tem um papel na crise. A poluição global não enxerga fronteiras entre países ou diferenças culturais. A atmosfera, os oceanos, os rios, todos nós dividimos a culpa e arcamos com as consequências, mesmo que, obviamente, alguns tenham muito mais culpa do que outros.

O ponto é que o indivíduo raramente pensa no efeito cumulativo da ação de muitas pessoas: se eu jogo esse saco plástico no mar, é só um, não muda nada. E quando milhões de pessoas pensam do mesmo jeito e jogam sacos de plástico no mar? Veja o exemplo do Chile, proibindo sacos de plástico no país inteiro! 

Se milhões devem escapar das regiões costeiras, para onde irão? E se 4 milhões de cariocas invadirem São Paulo? Quais seriam as perdas econômicas e ambientais? Quanto maior o envolvimento da mídia, mais cientistas participarão da iniciativa de educar a população sobre os riscos sociais do aquecimento global. E, com isso, espero, a pressão para uma mudança geral de perspectiva aumentará. 

A questão é quanta pressão, quanta evidência, será necessária para promover uma mudança global da forma que precisamos sabendo que, para muitos, essas mudanças serão incômodas? 

GLEISER, Marcelo. Folha de S.Paulo, São Paulo, 7 out. 2018. Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/

colunas/marcelogleiser/2018/10/medo-do-futuro-aquecimento-global. shtml>. Acesso em 7: out. 2018. [Fragmento].

Considerando a relação entre o título e o texto, o articulista afirma que tem medo do futuro porque ele reconhece a
Alternativas
Q962031 Português

                                  Medo do futuro


A temporada dos furacões começou com estardalhaço, causando danos devastadores pelo mundo. No Japão, três tufões em seguida deixaram uma trilha de morte e destruição. Na Indonésia, a situação é absolutamente trágica.


Mesmo assim, muitos ainda se recusam a associar o aumento da intensidade dos furacões e tempestades ao aquecimento global, ignorando dados e pesquisas científicas de alta qualidade. Obviamente, líderes como Trump, que são apoiados pela indústria de combustíveis fósseis, são os primeiros a ignorar a ciência como um mero incômodo. Lembra-me a imagem do imperador romano Nero, enlouquecido, tocando harpa enquanto Roma queimava. Tenho perguntado a amigos e colegas a razão da relutância de tantos em aceitar o óbvio. Por que pessoas com alto nível de educação, bem-informadas, quando se deparam com a correlação clara do aquecimento global e da poluição, recusam-se a mudar? [...]


Mesmo que não haja apenas uma resposta para isso, podemos dizer algumas coisas sobre essa apatia que afeta os que manipulam o poder e muitos outros. As pessoas só mudam sob pressão, seja ela real ou imaginária. Quanto maior a pressão, mais rápida a mudança. Historicamente, a mobilização social de larga escala só ocorre quando uma nação ou um grupo luta contra um inimigo comum. Quando líderes políticos invocam o patriotismo, fazem isso com a intenção clara de unificar a população, que lutaria, assim, contra uma ameaça à nação, seja ela real ou inventada. Os EUA só começaram a participar da Segunda Guerra Mundial após os japoneses terem bombardeado o porto de Pearl Harbor, no Havaí, em 1941, ainda que a guerra já estivesse devastando a Europa desde 1939.


No caso da mudança climática e da correlata falta de mobilização social, o que falta é essa pressão que provoca mudanças. Muitas pessoas, incluindo as que entendem os princípios do aquecimento global como sendo provocado pelo excesso de poluição, encolhem os ombros, afirmando que isso é coisa para muito tempo no futuro. Por que fazer algo agora, certo? Para que proteger o uso e a qualidade da água, proteger o ambiente e as áreas litorâneas de baixo relevo, ou usar fontes de energia alternativas ou mais limpas? Para que essa pressa toda em mudar nosso estilo de vida?


Existem algumas cidades que estão tomando providências, e uma exemplar é Miami, nos EUA, cuja orla vem, já, sofrendo com o aumento do nível do mar. Obras estão elevando as ruas e avenidas, muralhas protetoras estão sendo construídas em áreas críticas, bombas e sistemas de drenagem estão sendo instalados. Por que em Miami? Porque na cidade já ocorreram diversos incidentes ligados a furacões e tempestades que são consequência do aquecimento global.


Quanto mais se espera, maiores serão os custos e maior será o número de mortos e feridos. O que Miami está fazendo deveria ser imitado por todas as cidades costeiras ameaçadas. O Rio de Janeiro é uma delas, e também Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, etc.

O aquecimento global é obviamente muito diferente das invasões nazistas durante a Segunda Guerra, mas a ameaça de uma grande catástrofe social é real. O problema, ao contrário de um inimigo bem definido durante uma guerra, é que, no aquecimento global, somos nossos próprios inimigos, e cada um de nós tem um papel na crise. A poluição global não enxerga fronteiras entre países ou diferenças culturais. A atmosfera, os oceanos, os rios, todos nós dividimos a culpa e arcamos com as consequências, mesmo que, obviamente, alguns tenham muito mais culpa do que outros.

O ponto é que o indivíduo raramente pensa no efeito cumulativo da ação de muitas pessoas: se eu jogo esse saco plástico no mar, é só um, não muda nada. E quando milhões de pessoas pensam do mesmo jeito e jogam sacos de plástico no mar? Veja o exemplo do Chile, proibindo sacos de plástico no país inteiro! 

Se milhões devem escapar das regiões costeiras, para onde irão? E se 4 milhões de cariocas invadirem São Paulo? Quais seriam as perdas econômicas e ambientais? Quanto maior o envolvimento da mídia, mais cientistas participarão da iniciativa de educar a população sobre os riscos sociais do aquecimento global. E, com isso, espero, a pressão para uma mudança geral de perspectiva aumentará. 

A questão é quanta pressão, quanta evidência, será necessária para promover uma mudança global da forma que precisamos sabendo que, para muitos, essas mudanças serão incômodas? 

GLEISER, Marcelo. Folha de S.Paulo, São Paulo, 7 out. 2018. Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/

colunas/marcelogleiser/2018/10/medo-do-futuro-aquecimento-global. shtml>. Acesso em 7: out. 2018. [Fragmento].

Considerando o uso das palavras “Obviamente” e “Óbvio” nos trechos a seguir, assinale a alternativa em que não há correspondência de sentido entre a palavra destacada e o termo entre parênteses.
Alternativas
Q2199823 Português

Analise os exemplos que seguem quanto a figura de linguagem e marque a alternativa correta.

(1) João é meu irmão. Pedro, primo.

(2) Que noite escura!

(3) Os brasileiros somos alegres.

Alternativas
Q2199822 Português
Na frase "Vive-se uma era na qual se obtém qualquer conteúdo em segundos", o se ligado ao verbo "viver" tem o mesmo valorem:
Alternativas
Q2199821 Português
São substituições, gramaticalmente, válidas ao Modo Imperativo, exceto:
Alternativas
Q2199820 Português
Sobre a pontuação do período: "Nesse julgamento, porém, deve-se considerar até que ponto a imersão digital dos mais jovens compromete sua socialização e, mais importante, o seu rendimento escolar.", marque a resposta correta.  
Alternativas
Q2199819 Português
No período "As pessoas que ele vai atender são especiais", a palavra "que" exerce a função de:
Alternativas
Q2199818 Português
Em "Até que ponto a imersão digital dos mais jovens prejudica sua socialização e, mais importante, o seu rendimento escolar?", a alternativa que interpreta o vocábulo "socialização" e a expressão "rendimento escolar" é:
Alternativas
Q2199816 Português
No trecho "Vive-se uma era na qual se obtém qualquer conteúdo em segundos, que pode ser replicado em minutos- mas dificilmente será assimilado.", a palavra "assimilado" apresenta os significados de:
Alternativas
Q2045415 Português
Ao longo desta prova, você leu vários textos que, de modos diferentes, apresentam uma mesma ideia presente em todos os trechos destacados abaixo, exceto em um. Releia as frases transcritas, observe-as dentro de seus textos e aponte a única que, por si só, não indica o tema comum a todos os textos.
Alternativas
Q2045414 Português
Marque a alternativa, com base no texto V, que contenha a fala que melhor corresponde ao comportamento de uma criança retratada pela psicóloga Lílian Zolet, no texto III.
Alternativas
Q2045413 Português
“Madame” é uma palavra usada para se referir ou se dirigir a uma mulher, que pode ser adulta, casada ou solteira; dona de casa ou patroa. É também, em muitas situações, usada como um tratamento a mulheres de classe social mais alta. Entretanto, de acordo com o contexto e com a intenção discursiva do autor, um mesmo termo pode representar algo específico que integra o sentido do texto. Considerando o título “Madame não educa”, do Texto V, o que se pode inferir do uso do termo “Madame” nesse contexto?
Alternativas
Q2045412 Português
Assinale V, para as informações VERDADEIRAS, e F, para as informações FALSAS. Depois indique a alternativa que apresenta a ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo.
Diante dos fatos apresentados no Texto V, pode-se concluir que
( ) a culpa de o menino fazer birra é do pipoqueiro. ( ) a culpa da falta de controle do menino é da criação da mãe. ( ) Ancelmo Gois, o jornalista que noticia o ocorrido, considera o pedido da mãe correto. ( ) A mãe pediu ajuda a Ancelmo Gois para forçar a saída do pipoqueiro da porta da escola. ( ) Ancelmo Gois fez uso da ironia para criticar a atitude da mãe do menino.
Alternativas
Q2045411 Português
Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, onomatopeia é o nome que se dá para a formação de uma palavra a partir da reprodução aproximada de um som natural a ela associado. No último quadrinho do texto IV, percebemos que Armandinho está comendo por uma representação gráfica que indica isso. Em qual dos quadrinhos abaixo não ocorre esse mesmo tipo de representação, isto é, não ocorre uma onomatopeia? (Fique atento à ordem dos itens na hora de marcar a resposta no cartão.)
Alternativas
Q2045410 Português
“As crianças precisam saber que existem limites!” “Educar também é saber dizer ‘NÃO’!”
Podem-se unir essas duas falas em apenas uma única frase, sem alterar o seu sentido original, por meio do seguinte termo:
Alternativas
Q2045409 Português
Na tira do Armandinho, a palavra “não” é usada em dois momentos distintos. Marque a alternativa que melhor analisa a relação entre as duas ocorrências.
Alternativas
Q2045408 Português
Crianças educadas sabem respeitar os pais, outros adultos, seus amigos, colegas... Crianças mal-educadas precisam aprender que elas não podem fazer tudo o que querem. O trecho transcrito abaixo contém várias ações de crianças mimadas e sem educação. Veja:
Crianças mimadas “choram e se atiram no chão, batem a cabeça na parede, jogam os alimentos ou cospem no rosto dos pais e agridem e ameaçam psicologicamente os progenitores quando seus caprichos não são atendidos.” (l. 20-22)
Se reescrevermos todo o trecho que segue como se os fatos tivessem acontecido em um momento específico da noite anterior ao informado, teremos a construção correta presente na alternativa:
Alternativas
Q2045407 Português
Em “Para Lilian Zolet, psicóloga e autora do livro Síndrome do Imperador: Entendendo a Mente das Crianças Mandonas e Autoritárias, impor limites não é simples e errar nas tentativas é comum.” (l. 5-7), o trecho tem como objetivo indicar
Alternativas
Q2045406 Português
TEXTO I 

Imagem associada para resolução da questão Imagem associada para resolução da questão





Analise o foco narrativo dos textos I e II e marque a alternativa correta.
Alternativas
Q2045405 Português
Querem mandar nas brincadeiras...” (l. 12) “Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...” (l. 13)
De acordo com o contexto da narrativa, os agentes das ações sublinhadas são
Alternativas
Respostas
4941: C
4942: B
4943: B
4944: A
4945: D
4946: C
4947: A
4948: B
4949: D
4950: D
4951: E
4952: B
4953: E
4954: C
4955: D
4956: A
4957: C
4958: A
4959: E
4960: C