Questões Militares
Sobre orações subordinadas reduzidas em português
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Um leitor da revista Superinteressante, de novembro de 2014, redigiu a seguinte carta: “Na reportagem Por que está faltando água? me decepcionei um pouco. Vocês explicaram lindamente as reservas e o mau uso, mas falta um pedaço importante da história: a relação evidente entre desmatamento e a falta de água. Por que faltou chuva? Por causa do desmatamento da Amazônia. As pessoas precisam entender que não basta rezar para chover e colocar a culpa no governo.”
“Não basta rezar para chover”; nesse segmento do texto há duas orações reduzidas com verbos no infinitivo; a modificação correta dessas duas orações para formas desenvolvidas oracionais é:
Poema da necessidade Carlos Drummond de Andrade
É preciso casar João, é preciso suportar Antônio,
é preciso odiar Melquíades, é preciso substituir nós todos
É preciso salvar o país, é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas, é preciso comprar um rádio, é preciso esquecer fulana.
É preciso estudar volapuque, é preciso estar sempre bêbado, é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores de que rezam velhos autores.
É preciso viver com os homens, é preciso não assassiná-los
é preciso ter mãos pálidas e anunciar o Fim do Mundo.
(Reunião.10. ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1980. p. 47.)
O poema é construído a partir de uma estrutura paralelística, caracterizado por repetição de palavras e de estruturas sintáticas. Assinale a alternativa correta:
A questão refere-se ao trecho do texto 1, destacado a seguir:
“Olhando os enigmas que nos rodeiam e ponderando e analisando as minhas observações, entro em contato com o mundo da matemática.”
Em relação às combinações sintáticas do trecho acima, qual das opções apresenta uma análise equivocada referentes às expressões destacadas abaixo?

Contradições do mundo em que vivemos
Devemos sempre resistir à impressão de que o mundo enlouqueceu. O famoso conto de Machado de Assis “O Alienista” nos deixa essa lição. Doutor Simão Bacamarte, depois de trancar toda a cidade no manicômio – inclusive a sua própria mulher – acabou por trancar a si mesmo.
Se não é saudável nem prudente apostar na loucura geral, imaginando-se em plena sanidade, há evidências de que grassa uma epidemia de capota furada. Junto dois textos que julgo oportuno republicar diante das manifestações – contra, a favor e muito ao contrário – suscitadas pela prisão dos diretores da Camargo Correa e de Eliana Tranchesi. Os dois episódios desataram um desfile de fúria e descontrole moral entre os comentaristas de blogs e missivistas das colunas de Cartas ao Leitor. Não se trata aqui de discutir as razões e as justificativas das ações da polícia ou a procedência das decisões judiciais. Cuida-se de examinar as reações aos fatos e avaliar o estado da consciência jurídica que predomina entre os cidadãos deste país.
Nos episódios mencionados, os ululantes atacaram, mais uma vez, com as bordunas do preconceito, da intolerância e da apologia da brutalidade, sem falar nas ações em massa contra última flor do Lácio, inculta e bela. Alguém já dizia que há método na loucura, mas a desrazão caprichou na metodologia. Expressões grosseiramente facistoides poucas vezes foram utilizadas com tanta liberalidade e descuido. A generosa distribuição de adjetivos foi acompanhada de exaltadas conclamações para o retorno dos militares ou sugestões para que o desrespeito à lei e aos direitos individuais se transformassem em regra geral e irrestrita.
Torço para que o destampatório seja mais um esgar do que um ideário consistente. Mas não custa ficar esperto: os estudiosos do totalitarismo sabem que a “autovitimização” da “boa sociedade” e a inculpação do “outro” foram métodos eficientes para a conquista do poder absoluto. Vejo nos blogs: os mais furiosos se apresentam como “humanos direitos”, em contraposição aos defensores dos “direitos humanos”. Fico a imaginar como seria a vida dos humanos direitos na moderna sociedade capitalista de massas, crivada de conflitos e contradições, sem as instituições que garantam os direitos civis, sociais e econômicos conquistados a duras penas. A possibilidade da realização desse pesadelo, um tropismo da anarquia de massas, tornaria o Gulag e o Holocausto um ensaio de amadores.
As novas operações da Polícia Federal desataram, ademais, a costumeira rodada de críticas ao poder Judiciário e às leis destinadas a proteger os direitos individuais, – a começar da Constituição. As acusações, em boa medida, partem de certa esquerda de boca torta. Em sua sede de “justiça” (com letra minúscula) ela se acumplicia aos extremistas de direita das classes remediadas, em sua campanha para “limpar” a sociedade. “A polícia prende, a Justiça solta”. Refrão midiático destinado ao imaginário de um povo habituado a ser preso e espancado arbitrariamente, desamparado da consciência de seus direitos. O século XXI já vai completar uma década e, no Brasil, a letra da lei que garante os direitos do indivíduo jaz inerte nos compêndios. As garantias individuais ainda não saíram dos códigos para ganhar vida do povaréu, quotidianamente massacrado pelos abusos dos senhoritos da “ordem” e seus sequazes. (...)
O jurista Herbert Hart, no livro The Concept of Law diz com razão que o juiz não pode decidir como supremo censor e guardião da moralidade pública. A primeira e ilustre vítima do particularismo moralista será o princípio da legalidade que deve estabelecer com a maior clareza possível o que é lícito e o que não é. Exemplo de atropelo ao princípio da legalidade é a lei promulgada pelo regime nazista em 1935. Ela prescrevia que era “digno de punição qualquer crime definido como tal pelo ‘saudável sentimento’ popular”.
No ensaio O Estado e o Indivíduo no Nacional-Socialismo, Herbert Marcuse argumentava que, na era moderna, o domínio da lei, o monopólio do poder coercitivo e a soberania nacional são as três características do Estado que mais claramente expressam a divisão racional de funções entre Estado e Sociedade. “A lei trata as pessoas, se não como iguais, pelo menos sem considerar as contingências sociais mais óbvias; é, por assim dizer, a corte de apelação que mitiga os infortúnios e as injustiças que as pessoas sofrem em suas relações sociais. O caráter universal da lei oferece proteção universal a todos os cidadãos, não apenas em relação ao desastroso jogo de autointeresses conflitantes, mas também aos caprichos governamentais. O regime nacionalsocialista aboliu estas propriedades da lei que a tinham elevado acima dos riscos da luta social.” (...)
No mundo das grandes empresas e da inevitável mediação do Estado nas disputas entre os competidores privados, a exceção tende a se tornar a regra. Tal estado de excepcionalidade deságua na proliferação legislativa casuística e na ameaça permanente ao caráter abstrato e universal da norma jurídica. A contradição se torna aguda: de um lado, a liberdade dos indivíduos no mercado exige a independência do Judiciário, certeiro na aplicação da lei e cuidadoso em seus procedimentos; de outra parte, a “corrupção” quase congênita, engendrada pela concorrência econômica mediada pelo Estado, estimula a formação de correntes de opinião que propugnam por formas primitivas de punição e de vingança. (...)
Para assumir a condição de sujeitos de direitos e deveres, os indivíduos são constrangidos a abdicar de sua moral particularista. O consensus iuris é o reconhecimento dos cidadãos de que o direito, ou seja, o sistema de regras positivas emanadas dos poderes do Estado e legitimados pelo sufrágio universal deve punir rigorosamente quem se aventura à violação da norma abstrata. Mas a mediação do Estado é precária, sugere Giorgio Agambem, pois a soberania é um frágil compromisso entre a natureza e a razão, o direito e a violência. (...)
Os meios de comunicação de massa, compelidos pela disputa de
audiência, são arrastados para o abismo da vulgaridade, pelos “movimentos da
ralé”. Eles repercutem e realimentam as simplificações e slogans de um tipo de
sociabilidade que necessita cada vez mais, para reproduzir suas formas de
dominação, da incompreensão dos indivíduos abandonados à sua solidão. Essa
relação entre a linguagem midiática e as relações no interior da sociedade de
massas legitima as tropelias e ilegalidades praticadas pelas burocracias públicas
e promovem a subversão da hierarquia entre os poderes do Estado. As empresas
corrompem a política e, assim, degradam o instituto da representação popular.
Procuradores e policiais fazem gravações clandestinas ou inventam provas e
assim corrompem o princípio da legalidade e da impessoalidade nos atos da
administração pública. Nas altas esferas do Olimpo midiático, “a imprensa diária
dispara a cortina de relâmpagos” e trata de manipular a opinião pública,
atemorizar juízes e fomentar a arbitrariedade dos esbirros e beleguins.
Marque a opção CORRETA quanto à classificação das orações acima:
Leia o trecho abaixo, analise as afirmações e marque V para verdadeiro ou F para falso. Em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Havia muitas pessoas aguardando a possibilidade de abertura dos aeroportos, entretanto, o geofísico islandês Magnus Tumi Gudmundsson afirmou que o processo ainda está em fase ascendente, e não há previsão para que o fenômeno acabe. “Realmente não existe possibilidade de dizer quando a erupção vai parar”.
( ) Na primeira oração, há elipse do sujeito.
( ) A conjunção destacada pode ser substituída por todavia.
( ) “Aguardando” é o verbo de uma oração adjetiva.
( ) A vírgula após “ascendente” é dispensável.
( ) A oração destacada é classificada como subordinada adverbial final.
Assinale a alternativa que contém a classificação sintática correta das orações do período transcrito acima.
De acordo com o último relatório da comissão de auditoria interna, houveram policiais que falta regularizar as pendências administrativas relativas aos afastamentos para qualificação profissional em serviço. Considerando os pedidos encaminhados que foram arquivados no ano anterior. É fundamental que os servidores que requereram tal afastamento sejam notificados. Para que entrem em contato com o setor de pessoal o quanto antes.
É correto afirmar que:
I. A personificação está presente em “E todas as palavras recolheram-se ao coração murmurando (...)” (linha 3).
II. Em “Eis aqui um que não fará (...)”(linha 4), o vocábulo em negrito funciona como objeto e pertence à classe dos pronomes relativos.
III. A oração reduzida “(...) apanhados pela mãe,(...)” (linha 6) dá ideia de causa.
IV. Infere-se do texto que a razão prevalece sobre a emoção.






