Questões Militares
Sobre pontuação em português
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TEXTO III
CRIANÇAS SE APAIXONAM MAIS POR CIÊNCIA QUANDO CONHECEM AS DIFICULDADES DE CIENTISTAS FAMOSOS
Pesquisa publicada recentemente mostrou que jovens precisam entender que o avanço científico ao longo dos anos dependeu de muito esforço
Se você está se esforçando muito para atingir um objetivo que parece inalcançável, a última coisa que deseja ouvir é a história de alguém que conseguiu o que você busca com facilidade. É o mesmo que se gabar por ter subido no pódio de uma maratona para uma pessoa que está saindo do sedentarismo* e ainda mal consegue correr uma quadra.
Parece apenas uma atitude educada, mas não é. Um estudo publicado recentemente por pesquisadores patrocinados pela Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos revelou que crianças que conhecem apenas o sucesso dos cientistas tendem a se interessar menos por ciência.
Ou seja, em vez de comentar somente sobre o sucesso das pesquisas de nomes como Albert Einstein e Marie Curie, os professores precisam fazer com que os alunos conheçam as dificuldades pelas quais os cientistas passaram.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram o comportamento de 400 alunos do primeiro e segundo ano do Ensino Médio de escolas de bairros mais pobres de Nova York. Os estudantes foram divididos em três grupos: o primeiro grupo leria somente sobre as conquistas de cientistas famosos; o segundo, sobre alguns problemas pessoais que estes profissionais enfrentaram, como a escolha de Einstein de se recusar a voltar à Alemanha quando Hitler assumiu o poder; e o terceiro grupo conheceria também os processos e dificuldades que os cientistas tiveram de superar no caminho de suas maiores descobertas. No texto sobre Marie Curie, por exemplo, havia o seguinte trecho:
“Era frustrante ver a quantidade de experimentos que falhava. Mesmo assim, Curie não se desanimou. Em vez de ficar cabisbaixa, ela voltava a investigar a parte do processo que dera errado e tentava de novo e de novo e de novo. Ela chegou a trabalhar por horas e dias a fio com o objetivo de solucionar os desafios e aprender com os erros. Curie sabia que o caminho do progresso não era fácil, tanto é que, futuramente, disse: ‘nunca cedi a nenhuma dificuldade’”.

Seis semanas após as leituras, os jovens do segundo e terceiro grupo tiveram uma melhora considerável em suas notas nas aulas de Ciências. Os que tinham notas baixas foram os que mostraram maior avanço.
Já os alunos que fizeram parte do primeiro grupo concordaram, em sua maioria, que cientistas como Einstein e Curie tinham um talento natural para a ciência, ignorando a persistência necessária para que eles atingissem seus objetivos científicos.
Os pesquisadores concluem que é preciso melhorar a narrativa sobre as vidas de grandes
personalidades. Somente dizer aos estudantes que Einstein desenvolveu a Teoria da Relatividade
é ignorar todo o esforço que ele fez para confirmar sua tese. E isso, segundo o estudo, não se
aplica só aos laboratórios. Quem conhece unicamente o primeiro voo do 14-Bis, desconhece os
muitos e muitos voos experimentais que Santos Dumont fez e que deram errado.
Histórias de sucesso são divertidas e motivadoras, mas relatos de como o sucesso foi alcançado
podem ser ainda mais
Texto 5
Sonho meu
José Augusto
Eu posso ir onde eu quiser
Rabiscos em algum papel
Chegar bem perto das estrelas e tocar no céu
Sonhando eu posso ser um rei
Quem sabe até superstar
É só deixar a porta aberta pra ilusão entrar
Eu posso até falar com Deus
De noite em minha oração
E caminhar por entre nuvens feitas de algodão
Eu posso tudo que eu quiser
É só querer acreditar
Se eu fechar bem forte os olhos e quiser sonhar
Sonho meu
Sonho meu
Tudo pode acontecer
É só acreditar na vida, acreditar na sorte e tudo pode ser
Sonho meu
Sonho meu
Eu posso tudo que eu sonhar
Se eu levar a vida a sério e fizer direito, se eu acreditar
Considere o emprego dos sinais de pontuação no texto 4 e marque V (verdadeiro) ou F (falso). Depois, assinale a alternativa correspondente, precisamente de cima para baixo.
( ) A vírgula, no primeiro quadrinho, isola um chamamento.
( ) O ponto de interrogação e o de exclamação, no primeiro quadrinho, expressam dúvida e indignação, ao mesmo tempo.
( ) As reticências, no segundo quadrinho, indicam uma breve pausa na fala do pai, para que o filho reflita sobre o que foi dito.
( ) O ponto de exclamação, no último quadrinho, indica surpresa do pai diante da frase dita.

Disponível em www.bbc.com/portugues/noticias/2014/08/140819_salasocial_educacao_escola_modelo_rm (com adaptações) Acesso
em 25/9/2018.
Dentre as frases abaixo, assinale aquela cuja vírgula tem o mesmo valor da empregada no
trecho “Xururuca, vim fazer uma coisa.” (linha 11).
TEXTO 2

TEXTO 3
Óculos
Os Paralamas do Sucesso
Se as meninas do Leblon não olham mais pra mim
(Eu uso óculos)
E voltae meia eu entro com meu carro pela contramão
(Eu 'to sem óculos)
Se eu ’tô alegre eu ponho os óculos e vejo
tudo bem
Mas se eu 'tô triste, eu tiro os óculos
Eu não vejo ninguém
Porque você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal
Por que você não olha pra mim ?
Por trás dessa lente tem um cara legal
Eu decidi dizer que eu nunca fui o tal
Era mais fácil se eu tentasse fazer charme de
intelectual
Se eu te disser, periga você não acreditar em
mim
Eu não nasci de óculos
Eu não era assim não
Por que você não o lha pra mim ?
Me diz o que é que eu tenho de mal
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tem um cara legal
Por que você não o lha pra mim ?
Por que você diz sempre que não?
Por que você não o lha pra mim ?
Por trás dessa lente também bate um coração
https ://www. letras.mus.br/os-paralamas-do-sucesso/47956
TEXTO I (Adaptado)
A MENINA DOS FÓSFOROS
Hans Christian Andersen
Era a última noite do ano, véspera do Ano Novo. Nevava, o frio era terrível e começava a escurecer. No frio e na escuridão, perambulava pela rua uma menina pobre, descalça, de cabeça descoberta. Ao sair de casa, trazia chinelos. Mas eles eram grandes demais para ela, pois haviam sido de sua mãe. E porque eram grandes, a menina os perdera ao atravessar a rua, correndo, no momento em que dois carros passaram, velozmente. Não conseguira encontrar um dos chinelos, que ficara enterrado na neve. E um garoto levara o outro, dizendo que o usaria como berço quando tivesse filhos.
A menina caminhava com os pezinhos nus, arroxeados de frio. No bolso de seu velho avental, trazia fósforos e segurava alguns na mão gelada, que oferecia aos transeuntes repetidamente. Ainda era no tempo em que se vendiam fósforos soltos, e não em caixa. Durante todo o dia, ninguém lhe comprara um só palito de fósforo, nem lhe dera uma moeda. Sofrendo frio e fome, a pobrezinha, andando pela rua, parecia apavorada. Os flocos de neve caíam-lhe sobre os longos cabelos louros, que formavam graciosos cachos. Mas a menina estava longe de pensar em cabelos bonitos.
Todas as janelas estavam iluminadas e chegava até a rua um aroma delicioso de pato assado.
Cansada e com frio, encolheu-se num canto, entre duas casas. Uma delas avançava mais sobre a rua que a outra. Sentou-se, encolheu as perninhas, mas continuava a sentir frio. Não tendo vendido um único fósforo, não possuindo uma única moeda, não ousava voltar para casa, onde o pai certamente a espancaria. Além disso, também fazia frio na casa onde moravam, que era uma casa sem forro, com o telhado cheio de fendas, por onde o vento soprava, apesar de tentarem fechar as brechas com palha e trapos. Suas mãozinhas estavam geladas e enrugadas. O calor de um pequenino fósforo lhe faria bem. Talvez não pudesse, com os dedos duros, tirar um fósforo do pacotinho e acendê-lo. Mas conseguiu tirar um e riscou-o. O fósforo acendeu e sua chama clara e quente parecia uma velinha, dentro da concha de sua mãozinha. Era uma luz estranha. A garotinha imaginou estar sentada em frente a uma grande lareira de ferro, com adornos e um tambor de latão polido. O fogo crepitava alegremente, aquecia e reconfortava. A pequena já ia estendendo os pés, para aquecê-los também... Mas estava apenas sentada na rua, com um pedacinho de fósforo queimado na mão.
Riscou novo fósforo, que deu luz clara e viva. Ela viu então o interior de uma casa, onde estava posta a mesa, com toalha muito branca e fina porcelana. O pato assado fumegava, recheado de ameixas e maçãs. De repente, aconteceu uma coisa extraordinária. O pato saiu da travessa e andou pela sala, com o garfo e a faca espetados nas costas. Assim, chegou até junto da menina pobre. Então o fósforo se apagou e só se via a parede, grossa e fria.
Ela acendeu outro fósforo. Viu-se sentada sob os ramos da mais linda árvore de Natal. Era ainda maior e mais rica do que a árvore que ela vira através da porta envidraçada na sala do rico negociante, no Natal passado. Milhares de velas brilhavam nos ramos verdes e figuras coloridas, como as que adornam as vitrines das lojas, a fitavam. A pequena estendeu as mãos para o alto, mas o fósforo se apagou. As velas de Natal foram subindo, cada vez mais, e ela viu que eram estrelas cintilantes. Uma delas caiu, traçando um longo risco de fogo no céu.
— Deve ter morrido alguém – disse a pequena.
A velha avó, única pessoa que lhe quisera bem, mas que já estava morta, costumava dizer: "Quando uma estrela cai, sobe aos céus uma alma."
A menina tornou a riscar um fósforo contra a parede. No clarão produzido em volta, ela viu, radiante e iluminada, a velha avó, meiga e bondosa.
— Vovó! – gritou a pequena. – Leva-me contigo! Sei que não mais estarás aí quando o fósforo se apagar. Desaparecerás como a boa lareira, o delicioso pato assado e a linda árvore de Natal!
Riscou apressadamente o resto dos fósforos que havia no pacotinho, para ter a avó ali a seu lado e segurá-la. O clarão dos fósforos tornou-se mais intenso que a luz do dia. Nunca a avó fora tão grande e bela. Ergueu a menina nos braços e as duas voaram, felizes, para as alturas, onde não havia frio nem fome, nem apreensões. Voaram para junto de Deus. Quando raiou a manhã, muito fria, encontraram, ali no cantinho, entre as duas casas, a menina com as faces coradas e um sorriso a brincarlhe nos lábios. Morrera de frio na última noite do ano. A aurora do Ano Novo brilhava sobre o pequenino cadáver, que jazia com os fósforos nas mãos. Um maço inteiro estava queimado.
— Ela quis aquecer-se – disseram.
ANDERSEN, Hans Christian. Contos de Andersen. Tradução de Guttorm Hanssen. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.


Empresas de tecnologia querem lei federal de privacidade nos EUA
As leis de privacidade pelo mundo afetaram em cheio as empresas de tecnologia desde o início do ano. Só no primeiro semestre, a União Europeia e o Estado da Califórnia, nos EUA, criaram leis para proteger os dados pessoais de seus cidadãos. Agora, na tentativa de driblar as novas regras, companhias de tecnologia estão estudando formas de criar uma lei federal americana que atenda a seus interesses.
O movimento teve início em maio, quando a Europa começou a aplicar sua nova lei (GDPR, na sigla em inglês) que permite que as pessoas solicitem seus dados e restringe a forma como as empresas obtêm e lidam com informações.
Em junho, foi a vez da Califórnia fazer o mesmo, estabelecendo um parâmetro de privacidade para os EUA. Agora, as principais empresas de tecnologia estão indo para a ofensiva. Nos últimos meses, o Facebook, o Google, a IBM, a Microsoft e outros pressionaram agressivamente as autoridades na administração Trump para começar a delinear uma lei federal de privacidade. A lei teria um duplo objetivo: ela iria se sobrepor à lei da Califórnia e, ao mesmo tempo, daria às empresas ampla margem de manobra sobre como as informações digitais pessoais eram tratadas.
(Cecília Kang, do The New York Times. Estado de S.Paulo, 29.08.2018)
Texto I
Atlas da Violência mostra relação entre crimes e
baixo desenvolvimento
Por Fernando Molica
Os dados do ‘Atlas da Violência 2018: políticas públicas e retratos dos municípios brasileiros’ revelam que a violência é menor em cidades de maior desenvolvimento humano. A análise dos 309 municípios com mais de 100 mil habitantes mostrou que as taxas de homicídios são superiores naqueles que concentram populações mais pobres, baixos índices de atendimento a crianças e adolescentes e mais casos de desocupação e de gravidez na adolescência.
Os números reforçam os contrastes entre as cidades que ficam nos extremos da tabela: Brusque (SC) e Queimados (RJ). Na primeira, a taxa de homicídios e mortes violentas ficou em 4,8 casos por 100 mil habitantes; na outra, o índice chegou a 134,9. Os municípios mais violentos se concentram nas regiões Norte e Nordeste. Os números analisados são do ano de 2016.
Os dados do Atlas mostram o tamanho da desigualdade: em Brusque, a taxa de atendimento escolar na faixa de zero a três anos era de 31,3%, em Queimados, de 14,5%; a renda média por pessoa dos 20% mais pobres chegou a R$ 505,50 na cidade catarinense e a R$ 180 na do Estado do Rio.
Os índices de desocupação entre os 18 e 24 anos nos dois municípios foram de, respectivamente, 3,8% e 22%; os de gravidez na adolescência, de 1,3% e 2,9%. Outro dado relevante é o percentual de jovens entre 15 a 24 que não estudavam nem trabalhavam, os “nem-nem”: em Brusque, eram 1,2% do total; em Queimados, 13%. [...]
Os dados foram analisados pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No estudo, os pesquisadores frisam a necessidade de olhar a segurança pública de maneira mais ampla, não restrita apenas à atuação policial. Para eles, “a confusão sobre a produção do trabalho policial com a produção de segurança pública gera uma injustiça para as próprias organizações policiais, pois coloca toda a carga do problema sobre as mesmas.
Desse modo, quando a situação se deteriora, a responsabilidade recai sobre os ombros das polícias.” Esse processo, frisam, faz com que sejam diminuídas as responsabilidades de governos que não desenvolveram “um planejamento adequado e um plano de prevenção que componham uma política de Estado”.
Adaptado de: <https://veja.abril.com.br/brasil/atlas-da-violencia-mostra-relacao-entre-crimes-e-baixo-desenvolvimento/>
Assinale a alternativa em que uma das vírgulas seja utilizada com a mesma função da presente no seguinte trecho em destaque no excerto:
“[...] em Brusque, a taxa de atendimento escolar na faixa de zero a três anos era de 31,3%, em Queimados, de 14,5% [...]”
Leia as duas primeiras estrofes do poema “Minha terra!”, de Gonçalves Dias, para responder à questão.
Quanto é grato em terra estranha,
Sob um céu menos querido,
Entre feições estrangeiras,
Ver um rosto conhecido;
Ouvir a pátria linguagem
Do berço balbuciada,
Recordar sabidos casos
Saudosos – da terra amada!
(Poesia lírica e indianista. São Paulo, Ática, 2003, p. 108)
Um relatório do Fórum Econômico Mundial de 2016 afirma que, em 2050, teremos mais plástico nos oceanos do que peixes. Segundo o documento, a cada ano despejamos 8 milhões de toneladas de plástico. É uma caçamba de caminhão de lixo sendo jogada nas águas por minuto. Se nada for feito, a expectativa é de que pule para duas por minuto em 2030 e para quatro em 2050. Hoje, diz o relatório, temos mais de 150 milhões de toneladas de plástico nos oceanos.
(Estevão Bertoni. Galileu. https://revistagalileu.globo.com. 29.08.2018. Adaptado)






