Questões Militares Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q827008 Português


Com base no texto acima, julgue o item subsequente.

O autor do texto sugere que a humanidade firmou um pacto com o tempo.

Alternativas
Q827006 Português


Com base no texto acima, julgue o item subsequente.

No trecho “na ida e vinda do calor e do frio, da chuva e da estiagem” (l.7), há menção às estações do ano.

Alternativas
Q827004 Português


Com base no texto acima, julgue o item subsequente.

Infere-se do texto que a humanidade percebe a passagem do tempo e tenta, inclusive com o uso da ciência, medi-lo de diversas formas.

Alternativas
Q827002 Português


A partir do texto acima, julgue o próximo item.

O romance histórico baseia-se sempre em fatos reais que são, segundo a criatividade do autor, organizados de modo a prender a atenção do leitor.

Alternativas
Q827001 Português


A partir do texto acima, julgue o próximo item.

Os textos escritos por historiadores, segundo o texto, carecem de emoção, por serem obras menos detalhistas que as obras de ficção.

Alternativas
Q826997 Português


A partir do texto acima, julgue o item a seguir.

O trecho isolado por travessões (l.1) marca a opinião do autor acerca da observação de brincadeiras de filhotinhos.

Alternativas
Q826996 Português


A partir do texto acima, julgue o item a seguir.

Segundo o texto, os adultos desempenham atividades lúdicas com mais seriedade que as crianças.

Alternativas
Q826995 Português


A partir do texto acima, julgue o item a seguir.

Da leitura do texto depreende-se que as brincadeiras apresentam potencial benéfico em todas as fases da vida.

Alternativas
Q743598 Português

                                                 TEXTO 1:

                              O Fim do Mundo (Cecília Meireles)

   A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

   Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

   Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

  Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste — mas que importância tem a tristeza das crianças?

   Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

  Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

   O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos — além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

   Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

   Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus — dono de todos os mundos — que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos — segundo leio — que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração. 

  Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos — insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

  Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...

Texto extraído do livro "Quatro Vozes", Distribuidora Record de Serviços de Imprensa - Rio de Janeiro, 1998, pág. 73.

Vocabulário:

Estremunhar – despertar ou fazer despertar (alguém) subitamente.

Peculiar – inerente, próprio, respectivo.

Judicioso – que demonstra sensatez; acertado.

Enigma – mistério.

Arrogar – tomar como seu, atribuir a (alguém ou si próprio) direito a (um privilégio, poder etc.). 


                                                   TEXTO 2:

                                            Coisas da Magia

   O fascínio que os cometas exercem decorre certamente de sua forma inusitada, de suas aparições rápidas e de suas prolongadas ausências. Um astro, que arrasta atrás de si uma cauda luminosa, surge voando em direção ao Sol e desaparece do céu para tornar a aparecer anos mais tarde só poderia fascinar a mente humana. Não é de admirar ter sido a cauda a primeira parte do cometa a merecer atenção. O próprio nome cometa, que deriva do grego, quer dizer “estrela de cabelo”, uma evidente associação com a cauda; e as palavras chinesa e japonesa para cometa significam “estrela de vassoura” — de novo a alusão à cauda. (Talvez seja essa origem, aliás, a responsável pela confusão que a certa altura se fez entre cauda e cabeleira, o invólucro do núcleo do cometa.)

   Assim também as ausências, mesmo curtas, causaram perplexidade entre os antigos observadores, gerando não só polêmicas, mas explicações que hoje fazem rir. Em 1680, por exemplo, Isaac Newton avistou o cometa que tomou seu nome. O Newton sumiu em novembro para reaparecer em meados de dezembro. E foi uma luta para o astrônomo inglês convencer os seus contemporâneos de que o cometa simplesmente dera a volta por trás do Sol. Para eles, um primeiro cometa se chocara contra o astro e posteriormente outro surgira do lado oposto.

   Nem o século XX escapou a explicações estapafúrdias. Antes e durante a visita do cometa Halley, em 1910, multiplicaram-se reações que variaram do pitoresco ao dramático. Toda uma aldeia húngara, convencida de que o cometa se chocaria com a Terra, fazendo-a em pedaços, acendeu uma grande fogueira na praça e se atirou a uma orgia místico-gastronômica. Ao som das orações e imprecações, todo o estoque de comida e de bebida foi sendo consumido até que a ressaca e o pasmo se instalaram. Além da colisão, anunciada por astrólogos, temia-se o envenenamento por gases da cauda do cometa (a qual, conforme as previsões, a Terra cruzaria a 21 de maio). Muita gente vedou portas e janelas e se trancou a sete chaves, e não faltou quem amealhasse gordas somas vendendo máscaras contra gases. Segundo um boato jamais confirmado ou desmentido, no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, uma virgem quase foi sacrificada por religiosos fanáticos ansiosos para aplacar o cometa; teria sido salva por policiais, no bom estilo dos romances de aventuras. Em vários lugares houve casos de suicídio.

   Claro, não ocorreu colisão nem envenenamento. (a possibilidade de colisão existe, mas, segundo os astrônomos, é de apenas uma em um milhão). E cruzar os gases na cauda de um cometa não é mais perigoso do que se expor à poluição de uma área industrial durante algumas horas. Mas o Halley, portador de uma antiga fama como assassino de monarcas, em 1910 a confirmou: faleceu Eduardo VII da Grã-Bretanha e Irlanda. Para muita gente, foi o cometa que matou o rei, embora ele já estivesse doente e até pensando em abdicar. 

    Por um lado, como se vê, os homens buscam os cometas como um deslumbrante espetáculo celeste. Por outro, atribuem-lhes mortes e todo tipo de desastres. Até o dilúvio universal já foi atribuído a um deles. No ano 11 a.C., a aparição de um cometa teria anunciado a morte de Marco Agripa, poderoso general e estadista romano. No ano 48 a.C., quando César e Pompeu entraram em guerra, Plínio o Velho, famoso naturalista romano, pontificou: o conflito seria “um exemplo dos terríveis efeitos que se seguem à aparição de um cometa”. No ano 60 de nossa era, Nero, verificando que os deuses se punham a enviar cometas contra Roma, e temendo que os patrícios romanos o sacrificassem a fim de apaziguá- los, houve por bem tomar a iniciativa; ato contínuo, vários patrícios foram passados pelo fio da espada. Atribuíram-se igualmente a cometas a destruição de Jerusalém, no ano 66; a morte do imperador romano Macrino, em 218; a derrota de Átila, rei dos hunos, em 451; e a morte de Haroldo II, rei dos anglo-saxões. Haroldo II morreu em 1066, ano de visita do cometa Halley, em luta contra Guilherme I o Conquistador, duque da Normandia e depois rei da Inglaterra. Tanto a aparição do Halley quanto a conquista normanda da Inglaterra estão retratados no célebre bordado conhecido como tapeçaria de Bayeux (por ter sido trabalhado nesse famoso centro tapeceiro) e também como tapete da rainha Matilde (por ser atribuído a Matilde, esposa de Guilherme). Responsabilizados por tantas desgraças, os cometas sofreram revides. Afonso VI de Portugal entrincheirou-se numa ameia de seu palácio e recebeu o Halley a tiros de pistola.

    Mas se a associação entre os cometas e a desgraça é predominante, pelo menos não é única. Giotto de Bondone, considerado o maior pintor do século XIV, viu o Halley em 1301 e, dois anos depois, o incluiu no afresco “Adoração dos magos”, do ciclo de Pádua, em que retratou a história sacra. Vem daí a confusão entre o Halley e a estrela de Belém. Na verdade, não consta que esse cometa tenha aparecido no ano do nascimento de Jesus Cristo.

(http://www.idealdicas.com/o-cometa-halley/)

Vocabulário:

Estapafúrdio – excêntrico, bizarro, singular.

Pitoresco – que diverte; recreativo.

Imprecação – pedido de favor ou graça; rogo, súplica.

Amealhar – acumular, juntar, enriquecer.

Ameia – parte alta ou superior de alguma coisa. 

O texto 2 (Coisas da Magia) estabelece uma espécie de diálogo com o texto 1 (O Fim do Mundo) na medida em que os dois textos tratam:
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Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2011 - PM-SP - Soldado Voluntário XV |
Q724332 Português

                            Preconceito de cor

Eu assino embaixo doutor por minha rapaziada

Somos criolos do morro mas ninguém roubou nada

Isso é preconceito de cor vou provar ao senhor

Porque é que o doutor não prende aquele careta

Que só faz mutreta e só anda de terno

Porém o seu nome não vai pró caderno

Ele anda na rua de pomba rôlo

A lei só é implacável para nós favelados

E protege o golpista, ele tinha de ser

O primeiro da lista

Se liga nessa doutor ih

É vê se dá um refresco isso não é pretexto

Pra mostrar serviço

Eu assumo o compromisso

Pago até a fiança da rapaziada

Porque que é que ninguém mete o grampo

Num pulso daquele de colarinho branco

Roubou jóia e o ouro da serra pelada

                                                                                          (Bezerra Da Silva)

A letra da música retrata
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Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2011 - PM-SP - Soldado Voluntário XV |
Q724330 Português

    IstoÉ – Maioria nas instituições de correção como a Febem, os negros ainda são vítimas da discriminação. A lei que criminaliza o racismo não mudou a visão da sociedade sobre o tema?

    Hédio Silva Júnior – O debate sobre ações afirmativas tem educado mais do que a criminalização do racismo pela Constituição de 1988. O que mudou é que a sociedade passou a reconhecer o problema. A opinião pública está muito mais treinada para identificar uma discriminação racial e se indignar diante dela. Há 25 anos, havia um consenso de que não havia problema racial no Brasil, e sim social. E hoje se debate se o sistema de cotas é mais apropriado do que a pontuação acrescida ou o investimento no ensino fundamental. O Brasil hoje, enfim, discute o problema racial.

(...)

    IstoÉ – E hoje, o Sr. sente menos discriminação?

    Hédio Silva Júnior – Quando viajo de avião, geralmente as comissárias de bordo me oferecem o jantar em inglês. Isso acontece em vôos domésticos. Demorei um pouco para entender esse negócio. Mas depois percebi que, no Brasil, um negro viajando de avião não pode ser brasileiro. Eles devem pensar: “Esse negão só pode ser americano” (risos).

                                                                                            (IstoÉ, 28 set. 2005)



             

A fala do personagem evidencia a ideia de que
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Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2011 - PM-SP - Soldado Voluntário XV |
Q724326 Português

      IstoÉ – Maioria nas instituições de correção como a Febem, os negros ainda são vítimas da discriminação. A lei que criminaliza o racismo não mudou a visão da sociedade sobre o tema?

Hédio Silva Júnior – O debate sobre ações afirmativas tem educado mais do que a criminalização do racismo pela Constituição de 1988. O que mudou é que a sociedade passou a reconhecer o problema. A opinião pública está muito mais treinada para identificar uma discriminação racial e se indignar diante dela. Há 25 anos, havia um consenso de que não havia problema racial no Brasil, e sim social. E hoje se debate se o sistema de cotas é mais apropriado do que a pontuação acrescida ou o investimento no ensino fundamental. O Brasil hoje, enfim, discute o problema racial.

(...)

IstoÉ – E hoje, o Sr. sente menos discriminação?

Hédio Silva Júnior – Quando viajo de avião, geralmente as comissárias de bordo me oferecem o jantar em inglês. Isso acontece em vôos domésticos. Demorei um pouco para entender esse negócio. Mas depois percebi que, no Brasil, um negro viajando de avião não pode ser brasileiro. Eles devem pensar: “Esse negão só pode ser americano” (risos).

                                                                                            (IstoÉ, 28 set. 2005)

O texto é um fragmento de uma entrevista do secretário de Justiça de São Paulo, cujo assunto é o negro na sociedade brasileira. Para o entrevistado,
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Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2011 - PM-SP - Soldado Voluntário XV |
Q724324 Português

Leia a charge e responda à questão.

                         

Na charge, a fala da menina evidencia que
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Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2011 - PM-SP - Soldado Voluntário XV |
Q724320 Português

                 Políticas Públicas de Combate às Desigualdades Sociais

      Muito se tem falado em promoção da igualdade e das condições de oportunidade, em especial com relação à população negra e afrodescendente. Mas a implementação efetiva de políticas públicas, buscando a tão sonhada igualdade de direitos, caminha a passos lentos.

      De nada adianta a edição de leis fixando regras e impondo sanções, se não houver uma conscientização e um respeito pela dignidade e pelo ser humano, já que todos somos titulares de direitos e de obrigações desde o nascimento.

      A igualdade de oportunidade e o combate às desigualdades sociais começam pelo emprego e a justa remuneração, sem os quais o indivíduo está fadado à marginalidade e à exclusão. O estabelecimento de metas bem delimitadas e uma estrutura de apoio podem resultar num processo de capacitação e integração maior. Nessa esteira, está inserida a política de cotas, sem que isto possa ser alegado como indicativo de prejuízo a outras etnias ou outros grupos. Entendimento desta ordem é tornar ineficazes as políticas afirmativas de integração social, já que o direito é, primordialmente, uma garantia individual e não de grupos.

      Apesar das leis protetivas, ocorre uma queda acentuada do grau de proteção dos trabalhadores brasileiros mediante contrato de trabalho e, nesse sistema de exclusão, os negros e afrodescendentes sofrem uma penalidade maior, pois, via de regra, são sempre os primeiros nas listas de cortes das empresas e os excluídos no momento da seleção.

      O negro e seus descendentes representam mais da metade da nossa população, tiveram, e continuam tendo, uma participação efetiva na formação da base econômica e na formação cultural da nação brasileira.

      Apesar desta constatação, são grandes os obstáculos enfrentados pelos afrodescendentes na conquista de um espaço digno na sociedade. A partilha da riqueza no país não é proporcional a sua presença no cenário nacional, colocando-os no imenso contingente dos excluídos.

      Desta forma, as ações afirmativas governamentais devem implementar-se por meio de melhores condições de acesso à boa escola e ao mercado de trabalho, para que esse seguimento da população tenha as mesmas oportunidades dos demais brasileiros.

      Esta desigualdade é secular e não vai ser combatida apenas universalizando direitos. A igualdade formal não implica em igualdade de fato. Ela demanda uma intervenção ativa do Estado, cuidando de aspectos fundamentais para a sociedade, inclusive de políticas destinadas a grupos específicos como mulheres, negros, portadores de deficiência e indígenas.

                                              (Texto de Carmen Dora Freitas Ferreira. Adaptado)

Na frase – ... colocando-os no imenso contingente dos excluídos. – o termo em destaque significa
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Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2011 - PM-SP - Soldado Voluntário XV |
Q724317 Português

                 Políticas Públicas de Combate às Desigualdades Sociais

      Muito se tem falado em promoção da igualdade e das condições de oportunidade, em especial com relação à população negra e afrodescendente. Mas a implementação efetiva de políticas públicas, buscando a tão sonhada igualdade de direitos, caminha a passos lentos.

      De nada adianta a edição de leis fixando regras e impondo sanções, se não houver uma conscientização e um respeito pela dignidade e pelo ser humano, já que todos somos titulares de direitos e de obrigações desde o nascimento.

      A igualdade de oportunidade e o combate às desigualdades sociais começam pelo emprego e a justa remuneração, sem os quais o indivíduo está fadado à marginalidade e à exclusão. O estabelecimento de metas bem delimitadas e uma estrutura de apoio podem resultar num processo de capacitação e integração maior. Nessa esteira, está inserida a política de cotas, sem que isto possa ser alegado como indicativo de prejuízo a outras etnias ou outros grupos. Entendimento desta ordem é tornar ineficazes as políticas afirmativas de integração social, já que o direito é, primordialmente, uma garantia individual e não de grupos.

      Apesar das leis protetivas, ocorre uma queda acentuada do grau de proteção dos trabalhadores brasileiros mediante contrato de trabalho e, nesse sistema de exclusão, os negros e afrodescendentes sofrem uma penalidade maior, pois, via de regra, são sempre os primeiros nas listas de cortes das empresas e os excluídos no momento da seleção.

      O negro e seus descendentes representam mais da metade da nossa população, tiveram, e continuam tendo, uma participação efetiva na formação da base econômica e na formação cultural da nação brasileira.

      Apesar desta constatação, são grandes os obstáculos enfrentados pelos afrodescendentes na conquista de um espaço digno na sociedade. A partilha da riqueza no país não é proporcional a sua presença no cenário nacional, colocando-os no imenso contingente dos excluídos.

      Desta forma, as ações afirmativas governamentais devem implementar-se por meio de melhores condições de acesso à boa escola e ao mercado de trabalho, para que esse seguimento da população tenha as mesmas oportunidades dos demais brasileiros.

      Esta desigualdade é secular e não vai ser combatida apenas universalizando direitos. A igualdade formal não implica em igualdade de fato. Ela demanda uma intervenção ativa do Estado, cuidando de aspectos fundamentais para a sociedade, inclusive de políticas destinadas a grupos específicos como mulheres, negros, portadores de deficiência e indígenas.

                                              (Texto de Carmen Dora Freitas Ferreira. Adaptado)

No quinto e no sexto parágrafos, é defendida a ideia de que
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Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2011 - PM-SP - Soldado Voluntário XV |
Q724316 Português

                 Políticas Públicas de Combate às Desigualdades Sociais

      Muito se tem falado em promoção da igualdade e das condições de oportunidade, em especial com relação à população negra e afrodescendente. Mas a implementação efetiva de políticas públicas, buscando a tão sonhada igualdade de direitos, caminha a passos lentos.

      De nada adianta a edição de leis fixando regras e impondo sanções, se não houver uma conscientização e um respeito pela dignidade e pelo ser humano, já que todos somos titulares de direitos e de obrigações desde o nascimento.

      A igualdade de oportunidade e o combate às desigualdades sociais começam pelo emprego e a justa remuneração, sem os quais o indivíduo está fadado à marginalidade e à exclusão. O estabelecimento de metas bem delimitadas e uma estrutura de apoio podem resultar num processo de capacitação e integração maior. Nessa esteira, está inserida a política de cotas, sem que isto possa ser alegado como indicativo de prejuízo a outras etnias ou outros grupos. Entendimento desta ordem é tornar ineficazes as políticas afirmativas de integração social, já que o direito é, primordialmente, uma garantia individual e não de grupos.

      Apesar das leis protetivas, ocorre uma queda acentuada do grau de proteção dos trabalhadores brasileiros mediante contrato de trabalho e, nesse sistema de exclusão, os negros e afrodescendentes sofrem uma penalidade maior, pois, via de regra, são sempre os primeiros nas listas de cortes das empresas e os excluídos no momento da seleção.

      O negro e seus descendentes representam mais da metade da nossa população, tiveram, e continuam tendo, uma participação efetiva na formação da base econômica e na formação cultural da nação brasileira.

      Apesar desta constatação, são grandes os obstáculos enfrentados pelos afrodescendentes na conquista de um espaço digno na sociedade. A partilha da riqueza no país não é proporcional a sua presença no cenário nacional, colocando-os no imenso contingente dos excluídos.

      Desta forma, as ações afirmativas governamentais devem implementar-se por meio de melhores condições de acesso à boa escola e ao mercado de trabalho, para que esse seguimento da população tenha as mesmas oportunidades dos demais brasileiros.

      Esta desigualdade é secular e não vai ser combatida apenas universalizando direitos. A igualdade formal não implica em igualdade de fato. Ela demanda uma intervenção ativa do Estado, cuidando de aspectos fundamentais para a sociedade, inclusive de políticas destinadas a grupos específicos como mulheres, negros, portadores de deficiência e indígenas.

                                              (Texto de Carmen Dora Freitas Ferreira. Adaptado)

Para o autor do texto, a igualdade social depende
Alternativas
Q715203 Português

A partir da relação que cada termo em destaque estabelece na frase abaixo, preencha corretamente os parênteses a seguir. Depois assinale a alternativa que contém a sequência correta.

(1) Alternância

(2) Caracterização

(3) Relação de posse

(4) Relação de oposição

Tento escrever,

mas ( ) sai um poema impotente ( ).

Fico pensando:

as dores do ( ) mundo

pedem canções

ou ( ) exigem ação?

(Elias José, Cantigas de adolescer)

Alternativas
Q715197 Português

                                      Vidas curtas

      O Brasil tem assistido a um aumento crescente de mortes violentas entre os jovens. Enquanto a população em geral teve queda de mortalidade de 1980 a 2004, passando de 633 mortes em cada 100 mil habitantes para 568, a mortalidade na faixa de 15 a 24 anos aumentou de 128 a cada 100 mil jovens para 133, nesse período, de acordo com dados do Ministério da Justiça (MJ). Essa situação preocupante divide a opinião de especialistas que veem diferentes causas e soluções para o problema.

      De acordo com o último Mapa da Violência do Ministério da Justiça, elaborado anualmente em parceria com o Instituto Sangari – organização não governamental presente em 17 países – a maioria dessas mortes é violenta e causada por fatores externos, como homicídio, suicídio e acidente de trânsito. Em 2008, último ano analisado pelo estudo, essas três causas foram responsáveis por 62,9% das mortes dos jovens brasileiros. Na população adulta, apenas 10% se deram por essas razões. (...)

      O sociólogo Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa, vê na cultura, mais especificamente na educação, uma forte aliada. “O Brasil é um país continental que exige uma estratégia de mesmas proporções. São necessárias medidas de grande impacto. A melhor ferramenta é a educação”, afirma. “A escola tem um papel fundamental porque, além de ser ela mesma um foco de violência, o que precisa ser mudado, ela tem o poder da transformação pelos estudos.”

(Revista Ciência Hoje. nº. 282, volume 47, junho 2011, pág. 50-52 / fragmento com adaptações)

Considerando-se o texto “Vidas curtas”, está correto o sentido da expressão destacada em
Alternativas
Q715193 Português

                                      Vidas curtas

      O Brasil tem assistido a um aumento crescente de mortes violentas entre os jovens. Enquanto a população em geral teve queda de mortalidade de 1980 a 2004, passando de 633 mortes em cada 100 mil habitantes para 568, a mortalidade na faixa de 15 a 24 anos aumentou de 128 a cada 100 mil jovens para 133, nesse período, de acordo com dados do Ministério da Justiça (MJ). Essa situação preocupante divide a opinião de especialistas que veem diferentes causas e soluções para o problema.

      De acordo com o último Mapa da Violência do Ministério da Justiça, elaborado anualmente em parceria com o Instituto Sangari – organização não governamental presente em 17 países – a maioria dessas mortes é violenta e causada por fatores externos, como homicídio, suicídio e acidente de trânsito. Em 2008, último ano analisado pelo estudo, essas três causas foram responsáveis por 62,9% das mortes dos jovens brasileiros. Na população adulta, apenas 10% se deram por essas razões. (...)

      O sociólogo Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa, vê na cultura, mais especificamente na educação, uma forte aliada. “O Brasil é um país continental que exige uma estratégia de mesmas proporções. São necessárias medidas de grande impacto. A melhor ferramenta é a educação”, afirma. “A escola tem um papel fundamental porque, além de ser ela mesma um foco de violência, o que precisa ser mudado, ela tem o poder da transformação pelos estudos.”

(Revista Ciência Hoje. nº. 282, volume 47, junho 2011, pág. 50-52 / fragmento com adaptações)

Atente para as seguintes afirmações.

I. O texto transcrito divide-se em três partes que podem ser identificadas do seguinte modo: anunciação do problema, causa do problema e sua possível solução.

II. No 1º§ há informações divergentes, ou seja, que fazem oposição entre si quanto ao aumento da mortalidade no Brasil.

III. No 3º§, o sociólogo Waiselfisz cita a educação como única solução para o problema da violência.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Q715192 Português

                                      Vidas curtas

      O Brasil tem assistido a um aumento crescente de mortes violentas entre os jovens. Enquanto a população em geral teve queda de mortalidade de 1980 a 2004, passando de 633 mortes em cada 100 mil habitantes para 568, a mortalidade na faixa de 15 a 24 anos aumentou de 128 a cada 100 mil jovens para 133, nesse período, de acordo com dados do Ministério da Justiça (MJ). Essa situação preocupante divide a opinião de especialistas que veem diferentes causas e soluções para o problema.

      De acordo com o último Mapa da Violência do Ministério da Justiça, elaborado anualmente em parceria com o Instituto Sangari – organização não governamental presente em 17 países – a maioria dessas mortes é violenta e causada por fatores externos, como homicídio, suicídio e acidente de trânsito. Em 2008, último ano analisado pelo estudo, essas três causas foram responsáveis por 62,9% das mortes dos jovens brasileiros. Na população adulta, apenas 10% se deram por essas razões. (...)

      O sociólogo Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa, vê na cultura, mais especificamente na educação, uma forte aliada. “O Brasil é um país continental que exige uma estratégia de mesmas proporções. São necessárias medidas de grande impacto. A melhor ferramenta é a educação”, afirma. “A escola tem um papel fundamental porque, além de ser ela mesma um foco de violência, o que precisa ser mudado, ela tem o poder da transformação pelos estudos.”

(Revista Ciência Hoje. nº. 282, volume 47, junho 2011, pág. 50-52 / fragmento com adaptações)

Quanto à linguagem e recursos textuais utilizados no texto “Vidas curtas”, analise as afirmativas a seguir e assinale a correta.
Alternativas
Respostas
3101: E
3102: C
3103: C
3104: C
3105: E
3106: C
3107: E
3108: C
3109: C
3110: D
3111: D
3112: E
3113: D
3114: E
3115: D
3116: A
3117: C
3118: C
3119: A
3120: A