Questões Militares Sobre orações subordinadas reduzidas em português

Foram encontradas 42 questões

Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: PM-ES Prova: IDECAN - 2026 - PM-ES - Soldado Combatente |
Q4380028 Português

O risco que ignoramos


    O câncer ainda é uma das principais causas de morte no mundo, em grande parte relacionado a fatores modificáveis. Para entender melhor esse panorama, a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou um estudo de mapeamento dos casos da doença no mundo e a relação com fatores que podem ser evitados.

    O tabagismo (15,1%), as infecções (10,2%) e o consumo de álcool (3,2%) foram os principais contribuintes para a carga de câncer. O estudo considerou ainda fatores como índice de massa corporal elevado, atividade física insuficiente, tabaco sem fumaça, poluição do ar e radiação ultravioleta.

    A divulgação dessas informações é extremamente importante. Afinal, conhecer os fatores de risco é o primeiro passo para poder combatê-los. O problema é que muitas vezes acabamos focando somente nos riscos que recebem mais destaque e deixamos de olhar para outros que atingem uma parcela muito maior da população. O Brasil é um excelente exemplo disso.

    Graças a décadas de campanhas educativas, restrições à publicidade, aumento de impostos e ambientes livres de fumaça, o número de fumantes caiu de forma impressionante. Hoje, menos de 10% da população adulta brasileira fuma regularmente. Trata-se de uma das maiores vitórias da saúde pública do país. Mas, enquanto comemoramos essa conquista, outro problema cresce silenciosamente.

    Segundo pesquisa da Quest, cerca de 52% dos brasileiros se consideram sedentários. Quando analisamos os critérios da OMS, a situação se torna ainda mais preocupante: aproximadamente 76% da população não atinge os níveis mínimos de atividade física recomendados para a manutenção da saúde. Isso significa que o sedentarismo está presente na vida de milhões de brasileiros todos os dias. E o impacto disso vai muito além da perda de condicionamento físico.

    Outro fator que merece atenção é a obesidade. Hoje, cerca de 30% da população brasileira é obesa. E a obesidade está associada a pelo menos 13 tipos diferentes de câncer. Mais uma vez, existe uma ligação direta com a atividade física.

    É importante deixar claro: o objetivo desta reflexão não é minimizar os riscos do cigarro ou do álcool. O ponto é outro. Quando pensamos em saúde pública, precisamos considerar não apenas o tamanho do risco individual, mas também o número de pessoas expostas a ele.

    Se menos de 10% da população fuma, mas mais da metade é sedentária e três em cada quatro brasileiros não alcançam sequer o mínimo recomendado de atividade física, talvez estejamos diante de uma das maiores oportunidades de prevenção da atualidade.

    A prevenção não depende apenas de eliminar hábitos ruins. Ela também exige a construção de hábitos saudáveis. E poucas intervenções de estilo de vida oferecem benefícios tão amplos quanto o movimento físico.

    Não é necessário se tornar atleta. Não é preciso correr maratonas nem passar horas por dia na academia. A mudança pode começar com atitudes simples: caminhar mais, usar escadas, levantar-se frequentemente ao longo do dia, brincar com os filhos, passear com cachorro, pedalar, dançar ou praticar qualquer atividade prazerosa. O exercício físico estruturado continua sendo algo extremamente importante, entretanto não podemos ignorar o valor do movimento incorporado à rotina. Nosso corpo foi feito para se mover. Cada passo conta.

    Talvez o maior desafio da saúde moderna não seja apenas convencer as pessoas a evitar o cigarro. Talvez seja fazê-las entender que passar grande parte do dia sentado também tem consequências importantes para a saúde. Alguns riscos são facilmente identificados. Outros são silenciosos, fazem parte da rotina e acabam sendo normalizados. O sedentarismo é um deles.


ATALLA, Marcio. O risco que ignoramos. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 3. jun. 2026. Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 4. jun. 2026

Assinale a alternativa que faz uma análise correta sobre a sintaxe do período “Afinal, conhecer os fatores de risco é o primeiro passo para poder combatê-los.” (3º parágrafo).
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDECAN Órgão: PM-RR Prova: IDECAN - 2026 - PM-RR - Sargento QPC PM - Geral |
Q4322070 Português
Texto para a questão.


MOTOCICLISTA

Ashley Fiolek


    Uma garotinha estava brincando na cozinha quando algumas panelas caíram da mesa fazendo um barulhão. Ashley nem se virou. Sua mãe e seu pai decidiram testar a audição dela. Quando os resultados voltaram, descobriram que a filhinha deles era surda.

    Aprenderam a linguagem de sinais e mandaram Ashley para um acampamento com outras crianças surdas para que ela pudesse aprender com eles e desenvolvesse autoconfiança.

    O pai e o avô de Ashley amavam motocicletas e deram para ela uma motinho para crianças quando ela fez três anos. Os três iam para a floresta, cada um com sua própria moto. Ashley adorava esses passeios e começou a sonhar em se tornar uma motociclista profissional.

    A maioria das pessoas dizia para ela que isso era impossível. “A audição é muito importante para o motociclismo”, explicavam. “O som do motor diz quando você deve trocar as marchas. Você tem que ser capaz de ouvir onde os outros pilotos estão.”

    Mas Ashley podia sentir pela vibração do motor o momento de trocar as marchas. Prestava atenção às sombras no canto dos olhos e sabia quando alguém estava se aproximando.

    Em cinco anos, ela ganhou quatro títulos nacionais. Ela caiu, sim, muitas vezes!

    Quebrou o braço esquerdo, o pulso direito, o tornozelo direito, a clavícula (três vezes) e os dois dentes da frente, mas sempre se recuperou e voltou para a moto.

    Ashley tem uma caminhonete na garagem. No para-choque, colou um adesivo que diz: “Buzine o quanto quiser, sou surda!”.


NASCIDA EM 22 DE OUTUBRO DE 1990

ESTADOS UNIDOS


FAVILLI, E.; CAVALLO, F. Histórias de ninar para garotas rebeldes: 100 fábulas sobre mulheres extraordinárias. São Paulo: Vergara & Riba Editora, 2017.
Observe o período: “Mas Ashley podia sentir pela vibração do motor o momento de trocar as marchas.” Tendo em vista a estrutura sintática do enunciado e as relações de subordinação estabelecidas entre seus constituintes, indique a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2026 - PM-SP - Cadete PM |
Q4246608 Português
Para responder à questão, leia o soneto da poeta portuguesa Florbela Espanca.


O maior bem

Este querer-te bem sem me quereres,
Este sofrer por ti constantemente,
Andar atrás de ti sem tu me veres
Faria piedade a toda a gente.

Mesmo a beijar-me, a tua boca mente...
Quantos sangrentos beijos de mulheres
Pousa na minha a tua boca ardente,
E quanto engano nos seus vãos dizeres!...

Mas que me importa a mim que me não queiras,
Se esta pena, esta dor, estas canseiras,
Este mísero pungir, árduo e profundo,

Do teu frio desamor, dos teus desdéns,
É na vida, o mais alto dos meus bens?
É tudo quanto eu tenho neste mundo?

(Florbela Espanca. Sonetos, 2025.)
“Este querer-te bem sem me quereres,” (1a estrofe)

Ao se transpor a oração reduzida “sem me quereres” para uma oração desenvolvida, seu verbo assume a seguinte forma:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: PM-SP Prova: FGV - 2024 - PM-SP - PM - Sargento |
Q3029754 Português
Um líder político antigo declarou:

Estamos condenados a viver em paz.

Se substituirmos o infinitivo “viver” por uma forma verbal desenvolvida, a forma correta seria  
Alternativas
Q2201193 Português
Assinale a alternativa que apresenta classificação incorreta da oração reduzida em destaque. 
Alternativas
Q2194623 Português
No trecho “todos os médicos a quem contei as moléstias dele foram acordes em que a morte era certa, e só se admiravam de ter resistido tanto tempo.”, é correto afirmar que o período é
Alternativas
Ano: 2023 Banca: Aeronáutica Órgão: CIAAR Provas: Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Clínica Médica | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Hematologia | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cardiologia | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Gastroenterologia | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Ginecologia e Obstetrícia | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia Cardíaca | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Urologia | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia Geral | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Endocrinologia | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Dermatologia | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cirurgia Plástica | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Geriatra | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Hemoterapia | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Infectologia | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Medicina de Família e Comunidade | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Medicina Intensiva | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Nefrologia | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Oftalmologia | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Ortopedia | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Otorrinolaringologista | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Pneumologia | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Psiquiatria | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Radiologia | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Anatomia patológica | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Anestesiologista | Aeronáutica - 2023 - CIAAR - Médico da Aeronáutica - Cancerologia |
Q2191570 Português
Assinale a opção em que a oração sublinhada foi classificada incorretamente. 
Alternativas
Q2130667 Português
Em relação à classificação das orações subordinadas substantivas reduzidas destacadas, avalie as afirmações abaixo e coloque V para verdadeiro ou F para falso. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Habituamo-nos a chamá-lo de filho. - objetiva indireta ( ) Nosso sonho sempre foi adotar um cão labrador. - objetiva direta ( ) Estávamos dispostos a levar o cãozinho para casa. - objetiva indireta ( ) Não convém, no momento, reclamar do comportamento do cão. - subjetiva
Alternativas
Q2059895 Português
Arrume sua cama
Se você quiser mudar o mundo...
comece arrumando a sua cama 

texto_1 - 10.png (790×500) 
Fonte: MCCRAVEN, William H. Arrume a sua cama: pequenas atitudes que podem mudar a sua vida... e talvez o mundo. Trad. Eliana Rocha. 2. ed. São Paulo:
Planeta, 2019. p. 15-17. (Adaptado.)
No período verificou os cantos dos lençóis e supervisionou o cobertor e o travesseiro para se assegurar (linha 20), a oração sublinhada classifica-se como 
Alternativas
Q1987262 Português
Leia o poema.
“Se eu me for vou de bagagem sem ter mala e compromisso. Vou de anjo, sem ter asa, vou morando, sem ter casa. Vou medir o infinito.” (Sylvia Orthof) 
As orações reduzidas em destaque classificam-se em adverbiais 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: PM-SP Prova: FGV - 2022 - PM-SP - Soldado da Polícia Militar |
Q1963647 Português

Atenção: a questão deve ser respondida a partir do Texto I.



Texto I


“É preciso fazer uma reflexão. O turismo e os turistas que chegam a Florianópolis causam uma agonia. A invasão das praias mostra um retrato do Brasil popular, mas sem nenhuma delicadeza. Me sinto encurralado pelos hábitos de mal gosto de grande parcela dos turistas que acham que som alto à beira mar e lixo jogado em todo canto fazem parte do relax das férias. Não compreendo essa identidade do brasileiro do quanto mais bagunçado melhor. Tudo pode em nome da liberdade individual e do politicamente correto. E não bastasse o comportamento dos que chegam de fora, os locais acabam cooperando, liberando seus instintos, juntando-se à bagunça geral. E os preços então? Uma explosão numérica sem limites. Mas enfim, deve ser essa a tão sonhada identidade brasileira.”

(PRATA, Anselmo. Turismo em Santa Catarina – Vale a pena? Disponível em https://www.ronaud.com/sociedade/turismo-em-santa-catarina/)


“É preciso fazer uma reflexão.”
Transformando-se a oração reduzida “fazer uma reflexão” por uma oração desenvolvida adequada, a forma correta seria 
Alternativas
Q1042048 Português

                               Como Dizia Meu Pai


      Já se tornou hábito meu, em meio a uma conversa, preceder algum comentário por uma introdução:

      — Como dizia meu pai...

      Nem sempre me reporto a algo que ele realmente dizia, sendo apenas uma maneira coloquial de dar ênfase a alguma opinião.

      De uns tempos para cá, porém, comecei a perceber que a opinião, sem ser de caso pensado, parece de fato corresponder a alguma coisa que Seu Domingos costumava dizer. Isso significará talvez — Deus queira — que insensivelmente vou me tomando com o correr dos anos cada vez mais parecido com ele. Ou, pelo menos, me identificando com a herança espiritual que dele recebi.

      Não raro me surpreendo, antes de agir, tentando descobrir como ele agiria em semelhantes circunstâncias, repetindo uma atitude sua, até mesmo esboçando um gesto seu. Ao formular uma ideia, percebo que estou concebendo, para nortear meu pensamento, um princípio que, se não foi enunciado por ele, só pode ter sido inspirado por sua presença dentro de mim.

      — No fim tudo dá certo...

      Ainda ontem eu tranquilizava um de meus filhos com esta frase, sem reparar que repetia literalmente o que ele costumava dizer, sempre concluindo com olhar travesso:

      — Se não deu certo, é porque ainda não chegou no fim.

      Gosto de evocar a figura mansa de Seu Domingos, a quem chamávamos paizinho, a subir pausadamente a escada da varanda de nossa casa, todos os dias, ao cair da tarde, egresso do escritório situado no porão. Ou depois do jantar, sentado com minha mãe no sofá de palhinha da varanda, como namorados, trocando notícias do dia. Os filhos guardavam zelosa distância, até que ela ia aos seus afazeres e ele se punha à disposição de cada um, para ouvir nossos problemas e ajudar a resolvê-los. Finda a última audiência, passava a mão no chapéu e na bengala e saía para uma volta, um encontro eventual com algum amigo. Regressava religiosamente uma hora depois, e tendo descido a pé até o centro, subia sempre de bonde. Se acaso ainda estávamos acordados, podíamos contar com o saquinho de balas que o paizinho nunca deixava de trazer.

      Costumava se distrair realizando pequenos consertos domésticos: uma boia de descarga, a bucha de uma torneira, um fusível queimado. Dispunha para isso da necessária habilidade e de uma preciosa caixa de ferramentas em que ninguém mais podia tocar. Aprendi com ele como é indispensável, para a boa ordem da casa, ter à mão pelo menos um alicate e uma chave de fenda. Durante algum tempo andou às voltas com o velho relógio de parede que fora de seu pai, hoje me pertence e amanhã será de meu filho: estava atrasando. Depois de remexer durante vários dias em suas entranhas, deu por findo o trabalho, embora ao remontá-lo houvessem sobrado umas pecinhas, que alegou não fazerem falta. O relógio passou a funcionar sem atrasos, e as batidas a soar em horas desencontradas. Como, aliás, acontece até hoje.

      Tinha por hábito emitir um pequeno sopro de assovio, que tanto podia ser indício de paz de espírito como do esforço para controlar a perturbação diante de algum aborrecimento.

      — As coisas são como são e não como deviam ser. Ou como gostaríamos que fossem.

      Este pronunciamento se fazia ouvir em geral quando diante de uma fatalidade a que não se poderia fugir. Queria dizer que devemos nos conformar com o fato de nossa vontade não poder prevalecer sobre a vontade de Deus - embora jamais fosse assim eloquente em suas conclusões. Estas quase sempre eram, mesmo, eivadas de certo ceticismo preventivo ante as esperanças vãs:

      — O que não tem solução, solucionado está.

      E tudo que acontece é bom — talvez não chegasse ao cúmulo do otimismo de afirmar isso, como seu filho Gerson, mas não vacilava em sustentar que toda mudança é para melhor: se mudou, é porque não estava dando certo. E se quiser que mude, não podendo fazer nada para isso, espere, que mudará por si.

      [...] 

      Tudo isso que de uns tempos para cá me vem ocorrendo, às vezes inconscientemente, como legado de meu pai, teve seu coroamento há poucos dias, quando eu ia caminhando distraído pela praia. Revirava na cabeça, não sei a que propósito, uma frase ouvida desde a infância e que fazia parte de sua filosofia: não se deve aumentar a aflição dos aflitos. Esta máxima me conduziu a outra, enunciada por Carlos Drummond de Andrade no filme que fiz sobre ele, a qual certamente Seu Domingos perfilharia: não devemos exigir das pessoas mais do que elas podem dar. De repente fui fulminado por uma verdade tão absoluta que tive de parar, completamente zonzo, fechando os olhos para entender melhor. No entanto era uma verdade evangélica, de clareza cintilante como um raio de sol, cheguei a fazer uma vênia de gratidão a Seu Domingos por me havê-la enviado:

      — Só há um meio de resolver qualquer problema nosso: é resolver primeiro o do outro.

      Com o tempo, a cidade foi tomando conhecimento do seu bom senso, da experiência adquirida ao longo de uma vida sem maiores ambições: Seu Domingos, além de representante de umas firmas inglesas, era procurador de partes — solene designação para uma atividade que hoje talvez fosse referida como a de um despachante. A princípio os amigos, conhecidos, e depois até desconhecidos passaram a procurá-lo para ouvir um conselho ou receber dele uma orientação. Era de se ver a romaria no seu escritório todas as manhãs: um funcionário que dera desfalque, uma mulher abandonada pelo marido, um pai agoniado com problemas do filho — era gente assim que vinha buscar com ele alívio para a sua dúvida, o seu medo, a sua aflição. O próprio Governador, que não o conhecia pessoalmente, certa vez o consultou através de um secretário, sobre questão administrativa que o atormentava. Não se falando nos filhos: mesmo depois de ter saído de casa, mais de uma vez tomei trem ou avião e fui colher uma palavra sua que hoje tanta falta me faz.

      Resta apenas evocá-la, como faço agora, para me servir de consolo nas horas más. No momento, ele próprio está aqui a meu lado, com o seu sorriso bom.

SABINO, Fernando. A volta por cima. In: Obra Reunida v. III. Rio de Janeiro: Ed. Nova Aguilar, 1996. (Texto adaptado)

Assinale a opção em que a oração reduzida sublinhada apresenta uma circunstância diferente das demais.
Alternativas
Q1370288 Português

Assinalar a opção que contém uma informação CORRETA sobre o período abaixo.


“A legislação brasileira (LDBEN 9394/96) busca garantir que a inclusão escolar permita que as crianças, que apresentam algum tipo de necessidade especial, possam se socializar, desenvolver suas capacidades pessoais e aprimorar sua inteligência emocional." (L. 5/7)

Alternativas
Q889329 Português
Assinale a alternativa que não apresenta a correta classificação da oração subordinada.
Alternativas
Q889327 Português
Classifique as orações reduzidas de acordo com o indicado. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
1 – Oração Reduzida de Infinitivo 2 – Oração Reduzida de Gerúndio 3 – Oração Reduzida de Particípio
( ) Esta é a trágica notícia divulgada pela imprensa brasileira. ( ) Tendo perdido o dinheiro, o candidato viu-se obrigado à desistência. ( ) Custou-lhe muito concluir o curso técnico.
Alternativas
Q865228 Português

Associe as duas colunas, relacionando a oração reduzida de infinitivo sublinhada à sua respectiva função.


Orações subordinadas reduzidas de infinitivo

1 - Naquela noite, dei-lhe ordem de viajar imediatamente.

2 - Apesar da proibição, urgia comprar as vacinas para os postos de saúde.

3 - Ele tinha apenas duas alegrias: cantar e dançar durante as madrugadas.

4 - Alguns atores gostam de ficar sozinhos no camarim, antes das cenas.


Funções

( ) Sujeito

( ) Objeto indireto

( ) Aposto

( ) Complemento nominal

Alternativas
Q806697 Português
A oração reduzida destacada em: “Não por acaso eu brinco, FAZENDO UMA CARETA IDIOTA: dou de costas para o monumento” pode ser desenvolvida, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q1353272 Português
Dia, Lugar e Hora (Luan Santana)
Fonte: https://www.letras.mus.br/luan-santana/eu-voce-o-mar-e-ela/#radio:luan-santana Acesso: 05/11/2016

Se a moça do café não demorasse tanto
Pra me dar o troco
Se eu não tivesse discutido na calçada
Com aquele cara louco
E ó que eu nem sou de rolo
Se eu não tivesse atravessado
Aquela hora no sinal vermelho
Se eu não parasse bem na hora do almoço
Pra cortar o cabelo
E ó que eu nem sou vaidoso

Eu não teria te encontrado
Eu não teria me apaixonado
Mas aconteceu
Foi mais forte que eu e você

Aí eu disse
Quer que eu faça um café?
Ou faça minha vida
Se encaixar na sua?
Aqui mesmo na rua
Era pra ser agora
Quando é pra acontecer
Tem dia, lugar e tem hora

Se eu não tivesse atravessado
Aquela hora no sinal vermelho
Se eu não parasse bem na hora do almoço
Pra cortar o cabelo
E ó eu nem sou vaidoso

Eu não teria te encontrado
Eu não teria me apaixonado
Mas aconteceu
Foi mais forte que eu e você

Aí eu disse
Quer que eu faça um café?
Ou faça minha vida
Se encaixar na sua?
Aqui mesmo na rua
Era pra ser agora
Quando é pra acontecer
Tem dia, lugar e tem hora


Eu disse
Quer que eu faça um café?
Ou faça minha vida
Se encaixar na sua?
Aqui mesmo na rua
Era pra ser agora
Quando é pra acontecer
Tem dia, lugar e tem hora

Se a moça do café não demorasse tanto
Qual alternativa traz uma oração adverbial reduzida de infinitivo:
Alternativas
Q691554 Português
Nos períodos que se seguem aparecem orações sublinhadas reduzidas. A única EXCEÇÃO está na opção:
Alternativas
Q691490 Português

                                               Sobre o mar e o navio 

      Na guerra naval, existem ainda algumas peculiaridades que merecem ser abordadas.

      Uma delas diz respeito ao cenário das batalhas: o mar. Diferente, em linhas gerais, dos teatros de operações terrestres, o mar não tem limites, não tem fronteiras definidas, a não ser nas proximidades dos litorais, nos estreitos, nas baias e enseadas.

      Em uma batalha em mar aberto, certamente, poderão ser empregadas manobras táticas diversas dos engajamentos efetuados em área marítima restrita. Nelas, as forças navais podem se valer das características geográficas locais, como fez o comandante naval grego Temístocles, em 480 a .C . ao atrair as forças persas para a baía de Salamina, onde pôde proteger os flancos de sua formatura, evitando o envolvimento pela força naval numericamente superior dos invasores persas.

      As condições meteorológicas são outros fatores que também afetam, muitas vezes de forma drástica, as operações nos teatros marítimos, O mar grosso, os vendavais, ou mesmo as longas calmarias, especialmente na era da vela, são responsáveis por grandes transtornos ao governo dos navios, dificultando fainas e manobras e, não poucas vezes, interferindo nos resultados das ações navais ou mesmo impedindo o engajamento. É oportuno relembrar que o vento e a força do mar destruíram as esquadras persa (490 a . C .) , mongol (1281) e a incrível Armada Espanhola (1588), salvando respectivamente a Grécia, o Japão (que denominou de kamikaze o vento divino salvador) e a Inglaterra daqueles invasores vindos do mar. 

      O cenário marítimo também é o responsável pela causa mortis da maioria dos tripulantes dos navios afundados nas batalhas navais, cujas baixas por afogamento são certamente mais numerosas do que as causadas pelos ferimentos dos impactos dos projéteis, dos estilhaços e dos abalroamentos. Em maio de 1941, o cruzador de batalha britânico HMS Hood, atingido pelo fogo da artilharia do Bismarck, afundou, em poucos minutos, levando para o fundo cerca de 1.400 tripulantes, dos quais apenas três sobreviveram. 

      Aliás, o instante do afundamento de um navio é um momento crucial para a sobrevivência daqueles tripulantes que conseguem saltar ou são jogados ao mar, pois o efeito da sucção pode arrastar para o fundo os tripulantes que estiverem nas proximidades do navio no momento da submersão. Por sua vez, os náufragos podem permanecer dias, semanas em suas balsas à deriva, em um mar batido pela ação de ventos, continuamente borrifadas pelas águas salgadas, sofrendo o calor tropical escaldante ou o frio intenso das altas latitudes, como nos mares Ártico, do Norte ou Báltico, cujas baixas temperaturas dos tempos invernais limitam cabalmente o tempo de permanência n 'água dos náufragos, tornando fundamental para a sua sobrevivência a rapidez do socorro prestado.

      O navio também é um engenho de guerra singular. Ao mesmo tempo morada e local de trabalho do marinheiro, graças à sua mobilidade, tem a capacidade de conduzir homens e armas até o cenário da guerra. Plataforma bélica plena e integral, engaja batalhas, sofre derrotas, naufraga ou conquista vitórias, tornando-se quase sempre objeto inesquecível da história de sua marinha e país.

(CESAR, William Carmo. Sobre o mar e o navio. In:____ . Uma história das Guerras Navais: o desenvolvimento tecnológico das belonaves e o emprego do Poder Naval ao longo dos tempos. Rio de Janeiro: FEMAR, 2013. p. 396-398) 

Assinale a opção em que a oração subordinada reduzida está corretamente classificada.
Alternativas
Respostas
1: B
2: E
3: E
4: A
5: C
6: D
7: C
8: D
9: D
10: B
11: E
12: E
13: D
14: C
15: C
16: C
17: C
18: E
19: D
20: E