Questões Militares Sobre pontuação em português

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Q1623309 Português
O texto  serve de referência para a questão.


A era dos memes na crise política atual


          Seria cômico, se não fosse trágico, o estado de irreverência do brasileiro frente à crise em que o país encontra-se imerso. A nossa capacidade de fazer piada de nós mesmos e da acentuada crise político-econômica atual nos instiga a refletir se estamos “jogando a toalha” ou se este é apenas um “jeitinho brasileiro” de encarar a realidade. A criatividade de produzir piadas, memes e áudios engraçados expõe um certo tipo de estratégia do brasileiro para lidar com situações de conflito: “Tira a Dilma. Tira o Aécio. Tira o Cunha. Tira o Temer. Tira a calça jeans e bota um fio dental, morena você é tão sensual”. Eis uma das milhares de piadas que circulam nas redes sociais e que, de forma irreverente, estimulam o debate. Não há aquele que não se divirta com essa piada ou outra congênere; que não gargalhe diante dos diversos textos engraçados que circulam por meio de postagens ou mensagens de celular, independentemente do grau de escolaridade de quem compartilha. Seja por meio do deboche e do riso, é de “notório saber” que todas as classes estão conscientes da gravidade da situação e que, por conseguinte, concordam que medidas enérgicas precisam ser tomadas. A diferença está na forma ideologicamente defendida para a tomada de medidas.
      A “memecrítica” é uma categoria de crítica social que tem causado desconforto nos políticos e membros dos poderes judiciário e executivo, estimulando, inclusive, tentativas frustradas de mapeamento e controle do uso da internet por parte dos internautas. [...]
        Por outro lado, questionar as contradições presentes apenas por meio da piada, em certo aspecto politizada, não garante mudanças sociais de grande impacto.
      Esses manifestos e/ou críticas de formas isoladas (ou uníssonas) podem, mesmo sem intenção, relegar os cidadãos brasileiros a um estado de inércia, a uma condição de estado permanente de sonolência eterna em “berço esplêndido”. Já os manifestos, protestos e/ou passeatas nas ruas e demais enfrentamentos em espaços de poder instituídos ainda são os mecanismos mais eloquentes e potenciais para contrapor discursos e práticas opressoras que contribuem para o caos social. É preciso o tête-à-tête, o diálogo crítico e reflexivo em casa, na comunidade e demais ambientes socioculturais. Entretanto, um diálogo respeitoso, cordial, que busca a alteridade. Que apresente discordâncias, entretanto respeite a opinião divergente, sem abrir mão da ética e do respeito aos direitos humanos.

(Luciano Freitas Filho – Carta Capital (adaptado), junho/2017. Disponível em: <http://justificando.cartacapital.com.br/2017/06/07/era-dos-memes-nacrise-politica-atual/>.)



Considere as afirmativas abaixo acerca dos usos de aspas presentes no texto:

1. Em “Tira a Dilma, Tira o Aécio, Tira o Cunha, Tira o Temer. Tira a calça jeans e bota o fio dental, morena você é tão sensual”, as aspas cumprem o papel de demarcar citação.
2. Em “jogando a toalha”, as aspas estão demarcando uma expressão idiomática.
3. Em “memecrítica”, as aspas estão demarcando um deslocamento do sentido usual da palavra.
4. Em “berço esplêndido” as aspas demarcam ironia pela via do recurso da intertextualidade.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1373656 Português
Observe a pontuação dos textos II e II! e assinale a opção correta.
Alternativas
Q1344354 Português
No último quadrinho há o uso de dois-pontos. Qual alternativa exemplifica e explica o uso desse recurso no quadrinho?
Alternativas
Q1344349 Português

Nos trechos “— Fiz xixi na calça!” “

— É brincadeira?” [...] (linhas 17 e 18).

O sinal em destaque, travessão (—), é utilizado para indicar a:

Alternativas
Ano: 2017 Banca: Marinha Órgão: Comando do 2º Distrito Naval
Q1343336 Português
Assinale de acordo a opção correta com relação ao emprego da vírgula, com a norma padrão.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: UFPR Órgão: CBM-PR Prova: UFPR - 2017 - CBM-PR - Aspirante |
Q1343119 Português

Considere as afirmativas abaixo acerca dos usos de aspas presentes no texto:

1. Em “Tira a Dilma, Tira o Aécio, Tira o Cunha, Tira o Temer. Tira a calça jeans e bota o fio dental, morena você é tão sensual”, as aspas cumprem o papel de demarcar citação.

2. Em “jogando a toalha”, as aspas estão demarcando uma expressão idiomática.

3. Em “memecrítica”, as aspas estão demarcando um deslocamento do sentido usual da palavra.

4. Em “berço esplêndido” as aspas demarcam ironia pela via do recurso da intertextualidade.

Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q1337268 Português
Observe os segmentos do texto:
I. “Nos dias de hoje, encontrar um adolescente que não tenha um celular é tão improvável [...]” (l.1/2) II. “Símbolo de status, a escolha do aparelho é vista por esses rapazes [...]” (l.22) III. “Modelos, cores e recursos são temas de conversa [...]” (l.23) IV. “Pesquisadores consideram, porém, a possibilidade[...]” (l.36) V. “Ao mesmo tempo, os usuários assíduos tinham resultados piores [...]” (l.62/63)
A justificativa para o emprego da vírgula, nos trechos acima, é a mesma em:
Alternativas
Q1336616 Português


Vocabulário:

Comedido (l.7): moderado.

Mascote (l.40): pessoa, animal ou coisa capazes de trazer sorte.

Marsupial (l.46): que tem forma de bolsa.

Cortejo (l.51): procissão, comitiva.

Resiliência (l.55): capacidade de se adaptar à má sorte.



Assinale a frase em que a vírgula foi empregada com a mesma função da utilizada no trecho: “Nem todos conhecem o Sargento Militão, mas ele existe.” (l.1)
Alternativas
Q1333269 Português
Indique a alternativa em que, ao retirarmos as vírgulas, o sentido da frase não se altera: 
Alternativas
Q1333268 Português

Em: “Manhê, me ajuda!!” (1º quadrinho) e “Cá estou eu, na Internet, atualizando meu blog, meu flog e checando meus e-mails...” (4º quadrinho), a vírgula aqui é empregada para evidenciar quatro casos.

Assinale a alternativa que corresponde a estes casos:

Alternativas
Ano: 2017 Banca: FUNDATEC Órgão: PM-RS Prova: FUNDATEC - 2017 - PM-RS - Soldado |
Q1333171 Português
A questão referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.



Analise o que se afirma sobre o emprego de vírgulas na seguinte frase retirada do texto.
Além disso, segundo ele, o que o país faz, hoje, é oferecer uma escola (pública) que não motiva, não estimula e não conquista as mentes e os corações dos jovens.
I. As duas primeiras vírgulas separam termos com valor de adição e conformidade, respectivamente. II. A terceira vírgula, que antecede “hoje”, pode ser retirada da frase sem ocasionar erro gramatical. III. A quinta vírgula, que antecede “não”, separa orações de mesmo valor sintático.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1327896 Português

Assinale a opção em que o emprego da vírgula se justifica pelo mesmo motivo do trecho destacado abaixo:

“Ana Paula Castro, 22 anos, mãe de Duily Castro, de 5, e de Helena, de 10 meses, explica que é....”

Alternativas
Q1327894 Português
Sobre o uso predominante das aspas no texto, é correto afirmar que elas se justificam pelo seguinte motivo:
Alternativas
Q1327741 Português

OS PEQUENOS MALABARISTAS

Walcyr Carrasco

Paro no semáforo. Um garoto muito desajeitado entra na frente do carro. Começa a agitar dois pedaços de madeira. Gira um, gira outro. Derruba no chão. Pega e volta a tentar o malabarismo. Vem a luz verde. Ele corre na minha janela. Quando entrego uma cédula, uma amiga, no banco do passageiro, reclama: 

– Você não devia ter dado.

Na minha opinião, não se trata propriamente de esmola: 

 – Pelo menos, ele está tentando fazer alguma coisa para ganhar dinheiro. Se continuar insistindo, pode vir a ser até um bom malabarista.

De fato. Dias atrás, assisti ao desempenho de outro menino, com três bolas, que as jogava, uma atrás da outra. Até gostei. Minha amiga explicou didaticamente. 

 – Existem máfias que exploram esses garotos. Se você der o dinheiro, estará ajudando os bandidos.

Já ouvi essa acusação muitas outras vezes. É possível, mais ainda, provável. 

– Mas, se eu não der o dinheiro, aí que não estarei ajudando coisa nenhuma. 

Houve uma época em que, mal parava no semáforo, alguém jogava um balde d’água no meu vidro. Depois limpava. Um serviço não pedido que, frequentemente, causava mau humor. Serei franco. Não costumo andar com dinheiro. Moedas boto em um vidro e depois troco todas de uma vez. Por um motivo simples. As moedas pesam no bolso. Minha barriga há tempos está pior que a do Papai Noel. As calças escorregam até embaixo do umbigo. Costumo andar pisando nas barras. Com o peso das moedas, uma ou duas vezes quase fiquei de cuecas na rua. 

 Cada vez que alguém jogava água no meu vidro, eu me sentia na obrigação de avisar que não tinha dinheiro. Recebia de volta um olhar de péssimo humor. Pior, de descrença. Quem passa os dias numa esquina limpando vidros simplesmente não acredita em um motorista que diz estar sem nenhum trocado.

Do ponto de vista humano, entretanto, sempre considerei mais correta a atitude de querer fazer alguma coisa para merecer o auxílio. Noite dessas, por exemplo, parei em um viaduto. Um deficiente físico já adulto bateu no meu vidro. Fiz um gesto para indicar que estava sem nada. Ele começou a gritar comigo. Fugi. Os meninos malabaristas sorriem, tentam fazer seu espetáculo. Confio que em breve os pequenos paulistanos também estarão dando verdadeiros shows, embora eventualmente possa haver um ou outro vidro arrebentado após um show de bolas. Já vi, em outras ocasiões, palhaços maquiados, gente fantasiada. Recentemente, deparei com um engolidor de fogo. Fiquei bem apavorado enquanto ele engolia chamas no meio da rua. Um errinho... e até eu poderia estar no meio da fogueira!  

Enfim, no futuro um folheto turístico da cidade poderá até fazer referência aos números circenses exercidos nos semáforos

Muitas pessoas que conheço compartilham a opinião de minha amiga. Não concordam em pagar pelos shows de semáforos. O discurso é sempre o mesmo, e não posso negar que tenha sua lógica. 

– Essas crianças não deveriam estar na esquina, mas estudando – explica um conhecido. 

Concordo. Mas também sou realista. A verdade, só quem sabe, são essas crianças. Talvez o pouco que consigam seja essencial para sua sobrevivência. Certamente, praticar malabarismo é uma alternativa bem melhor que assaltar. Mas não tenho certeza do que é certo ou errado nessa situação. Sou só um sujeito que anda olhando o mundo com perplexidade cada vez maior. Fico confuso. Tenho vontade de ajudar, de pagar meu “ingresso” até pelos números malfeitos. Fico pensando: que mundo é este onde mesmo um gesto de caridade é motivo de dúvida?

(Carrasco, Walcyr. Histórias para a sala de aula: crônicas do cotidiano. São Paulo: Moderna, 2015.)


Considere o fragmento: “Recentemente, deparei com um engolidor de fogo” (11o parágrafo). Atente para a significação do uso da vírgula no trecho acima e assinale a alternativa em que as vírgulas foram usadas com a mesma finalidade:
Alternativas
Q1327739 Português

OS PEQUENOS MALABARISTAS

Walcyr Carrasco

Paro no semáforo. Um garoto muito desajeitado entra na frente do carro. Começa a agitar dois pedaços de madeira. Gira um, gira outro. Derruba no chão. Pega e volta a tentar o malabarismo. Vem a luz verde. Ele corre na minha janela. Quando entrego uma cédula, uma amiga, no banco do passageiro, reclama: 

– Você não devia ter dado.

Na minha opinião, não se trata propriamente de esmola: 

 – Pelo menos, ele está tentando fazer alguma coisa para ganhar dinheiro. Se continuar insistindo, pode vir a ser até um bom malabarista.

De fato. Dias atrás, assisti ao desempenho de outro menino, com três bolas, que as jogava, uma atrás da outra. Até gostei. Minha amiga explicou didaticamente. 

 – Existem máfias que exploram esses garotos. Se você der o dinheiro, estará ajudando os bandidos.

Já ouvi essa acusação muitas outras vezes. É possível, mais ainda, provável. 

– Mas, se eu não der o dinheiro, aí que não estarei ajudando coisa nenhuma. 

Houve uma época em que, mal parava no semáforo, alguém jogava um balde d’água no meu vidro. Depois limpava. Um serviço não pedido que, frequentemente, causava mau humor. Serei franco. Não costumo andar com dinheiro. Moedas boto em um vidro e depois troco todas de uma vez. Por um motivo simples. As moedas pesam no bolso. Minha barriga há tempos está pior que a do Papai Noel. As calças escorregam até embaixo do umbigo. Costumo andar pisando nas barras. Com o peso das moedas, uma ou duas vezes quase fiquei de cuecas na rua. 

 Cada vez que alguém jogava água no meu vidro, eu me sentia na obrigação de avisar que não tinha dinheiro. Recebia de volta um olhar de péssimo humor. Pior, de descrença. Quem passa os dias numa esquina limpando vidros simplesmente não acredita em um motorista que diz estar sem nenhum trocado.

Do ponto de vista humano, entretanto, sempre considerei mais correta a atitude de querer fazer alguma coisa para merecer o auxílio. Noite dessas, por exemplo, parei em um viaduto. Um deficiente físico já adulto bateu no meu vidro. Fiz um gesto para indicar que estava sem nada. Ele começou a gritar comigo. Fugi. Os meninos malabaristas sorriem, tentam fazer seu espetáculo. Confio que em breve os pequenos paulistanos também estarão dando verdadeiros shows, embora eventualmente possa haver um ou outro vidro arrebentado após um show de bolas. Já vi, em outras ocasiões, palhaços maquiados, gente fantasiada. Recentemente, deparei com um engolidor de fogo. Fiquei bem apavorado enquanto ele engolia chamas no meio da rua. Um errinho... e até eu poderia estar no meio da fogueira!  

Enfim, no futuro um folheto turístico da cidade poderá até fazer referência aos números circenses exercidos nos semáforos

Muitas pessoas que conheço compartilham a opinião de minha amiga. Não concordam em pagar pelos shows de semáforos. O discurso é sempre o mesmo, e não posso negar que tenha sua lógica. 

– Essas crianças não deveriam estar na esquina, mas estudando – explica um conhecido. 

Concordo. Mas também sou realista. A verdade, só quem sabe, são essas crianças. Talvez o pouco que consigam seja essencial para sua sobrevivência. Certamente, praticar malabarismo é uma alternativa bem melhor que assaltar. Mas não tenho certeza do que é certo ou errado nessa situação. Sou só um sujeito que anda olhando o mundo com perplexidade cada vez maior. Fico confuso. Tenho vontade de ajudar, de pagar meu “ingresso” até pelos números malfeitos. Fico pensando: que mundo é este onde mesmo um gesto de caridade é motivo de dúvida?

(Carrasco, Walcyr. Histórias para a sala de aula: crônicas do cotidiano. São Paulo: Moderna, 2015.)


A pontuação presente no trecho “Um errinho... e até eu poderia estar no meio da fogueira”(11ºparágrafo) indica que:
Alternativas
Q1327731 Português

OS PEQUENOS MALABARISTAS

Walcyr Carrasco

Paro no semáforo. Um garoto muito desajeitado entra na frente do carro. Começa a agitar dois pedaços de madeira. Gira um, gira outro. Derruba no chão. Pega e volta a tentar o malabarismo. Vem a luz verde. Ele corre na minha janela. Quando entrego uma cédula, uma amiga, no banco do passageiro, reclama: 

– Você não devia ter dado.

Na minha opinião, não se trata propriamente de esmola: 

 – Pelo menos, ele está tentando fazer alguma coisa para ganhar dinheiro. Se continuar insistindo, pode vir a ser até um bom malabarista.

De fato. Dias atrás, assisti ao desempenho de outro menino, com três bolas, que as jogava, uma atrás da outra. Até gostei. Minha amiga explicou didaticamente. 

 – Existem máfias que exploram esses garotos. Se você der o dinheiro, estará ajudando os bandidos.

Já ouvi essa acusação muitas outras vezes. É possível, mais ainda, provável. 

– Mas, se eu não der o dinheiro, aí que não estarei ajudando coisa nenhuma. 

Houve uma época em que, mal parava no semáforo, alguém jogava um balde d’água no meu vidro. Depois limpava. Um serviço não pedido que, frequentemente, causava mau humor. Serei franco. Não costumo andar com dinheiro. Moedas boto em um vidro e depois troco todas de uma vez. Por um motivo simples. As moedas pesam no bolso. Minha barriga há tempos está pior que a do Papai Noel. As calças escorregam até embaixo do umbigo. Costumo andar pisando nas barras. Com o peso das moedas, uma ou duas vezes quase fiquei de cuecas na rua. 

 Cada vez que alguém jogava água no meu vidro, eu me sentia na obrigação de avisar que não tinha dinheiro. Recebia de volta um olhar de péssimo humor. Pior, de descrença. Quem passa os dias numa esquina limpando vidros simplesmente não acredita em um motorista que diz estar sem nenhum trocado.

Do ponto de vista humano, entretanto, sempre considerei mais correta a atitude de querer fazer alguma coisa para merecer o auxílio. Noite dessas, por exemplo, parei em um viaduto. Um deficiente físico já adulto bateu no meu vidro. Fiz um gesto para indicar que estava sem nada. Ele começou a gritar comigo. Fugi. Os meninos malabaristas sorriem, tentam fazer seu espetáculo. Confio que em breve os pequenos paulistanos também estarão dando verdadeiros shows, embora eventualmente possa haver um ou outro vidro arrebentado após um show de bolas. Já vi, em outras ocasiões, palhaços maquiados, gente fantasiada. Recentemente, deparei com um engolidor de fogo. Fiquei bem apavorado enquanto ele engolia chamas no meio da rua. Um errinho... e até eu poderia estar no meio da fogueira!  

Enfim, no futuro um folheto turístico da cidade poderá até fazer referência aos números circenses exercidos nos semáforos

Muitas pessoas que conheço compartilham a opinião de minha amiga. Não concordam em pagar pelos shows de semáforos. O discurso é sempre o mesmo, e não posso negar que tenha sua lógica. 

– Essas crianças não deveriam estar na esquina, mas estudando – explica um conhecido. 

Concordo. Mas também sou realista. A verdade, só quem sabe, são essas crianças. Talvez o pouco que consigam seja essencial para sua sobrevivência. Certamente, praticar malabarismo é uma alternativa bem melhor que assaltar. Mas não tenho certeza do que é certo ou errado nessa situação. Sou só um sujeito que anda olhando o mundo com perplexidade cada vez maior. Fico confuso. Tenho vontade de ajudar, de pagar meu “ingresso” até pelos números malfeitos. Fico pensando: que mundo é este onde mesmo um gesto de caridade é motivo de dúvida?

(Carrasco, Walcyr. Histórias para a sala de aula: crônicas do cotidiano. São Paulo: Moderna, 2015.)


Assinale a alternativa INCORRETA a respeito do trecho: “Tenho vontade de ajudar, de pagar meu 'ingresso' até pelos números malfeitos” (15o parágrafo):
Alternativas
Q1327688 Português

TEXTO II 

SOBRE A “BALEIA AZUL” E AS TECNOLOGIAS DA MORTE

O suicídio entre os jovens não é um fenômeno novo, mas a discussão ganha impulso diante de um jogo que se desdobra nas malhas tecnológicas atuais. Jovens precisam desenhar utopicamente o horizonte dos seus desejos. Quando as máquinas exercem essa tarefa por nós, nos esvaziamos de fantasias.

    O fenômeno macabro “Baleia Azul” ganha destaque, com justificada razão, entre os assuntos que vêm preocupando o mundo (guerra na Síria, eleições na França, guerra nuclear da Coreia do Norte, as já conhecidas investidas de Donald Trump). O fenômeno é dinamizado pela execução gradativa de 50 desafios que vão desde a automutilação até o suicídio.[...]

    No Brasil, algumas ocorrências assustam: uma menina de 16 anos morreu no Mato Grosso após se afogar em uma lagoa com cortes nos braços, indício de que participava do jogo da “Baleia Azul”. Em João Pessoa, estudantes participam de grupos de automutilação e morte. Em 2015, um garoto de 13 anos se enforcou na casa do pai, no litoral sul da capital paulista, em condições semelhantes às vítimas do jogo.

    Inescapavelmente, esses acontecimentos nos fazem pensar sobre um fenômeno que certamente não é novo (suicídio entre a população jovem), mas que ganha impulso renovado com um jogo que se desdobra nas malhas da tecnologia.

    São múltiplos os portões de acesso que nos levam a alguns endereços de resposta (como diria Kafka, as portas são inumeráveis, a saída é uma só, mas as possibilidades de saída são tão numerosas quanto às portas). [...]

    Engorda o escopo das justificativas o argumento, segundo o qual, são eles (adolescentes e jovens) que passam mais tempo expostos à internet e às redes sociais, o que os torna alvos fáceis dos serial killers virtuais, denominação atribuída aos desafiantes.

    Mas, pera! O que dizer dos desafios que nós adultos aceitamos, sem resistência, no tecnocosmos, ainda que a serviço do bem comum?

    A propósito, em novembro de 2015, escrevi um artigo cujo fragmento se aplica a essa questão: Não é mais novidade que a Internet, com as redes sociais na dianteira, tornou-se quase um habitat natural de campanhas e desafios que convocam temporariamente o engajamento das pessoas.

[...]

    Adicionalmente, podemos dizer que não existem distâncias telescópicas entre o tempo dispensado por jovens e adultos na internet. Uma vez que a gestão da vida passa pelos espaços digitais, mergulhamos profunda e demoradamente no oceano da cibercultura.

    Sem desconsiderar completamente esses dois fatores, a saber, que os adolescentes e jovens são influenciados mais facilmente e hoje passam mais tempo frente às telas, suponho ser necessário dar mais algumas voltas no parafuso para se chegar a um ponto em que podemos avistar algo de “novo” ou “específico” neste tipo de jogo.

[...]

Subversão da lógica dos desejos

    Nessa atmosfera de excesso de positividade, as máquinas – normalmente um smartphone – devem oferecer tudo que queremos e desejamos.

    Comentei em outro artigo, por ocasião da febre do Pokemon Go (curiosamente outro jogo), que os aparelhos nunca desligam porque precisam oferecer não somente o que desejamos, mas também precisam dizer o que desejamos, demonstrando possuir um saber sobre o nosso desejo.

    Talvez resida aí, nesse esquadrinhamento dos desejos, umas das chaves explicativas para a adesão ao jogo da morte. Jovens precisam de desenhar utopicamente o horizonte dos seus desejos (...). Quando as máquinas exercem essa tarefa por nós, nos esvaziamos de fantasias, recurso que sustenta o desejo, e um sujeito esvaziado de fantasia, ensina a psicanálise, é um sujeito débil para a produção de laço social. (...)

    Sabe-se que as tecnologias (...) vêm alimentando uma plataforma de vida assaz pesada que limita, ou até mesmo interdita, os voos das asas da nossa imaginação para outros lugares não pontuados pelas regras do super-rendimento e da hiperprodutividade.

    (...) É preciso desejar para além do que as máquinas nos oferecem (Netflix, Ifood, OpenRice, JustEat, Uber;...). Na impossibilidade de querermos algo para além do que as máquinas acreditam que queremos, só nos resta aceitar, ceder e executar, achando que temos o controle e somos empreendedores de nossa própria existência. “Sabe nada inocente”, já diria o “filósofo” compadre Washington!

    Provavelmente, esses jovens estão se dando conta dessas limitações e ousam responder a pergunta que habita as páginas do famoso livro A insustentável leveza do ser: “Então, o que escolher? O peso ou a leveza?”.

    Infelizmente, a resposta que está sendo dada pelos jogadores do “Baleia Azul” sucumbe à voracidade da máquina, a grande sequestradora dos desejos nestes tempos bicudos.

A autora começa sua argumentação a partir do 3⁰ parágrafo quando diz: “Esses acontecimentos nos fazem pensar sobre um fenômeno que certamente não é novo”.

Considere o mesmo período com o acréscimo da vírgula: Inescapavelmente, esses acontecimentos nos fazem pensar sobre um fenômeno, que certamente não é novo.

Marque a alternativa que melhor explica o sentido dos períodos apresentados.

Alternativas
Q1327431 Português

Leia a charge para responder o item. 


  Imagem associada para resolução da questão


Fonte: https://mvw.google.com.br/search. Acesso em: 05 out. 2017.



Considere se as afirmações enumeradas abaixo estão de acordo com o que se entende da charge.



I - O lápis carregado pelas pessoas é um elemento gráfico que nos remete à educação.


II - É possível afirmar que a charge trata de cidadania, porém não é possível afirmar se esse assunto faz referência ao contexto brasileiro.


III - As pessoas que aparecem na charge representam a diversidade do povo brasileiro.


IV - Com base na frase “ a educação produz cidadania”, entende-se que a palavra em destaque estabelece ideia de oposição.



Pela análise das afirmativas, conclui-se que está(ão) correta(s): 

Alternativas
Q1327430 Português
O efeito de sentido decorrente do uso do ponto de exclamação, empregado junto à frase “Viva a Pátria!”, nos três primeiros quadrinhos, é de:
Alternativas
Q1327417 Português

Leia as afirmações abaixo sobre 0 texto “Cidadania que não tem idade”.


I - Os travessões, utilizados nestes períodos: “— Aprendi a nadar com os bombeiros e decidi que também serei salva-vidas.” (linha 11); “- Sentirei saudades.” (linha 18), sinalizam a presença do discurso direto.


II - O vocábulo “enfatiza” (linha 13) pode ser substituído por “destaca” sem alteração de sentido.


III - No período: “Eles me enchem de alegria e são a base da conscientização para evitar afogamentos.” (linhas 18-19), o vocábulo em destaque está substituindo o substantivo “adultos” (linha 16).


IV - As expressões “Atuando há dez anos” (linha 14), “nos balneários da região” (linha 14), “no ano que vem” (linha 15) exprimem ideia de tempo.


Está(ão) correta(s):

Alternativas
Respostas
341: C
342: B
343: X
344: E
345: E
346: C
347: E
348: E
349: D
350: E
351: C
352: A
353: C
354: A
355: A
356: A
357: A
358: A
359: D
360: C